sábado, 17 de fevereiro de 2018

SCULPTURE - O METAL EXTREMO POR OUTROS CAMINHOS

Sculpture é um projeto instrumental envolto de diversas sonoridades tendo como base principal o Black Metal! Formada pelos músicos Willian Marante e Victor Prospero, a dupla desafia os padrões estabelecidos e executam firmemente suas ideias e experimentos dentro do metal extremo. Com seu Full-Length próximo do lançamento, conversei com esses genuínos músicos que buscam espaço para sua arte, livre e inspiradora! Confiram!


1 – Willian, como se deu a origem da projeto Sculpture?
Willian: Na verdade, não tem uma data muito específica. Eu passei anos sem estar em uma banda, mas todo esse tempo, sempre compus e toquei, praticamente todos os dias.

Como minha memória não é boa, sempre que componho algo eu gravo e passo pra tablatura, no Guitar Pro, senão é certeza, vou esquecer.

Mais ou menos entre o ano de 2008 até 2011 eu compus muitas músicas ou riffs isolados, que na minha cabeça seriam pro meu projeto one man band, Infernalium. No entanto, eu sentia que alguns daqueles riffs soavam muito bem na versão instrumental. Todas as linhas de vozes que eu imaginava em cima delas, não me agradavam, sempre achava que estava estragando a música.

Então eu abri uma pasta com o nome instrumental e lá eu ia jogando todos esses riffs e músicas que eu achava que soavam melhor, dessa forma.

Isso ficou lá, parado por uns anos, até que conversando com o Victor, comentei dessa minha idéia, ele achou interessante e então mandei as músicas. Ele gostou e achou que daria pra fazer. Então na próxima semana, nos reunimos e começamos a trabalhar na primeira música. Isso foi no ano de 2014.


As músicas não tinham nome e nem a banda tinha nome, tudo foi surgindo depois, pra lá da metade do processo de composição.

2 – A formação da banda se concentra em você e Victor Prospero, a ideia de manter o projeto em uma dupla facilita o funcionamento das composições?
Willian: Ah, sim. Com certeza, facilita e muito.
Nós meios que estávamos desencanados de banda. Meio de saco cheio. Não da música, não dos nossos instrumentos, mas do lance de estar numa banda, de tudo que aquilo onera (tempo, dinheiro, cobranças) e todas as responsabilidades envolvidas, etc e etc.
Eu mesmo, tinha na minha cabeça que não tocaria mais em banda e somente seguiria com o meu projeto one man band.
Mas como eu e o Victor conversamos bastante, vimos que éramos tranquilos pra trabalhar um com o outro, que tínhamos os mesmos objetivos e visões em relação a música, que resolvemos arriscar.
Logo de início percebemos que ia dar certo. Toda vez que nos reuníamos pra compor ou gravar, sempre era muito produtivo e divertido. Então começamos a ficar cada vez mais empolgados com o Sculpture.
Então assim, por mais que tenhamos outros grandes amigos que podiam fazer parte do Sculpture.
Fechamos nessa idéia de ser um Duo. Tudo funcionou tão bem, foi tão tranquilo e o resultado nos agradou tanto, que não vemos porque mudar essa configuração.

3 – Victor, a banda já está em atividade desde 2014, a liberdade de se projetar algo sem “pressão” pode trazer um certo perfeccionismo envolto neste trabalho de estreia?
Victor: Nossa ideia desde a primeira conversa sobre o Sculpture foi não ter pressão no sentido de não tornar estressante nenhuma atividade relacionada à banda. Sendo assim, durante o processo de composição, nós ouviamos várias vezes cada música e iamos lapidando até ficar da forma como os dois achavam que estava bom.
O risco que existe neste tipo de planejamento é não definir um ponto final e o projeto acabar se tornando uma “composição eterna”, pois o tempo vai passando e os nossos gostos musicais vão mudando (mesmo que pouco). Acredito que nós fomos bem sucedidos em administrar isso.

