quinta-feira, 30 de maio de 2013

INNER ABYSS, O INÍCIO DO TRAGEDY GARDEN

O Blog COLORADO HEAVY METAL apenas tem o intuito de resgatar as histórias que fizeram parte de nossa resistência e iniciativa e também servir como um canal exclusivo para tudo que nos envolva, influencie e alavanque as bandas que aqui residem. Estamos no caminho certo para a melhora de nossas exibições da pagina de pesquisa do GOOGLE e documentando de forma concreta a “chama metálica” que reside no interior longe das capitais. Também tem sido legal a participação  de alguns amigos e pessoas ligadas ao “rock n’ roll” mostrando suas influencias e preferências musicais.
Hoje relatamos mais experiências do Underground de COLORADO, INNER ABYSS, a primeira experiência da Banda TRAGEDY GARDEN no ano de 2001 em busca das composições próprias. Existentes muitos pontos de