4 – Instrumental / Atmospheric / Progressive / Black Metal são referências apresentadas pela banda, vocês acreditam que o metal extremo está mais receptivo as inovações dentro do estilo?
Willian: Acredito que sim, acredito que se o Sculpture lançasse esse mesmo play, uns anos atrás, nós seríamos detonados.
Quando iniciamos o Sculpture nós tínhamos quase que absoluta certeza que não seríamos bem interpretados.
“Firuleira”.” Muito melódico”.” Muita coisinha”. “Não é metal de verdade”. Foram alguns dos adjetivos que achávamos que dariam ao Sculpture. Já meio que estávamos preparados pra isso.
Então, já que imaginávamos que teríamos um feedback negativo, ai mesmo que nos despimos de qualquer pudor e medo e experimentamos o máximo possível. O que deu na nossa cabeça, e o que entendemos que a música pedia, nós colocávamos, dentro das nossas limitações técnicas.
Sei lá, pode ser que essa autenticidade ou coragem em arriscar, que possa ter feito o pessoal entender nossa proposta.
Pra nós, foi de fato uma grande surpresa, o feedback extremamente positivo que tivemos e estamos tendo até agora.
O Sculpture foi idealizado e feito de forma totalmente despretensiosa, achávamos mesmo que não teria uma boa receptividade e nem que um selo iria se interessar em lançar, por ser algo um pouco diferente. Achamos que ninguém iria querer se arriscar. Ainda bem que erramos e recebemos uma proposta do Luiz, da Hammer of Damnation, antes mesmo de começarmos a correr atrás de selo. Fechamos com ele.


5 – "To Another Place" está prometido para 2018, como está o processo de finalização do material?
Victor: As músicas já estão todas mixadas e masterizadas e no momento o Willian está finalizando a arte para enviarmos para a gravadora fabricar. O lançamento oficial está agendado para o dia 05/05/18.

6 - Victor além de baixista é o produtor do disco de estreia, quais os desafios de se produzir o próprio material?
Victor: Acredito que o desafio foi a etapa da composição, porque eu e o Willian nunca tínhamos tocado juntos e não nos conheciamos musicalmente. Então até a gente criar uma sinergia, onde o Willian escrevia os riffs, já pensando no que eu iria sugerir pra alterar e vice-versa demorou bastante. Depois foi tudo simples pois eu havia planejado desde o inicio.
Conforme nós iamos compondo a música, já editávamos a bateria e iamos gravando e as bases no programa de gravação. Após terminar de compor, apagamos as cordas e regravamos tudo pra valer, riff por riff o mais preciso possível. A direção da gravação foi super tranquila porque o Willian já sabia como eu trabalhava. Na escolha de timbres e demais samples (teclados e etc), mixagem e masterização foi muito tranquilo também porque o Willian quase sempre pensa igual a mim.

7 - Como divulgado o Sculpture trata-se de um projeto instrumental, pelo que consta vocês já integraram bandas de metal extremo anteriormente. É desafiador expressar suas convicções e expressões fazendo um som inteiramente instrumental?

Willian: Sim, tanto eu como o Victor, já tocamos em diversas outras bandas de São Paulo, como:

Lost Graveyard, Evil Mayhem, Obscure Mind, Shantak, Necromesis, Infernalium, Synthesis, Thou Supreme Art entre outras. Temos um tempinho já nessa vida de bandas e shows.

Foi sim desafiador, nos expressar de forma instrumental e totalmente diferente de todas as outras bandas que já tocamos. Tanto que nós começamos a compor de uma forma e vinha rolando bem. Mas em um certo momento, as composições foram amadurecendo e ficando muito diferentes das 2 primeiras músicas que fizemos, digo a estrutura da música mesmo.
Percebemos que as músicas estavam ficando com estrutura e formato de uma música normal, (Introdução / Verso / Ponte / Refrão / Solo). Então tentamos romper com isso e estruturar as composições de forma diferente. Ai voltamos e refizemos tudo o que já tinha sido feito, pra depois seguir em frente. Tentamos equalizar as composições pra que todas ficassem no mesmo nível. Pra que soassem de forma mais homogênea.

8 – Sei que já com o pouco tempo de banda vocês devem ter já respondido inúmeras vezes se há pretensão de vir a ter um vocal futuramente (rsrsrsrs). Então a pergunta é esta, o Sculpture terá algum vocalista fazendo alguma participação futuramente?
Willian: Realmente, sempre nos perguntam isso. Hahahahaha. Mas é normal...
O Sculpture foi concebido, desde o inicio, pra ser uma banda instrumental. È assim que vemos o Sculpture e é assim que queremos que ele continue.
Mas pensamos sim, mais pra frente, em lançar um som, com um vocal convidado. Em uma versão com bônus, ou um EP, algo assim.
Até mesmo nós temos essa curiosidade, então pode sim rolar um dia. Mas será algo atípico.
Um play inteiro com vocal, não. Isso não vai acontecer sob o nome Sculpture.

9 – A bateria programada soa bastante coesa e orgânica, com certeza hoje em dia funciona bem melhor que na época do HATE do Sarcófago não é mesmo?
Victor: No caso do Sculpture além da bateria, todos os efeitos de sampler também são programados. Inclusive nenhum pedal de guitarra, amplificador ou microfone foi usado. Tudo foi feito 100% no computador.
Os plugins estão evoluindo em uma velocidade incrível. Para as guitarra do Sculpture por exemplo, eu troquei três vezes o plugin e cada um soava incrivelmente melhor do que o outro.
Hoje em dia, no metal extremo, a maioria das grandes produções usam alguma tecnologia de sampler na bateria. Muitas vezes substitui-se o som da bateria tocada pelo som de um sampler gravado a partir da própria bateria para tirar um pouco da dinâmica e dar mais punch.
Se as baterias programadas de hoje em dia estão melhores do que as de 5 anos atrás, imagine se compararmos às de 25 anos atrás, na época do HATE (risos).

10 – Bandas como Limbonic Art e Samael por exemplo usam o recurso de bateria programada há muito tempo, o Samael além do estúdio ainda se apresenta ao vivo sem maiores problemas. O Sculpture tem intenção de se apresentar? O que vocês pensam a respeito?
Willian: Há maneiras e maneiras de se fazer as coisas. Nunca vi problema no uso de bateria programada, desde que feito da maneira correta, de uma maneira que não fique tão evidente e robótico. Desde o começo, sabíamos que iríamos usar bateria programada e foi sempre uma preocupação nossa, deixa-la o mais natural e humanizada, possível. 


Quanto a se apresentar, isso nunca tinha passado pela nossa cabeça. Fizemos o Sculpture pra ser uma banda de estúdio. No entanto, o selo que nos convidou pra lançar nosso debut, deu essa idéia, de fazer uma apresentação de lançamento do cd. Aceitamos e ela vai acontecer no dia 05/05/2018 na sede da Hammer of Damnation.

Nos apresentaremos em quarteto ( 2  guitarras, baixo e bateria).  Está sendo bem trabalhoso tirar as músicas todas novamente, passar pros outros músicos, ensaiar e tudo mais. Mas ao mesmo tempo está sendo bem prazeroso. Acredito que conseguiremos fazer um boa apresentação. Estamos realmente empenhados nisso.



11 – Na música que vocês liberaram percebe-se momentos mais voltados para o Black Metal, influencias de Metal Tradicional, passagem acústicas! Isso torna a audição agradável e surpreendente! Quais as influências musicais em relação ao Sculpture?

Willian: Sem dúvida nenhuma, a imensa maioria dos plays da minha coleção e a maior parte da minha influência, vem do Black Metal.

È o que eu ouço 80% do tempo. Mas meu gosto musical e influências são bem grandes.
No Black Metal, dá pra citar. Dissection, Godkiller, Algaion, Sargeist, Impaled Nazarene, GBK, Song D´enfer, Woods of Desolation Sacrilegium, mais um milhão de outras bandas novas e antigas.
Ouço muito também Thrash Metal oitentista. Destruction, Exodus, MX, Tankard, Sodom, Kreator, Assassin, Razor, Violent Force...
Gosto muito de Heavy Metal Tradicional. Iron Maiden, Judas Priest. Black Sabbath, King Diamond, Mercyful Fate, Running Wild. Helloween...
Ouço umas coisas de jazz, fusion, principalmente discos de guitarristas. Progressivo também ouço, curto demais Rush. Demais mesmo.
Um estilo que não sou muito chegado é o Death Metal, escuto pouquíssima coisa. Engraçado que uma das melhores bandas do mundo, pra mim, é desse estilo. O Death.  Mas o Death e o Chuck acho que transcenderam os limites de qualquer estilo. Aquilo é único.

Victor: Acredito que essa mescla de estilos foi algo natural de se fazer pois a trajetória de influencias minhas e do willian são bem parecidas. Ambos começamos a escutar metal de berço, por influência de nossos pais e depois viemos descobrindo o som que nos agradava mais: metal extremo.
Eu ouvia muito Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica e Helloween,  quando eu era criança. Depois fui indo para o Thrash, o Death e o Black Metal. Além disso já tive bandas de Prog e já toquei Jazz e Bossa Nova na noite. O Sculpture tem um pouco de cada uma destas influências que fomos adquirindo no decorrer da vida.

12 – O Material será lançado via “Hammer of Damnation”, pelo que consta CD vai ser muito caprichado! Recentemente adquiri uma cópia do novo CD do CAUTERIZATION e o acabamento é impressionante!
Willian: Estamos nos ajustes finais da arte de capa e encarte. Falta muito pouco e o material deve ir pra fábrica, ainda esse mês de fevereiro ou no máximo começo de março.
Tentamos caprichar no visual e tentar chegar numa arte e layout que conversasse com o tipo de música que fizemos, que fechasse todo o conceito do álbum. Procuramos fazer com que a arte, representasse a música do Sculpture. Creio que conseguimos isso e estamos bem satisfeitos.

O lançamento será também em formato digipack, mas num formato um pouco diferente do Cauterization (aquele lançamento realmente ficou lindíssimo). 



Escolhemos um formato pouco utilizado e que achamos que ficaria perfeito no tipo de arte e ilustração que tínhamos em mente.  Acreditamos que a arte, formato, acabamentos, conversam bem com a proposta e conceito do Sculpture.



13 – Willian e Victor, gostaria que listassem seus álbuns favoritos!
Willian: Bem difícil. Vou citar 10, mas eles mudam sempre e não será em ordem de preferência.
Bathory – Bathory
Iron Maiden – Killers
Exodus – Bonded By Blood
Woods of Desolation – Torn Beyond Reason
Dissection – Storm of the Lights Bane
Helloween – Walls of Jericho
Mercyful Fate – Don´t Break the Oath
Necromantia – Scarlet Evil Witching Black
Death  – Individual Thought Patterns
Impaled Nazarene – Ugra Karma

Victor: Realmente é uma pergunta bem dificil mas vou tentar citar os primeiros que me vêm em mente.
Bathory – Under the sign of the black mark
Destruction – Sentence of Death
Dissection – Storm of the light´s bane
Kreator – Pleasure to Kill
Rush – Moving Pictures
Death – Symbolic
Woods of Desolation – Torn beyond reason
Sivyj Yar – From the dead villages´ darkness
Desaster – Hellfire´s Dominion
Mercyful Fate - Melissa

14 – Quais os planos futuros para o Sculpture?
Willian: No momento estamos nos dedicando totalmente ao lançamento do debut. Divulgando da melhor forma possível, trabalhando em conjunto com o selo. Em breve divulgaremos mais um clipe com outro som na íntegra, temos também mais alguns vídeos pra liberar.


Além de estarmos muito focados nos ensaios e preparativos pra apresentação de lançamento do álbum. Queremos entregar pro pessoal, a melhor apresentação possível, como forma de agradecimento pelo apoio e suporte que temos tido, desde que começamos  divulgar o Sculpture.


Temos planos pra um próximo álbum, um EP... Não sabemos muito bem ainda.

Ficaram algumas músicas e riffs de fora desse álbum, porque achamos que era a hora de lançar e se continuássemos a compor e gravar, podia demorar bastante, porque nosso processo de composição é bem demorado e trabalhoso.


Entao, é isso. Nesse ano é foco total no lançamento de “ To Another Place” e fim do ano ou ano que vem, pretendemos voltar a gravar e finalizar algumas composições que ficaram em aberto.

15 – Deixo o espaço aberto pra as considerações finais!
Gostariamos de agradecer imensamente ao Vitor e seu blog Colorado Heavy Metal, pelo interesse e espaço concedido ao Sculpture.

Esperamos que curtam os outros sons do play e esperamos nos trombar por ai, pra trocar mais ideias e tomar umas cangibrinas.

Maiores informações:
https://www.facebook.com/SculptureInstrumentalBr


Por Vitor Carnelossi

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

WILD LEATHER - HARD ROCK SELVAGEM DE BH



Quando você escuta do termo Hard Rock é inevitável aquela ligação com os anos 80 não é mesmo?
De algum tempo para cá o público novamente voltou a se interessar neste tipo de som, postura e estilo! Em BH não poderia ser diferente, celeiro mundial de bandas a Capital de Minas desta vez ataca de hard rock!!! WILD LEATHER é a banda que integra o nosso entrevistado de hoje, o guitarrista Chris Maia. Chris é um músico de BH que entre outros projetos recentemente gravou o ultimo play do GREY WOLF ( GLORIOUS DEATH), um ótimo registro que me chamou a atenção pela versatilidade em seu instrumento! Vamos bater um papo com esse camarada? confiram!


1 – A Capital mineira ainda como outrora continua sendo celeiro de inúmeras bandas, como anda a cena em termos de shows nas noitadas  de B.H?
Chris Maia: Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade da entrevista !!!
Bom as noitadas de bh sempre são fodas demais , role sempre e oque não falta , só que mais puxado para sons extremos , punk rock e cover , a única coisa que sinto falta e a cena mais clássica anos 80 rsrsrs

2 – Quando se fala em Belo Horizonte a gente logo pensa na cena mais pesada marcadas por bandas como Sepultura, Overdose, Sarcofago, The Mist, Chakal! Você acredita que algum dia novamente, B.H.  Possa se reencontrar com aquela explosão musical dos anos 80?
Chris Maia: Eu acredito sim < pois aqui ja temos bandas de variados estilos com a levada mais anos 80 ,como Dunkel Reiter e Witchkross , agr tenho a Wild Leather entrando com o hard rock hehehehe

3 - Você é guitarrista da recém-formadabanda WILD LEATHER, como esta os espaço hoje em dia para o hard rock , parece-me que o público novamente está olhando com carinho este estilo?
Chris Maia: Na minha visão o hard rock esta voltando com tudo no momento , em bh mesmo o pessoal esta tendo uma aceitação foda com a Wild Leather , porque é um estilo bastante em falta aqui no termo autoral , no momento se encontram pouquíssimas bandas que tocam o som e utilizam o visual dos anos 80 , e acredito que isso e o grande diferencial da wild , visual e atitude !!

4 – Apesar de um genuíno guitarrista de hard rock, você fez um excelente trabalho no disco GLORIOUS DEATH, como o  mister“Grey Wolf Paulinelli “ lhe encontrou (rsrsrsrs)?
Chris Maia: Foi uma coisa totalmente por acaso cara rsrsrsrs so tenho dizer que foi pelo facebook , foi logo naa semana que conheci a banda e curti bastante , tinha comentado com uma namorada minha na epoca falei com ela : caralho ja imaginou eu fazendo esse som ? kkkkk
ai uma semana depois o Fabio veio me fazendo o convite , eu aceitei sem pensar kkk
entrei na banda como guitarra base , ai logo com a saída do Rudolf eu assumi a responsa nas cordas, foi onde eu evolui totalmente como guitarrista .
mas eu o agradeço demais pelo tempo no Grey Wolf pois foi a banda onde adquiri bastante experiência musical e no metal em si, onde tive a oportunidade de tocar em vários festivais e principalmente viagens com banda 

5 – A abordagem na guitarra muda bastante do Hard rock para o Heavy Metal, mesmo assim você desempenhou um trabalho coeso e criativo, comofoi o processo de gravação de GLORIOUS DEATH?
Chris Maia: A gravação do gloriuous death foi muito bem trabalhada e o fabio me deixou a total liberdade de usar o meu timbre e minha pegada , que muitas pessoas me dizem ser bastante versátil , melódica e pesada , pois sempre tive influencias no heavy e no hard 80 , ai tento ser o mais original possível mas com a minha total influencia nos anos 80.

6 – O ponto que mais me chamou a atenção neste disco em relação a guitarra foi a variação de timbres, que deram um tempero especial ao disco. Sendo assim, quais os guitarristas que mais lhe influenciam e lhe inspiram!?
A vou fazer uma curta listinha aqui rsrsrs
Chris Maia: MALMSTEEN, DAVE MUSTAINE , STEVE CLARK , EDDIE VAN HALLEN , DOUG AUDRICH, LITA FORD , REB BEACH , ADRIAN SMITH , MICK MARS , TOM KEIFER , VIVAN CAMPBELL , BRUCE KULICK E VARIOS OUTROS DO HARD E HEAVY 80 RSRSRSRS

7 – Qual é a proposta do WILD LEATHER?
Chris Maia: fazer um  hard rock selvagem como o próprio nome já diz , uma hard rock com aquela essência de los angeles na década de 80 com uma pitada de heavy metal , nao muito técnico direto e pesado !!

8 – Qual a formação da banda?
Chris Maia: A formação da wild :
Afonso Arinos - vocais (ex outlaw)
Dimas correia - bateria (ex odisseia e balistica )
Chris Maia - guitarra (ex grey wolf e tumulo de aço)
Jefferson soares - guitarra (ex odisseia )
Aed vieira - baixo

9 – Quais sons  a banda pretende “coverizar” pelos palcos afora?
Chris Maia: Cara temos bastante influência em def leppard , motley crue , poison , winger,loudness , lizzy borden mas queremos fazer algo com nossa pegada sem fugir dessa linha de som

10 -  Vocês já em alguma composição própria sendo preparada?
sim , já iniciamos o processo de gravação do primeiro EP ou um oficial de cara , estamos ainda decidindo o nome do primeiro disco , mas tenho certeza que vão gostar e ver que BH também tem hard rock !!!

11 – Quais seus discos favoritos?
outra listinha kkkk
Shout at the devil -motley crue
too fast for love - motley crue
theatre of pain - motley crue
out of cellar - ratt
invade your privacy - ratt
high n dry - def leppard
on thoug the nigth - def leppard
love you to pieces - lizzy borden
out of this wolrd - europe
sing of the hammer - manowar
death or glory -running wild
e uma cassetada a mais kkkk  

12 – Qual banda da atualidade vem fazendo um som legal, na sua opinião?
cara no momento são duas bandas nacionais que estou viciado SWWET DANGUER E BITER !!!!
mas tem várias tbm da cena nacional que gosto pra cassete , firestrike , tigger , nigth prowler , thunderlord sao bandas otimas da nossa cena !!!

13 – Quais os contatos e como ficar ligado no que rola no WILD LEATHER?
N momento temos os nossas paginas no facebook  e instagram

14 – Deixo o espaço para suas considerações finais!
bom nas considerações eu deixo um abraço ao Vitor Carnelossi pela oportunidade dada entrevista , a os meus companheiros de banda na wild leather , meus amigos pessoais e a todos os apoiadores da wild leather !!! estamos sempre firmes contra tudo pra manter nossa cena nacional viva e forte  como nunca !!! HAIL!

Por Vitor Carnelossi

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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O METAL EXTREMO NO INTERIOR DE SÃO PAULO

Sempre me interessei pelo metal nacional, em especial aos redores de minha cidade Colorado - PR. Maringá, Londrina, Presidente Prudente sempre ofereceram algumas boas bandas, shows e rolês... Isso para nós de cidadezinha pequena era o principal contato com o real mundo do metal! Hoje a entrevista é com o amigo Trojillo, figurinha carimbada no Metal Extremo Nacional, tendo participado ativamente desde os anos 90, detêm um super conhecimento do Underground obscuro e radical que rolava em décadas passadas. Especialmente nesta ocasião Trojillo nos fala sobre os primórdios do metal extremo em P. Prudente e algumas bandas que fizeram parte dos alicerces do Metal Extremo Brasileiro.
Confiram!

Mauro Trojillo Jr.  -  Clash Club/2016
01 - Trojillo, novamente é um prazer tê-lo neste veículo underground de produção independente! Presidente Prudente, cidade localizada no “interiorzão” do Estado de São Paulo  tem boas histórias ligadas ao rock, heavy metal, e em questão o metal extremo.  Como músico e entusiasta da cena há muitos anos, lhe pergunto quais as raízes mais profundas do Metal Extremo Prudentino.
Grande Vitor! É sempre um enorme prazer poder participar do seu blog, realmente é mais um veiculo de grande importância ao METAL de nossa região e porque não dizer Nacional também! Cara, nossa cidade no final dos anos 80 e inicio dos anos 90 teve uma cena realmente grande em termos de pessoas e eventos aqui organizados, passaram por aqui nada mais que bandas como SARCOFAGO, HOLOCAUSTO, MUTILATOR, MX, BLASPHEMER, VOLKANA, VIPER, VODU, VULCANO,... quem organizava a maioria dos eventos era o grande Cacildo que tinha uma loja em sua casa chamada METAL RECORDS,... nessa época me lembro que aqui na cidade existiam algumas bandas como MASSACRA, SACRILÉGIO, KADAVER, CONSPIRACY,...

SARCOFAGO em sua passagem por Presidente Prudente - SP 
02 – É pouco divulgado, mais a passagem do SARCÓFAGO em sua fase mais extrema por P.Prudente deixou marcas profundas nos headbangers da região. Quais as informações que você tem sobre esse show dos fundadores do death/black mundial, justamente na sua cidade! Cara, eu já curtia som nessa época, mas era um pivete rsrs, então não fui, me lembro que meu primo Juliano foi e eu estava na casa dele no dia a tarde, e ele preparava uns braceles e correntes pra ir nesse show rsrs, das informações que tenho das pessoas que foram, foi um show destruidor!! (e na real, destruíram mesmo, o teatro municipal onde foi o show, teve suas cadeiras todas destruídas pelos headbangers rsrs).

03 - Quais bandas na região de Presidente Prudente se aventuram pelo metal extremo, digo as mais expressivas em sua opinião.
Eu acho que a primeira banda de DEATH METAL que teve na cidade foi a banda EPITAPH(rip), que hoje o baterista é o Luis Fernando que toca no Fright Night, fora essa teve algumas bandas de punk, thrash... mas de DEATH METAL mesmo creio que eles foram os primeiros. Depois teve a banda de BLACK METAL, a HARGONATH, que tbm durou alguns anos e chegaram a gravar um cd oficial. E depois apareceu um tal de CAUTERIZATION aí...rsrs

04 – O interior de São Paulo durante os anos 90 teve uma cena muito forte voltada aos estilos musicais mais extremos. Justamente nesta época você redigia o MORBID POSSESSION ZINE. Como você se interessou em atuar com a divulgação do metal extremo?
Então, sempre eu acompanhei o cenário underground, naquela época pelas revistas, pelos zines, quais eu mantinha correspondências, e ia em muitos shows pela região, e senti vontade de produzir algo voltado a essa cena mais extrema, e editei 2 zines, o GENITAL TUMOR ZINE(Que continha bandas de death, grind, splatter, doom, Black,..etc) e depois fiz o MORBID POSSESSION ZINE(Esse apenas dedicado ao DEATHBLACKDOOMMETAL).

05 – Como era feito os contatos com as bandas, produção e distribuição dos ZINES? Pergunto isso pois, pra molecada de hoje isso é muito curioso, no mínimo!
Cara, tudo era feito por carta, cartas e cartas chegavam todos os dias, eu ia todos os dias no correio, e chegavam fitas, zines, releases, flyers aos montes, tudo era muito difícil, por isso acho que quem viveu essa época valoriza muito mais, hoje tudo é muito fácil e se torna descartável.... infelizmente.
MORBID POSSESSION ZINE ( ACERVO PESSOAL TROJILLO)

06 – Além de bandas nacionais, o ZINE trazia releases e novidades de bandas internacionais, como você se comunicava antes do google tradutor (rrsrsrs)
Eu fiz inglês quando tinha 13 anos e conseguia me comunicar razoavelmente bem, e tinha os dicionários de inglês/português pra ajudar também rsrs.

07 – As bandas antigamente eram receptivas ao contato de  Zines como o seu? As revistas de maior circulação, parece-se que em momentos eram evitadas por muitas bandas extremas temendo o “esculacho” de editores que não entendessem o conceito e sonoridades...
Nos anos 90 foi a época que teve muito radicalismo, então as revistas que existiam na epoca eram evitadas por muitas bandas e vistas como coisa de “mainstream” ou “de boy” rsrs, já os zines eram muito valorizados, tanto é que enviavam Demos, fotos, flyers, etc.. e havia muita troca de zines também, muitas bandas do exterior me enviaram material também.

08 – No Paraná bandas como Muder Rape, Amen Corner conseguiram uma boa repercussão nacional nos anos 90. Quais bandas do metal extremo brasileiro você acredita que poderiam ter chegado mais longe em termos de reconhecimento?
Putz, que eu me lembro de shows que peguei no interior de SP, bandas que tinham um grande potencial e não continuaram posso destacar: BRUTAL DEATH, FIDES PUNICA, BLACK BAPTISM, SATANAQUIA, ANGEL OF LIGHT, DIVINE GORE, PROFANE CREATION(agora voltou!), PURULENCE, MASAKRA, NO BLEST, ROTTING FLESH(está voltando), ABHORRENCE(gods), DEVAST, THE ENDOPARASITES, e muitos outros.

09 – Em suas postagens vi que você participou de inúmeros shows nos anos 90 no interior de São Paulo, quais as bandas que merecem uma menção nesta entrevista que não são conhecidas pelo grande público.
Vide resposta anterior! rs
Foto de divulgação Id Katharsis - CAUTERIZATION
10 – Outro dia conversando com um amigo comentamos que entre muitas bandas que lançaram suas demos em TAPE , muitas delas ficaram restritas aquele formato, não tendo nem mesmo sido digitalizadas ou relançadas. Você possui muito material de divulgação da época do MORBID POSSESSION ZINE?
Sim cara, ainda tenho praticamente todas as Demo-tapes que recebi naquela época, até muita coisa coisa que hoje é considerado raro, tenho DT de bandas como: SONGE D´ENFER, FUNERATUS, IN MEMORIAN, MYTHOLOGICAL COLD TOWERS, THE ENDOPARASITES, ROTTING CHRIST, EVIL, DETHRONED CHRIST, HEADHUNTER DC, e muitas outras dezenas.... e ainda quardo vários releases, fotos, Xerox,..e material que era enviado todo por carta.

11 – Em relação a década passada, como você enxerga e estrutura de uma banda de black metal dos anos 90 em relação ao que acontece agora... Digo isso porque, me parece que tanto o black quanto o death pertence ao um grau de musicalidade quase “erudito” se comparado a “simplicidade obscura” e até pretensiosamente tosca de bandas mais antigas.
Hoje apesar das dificuldades que enfrentamos,  tudo é muito mais fácil em relação ao inicio dos anos 90 por ex, em termos de equipamento, hoje se consegue comprar com muito mais facilidade do que anos atrás, a divulgação hoje é praticamente a mesma no mundo todo, se lança um material hoje , todo o planeta por ser alcançado com 1 click, na questão da musicalidade, creio que também com a facilidade de informação, hoje pode se aprender muito mais fácil, consegue-se aulas grátis em inúmeros sites, blogs, vídeos, etc... mas isso tbm não quer dizer que a sonoridade mais “tosca” depende de capacidade musical, muitas bandas ainda caminham por esse estilo mais “tradicional” mesmo sendo excelentes músicos.

12 – O visual carregado e a indumentária utilizadas em shows de bandas mais antigas seriam hoje em dia facilmente proibidas, lembro-me de em Maringá no antigos Tribos ver bandas literalmente incendiar o local com cruzes flamejantes e outros pequenos incêndios rsrsrsrs (se eu não me engano o Kreditor de Cascavel). As coisas eram realmente mais “extremas” neste sentido, não é mesmo?
Tudo nessa época era novo, e as bandas tentavam “chocar” ao máximo em suas apresentações, me lembro de ter assistido bandas como AMEN CORNER, PROFANE CREATION, MURDER RAPE, OCULTAN, DARK PARAMOUNT, e várias outras, onde as apresentações eram bem extremas, com direito a cruzes, fogo, explosões, velas, sangue, etc... Hoje tudo isso não é mais novidade... poucas bandas conseguem hoje trazer alguma indumentária ou visual relativamente novo, ex: CULT OF FIRE, BATUSHKA, NECROS CHRISTOS, etc..

13 – Para você, quais os discos mais “old Brazucas” merecem um lugar na cabeceira do “hellbanger”?
Rapaz, essa é complicada hein!!! Mas vou tentar, mas a ordem não tem relação com a importância de cada um ok:
SEPULTURA –  Bestial devastation até Arise
SARCOFAGO – INRI
WARFARE NOISE I – compilation
CHAKAL – abominable anno domini
LOUCYFER – worship flesh
HOLOCAUSTO – campo de exterminio
HEADHUNTER DC – born... suffer...die/ punishment at dawn/ and the sky turns to black
VULCANO – live e Blood vengeance
PSYCHIC POSSESSOR – toxin diffusion
SEXTRASH – sexual carnage
GOATPENIS – inhumanization
Mx – SIMONIACAL
TAURUS – signo de Taurus
LOBOTOMIA – lobotomia
ROT – almight god
NO SENSE – out of reality
ROTTING FLESH – infanticious monstrosities
INDUSTRIAL NOISE - Old Times
14 – Tendo Integrado o INDUSTRIAL NOISE, CAUTERIZATION, parece-me que já é certa mais uma incursão sua no Metal Extremo. Esse projeto chamado WOLFLUST, falando em “galera das antigas”, conta com o Carlos, guitarrista do já extinto NO BEST de Maringá! Vem chumbo grosso por ae, não é mesmo?
Sim, estou agora com outro projeto paralelo chamado WOLFLUST junto com o amigo Carlos que é outro velho guerreiro do Underground que já teve várias passagens por outras bandas como NO BLEST, DEFECAL GESEOPHOBIA, ... e sim, podem esperar que vem por aí o mais podre, sujo, blasfemo DEATHBLACKWARMETAL!!! Não esperem um som puro e cristalino hahaha, aqui será total enxofre e podridão!!! NOT FOR WEAKS! ONLY DIEHARDMANIACS!!
WOLFLUST - Veteranos em pleno gás!
15 – O CAUTERIZATION está para colocar um novo trabalho na praça, pelo que escutei de uma faixa liberada, pode ser um trabalho que superará as expectativas de muitos em termos de técnica e sonoridade. ID KARTHASIS representa tudo que você almejou como músico?
Sim nesse novo trabalho do CAUTERIZATION posso dizer que tive que ultrapassar meus limites como baterista, e evoluir muito para executar essas novas composições, de todos nossos trabalhos posso dizer que é o mais variado e técnico e ao mesmo tempo rápido e pesado, creio que nesse material alcançamos nossa “identidade” da banda, é o som que gostamos de fazer, e esperamos que nossos amigos e apoiadores apreciem o material também, pois foi bastante trabalhoso rsrsrs.
Novo trabalho disponível para compra! Adquiria já sua cópia! 
16 – Mais uma vez obrigado por sua presença no Blog COLORADO HEAVY METAL!
Eu que agradeço o seu eterno apoio Vitor, e sua dedicação ao verdadeiro Underground, se todas as cidades tivessem um cara como você o Underground com certeza seria muito mais forte!! Forte abraço!! 

Por Vitor Carnelossi

COLORADO HEAVY METAL - PEQUENAS AÇÕES QUE FAZEM A DIFERENÇA!

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Desde 2013 produzindo matérias e entrevistas para grande rede.
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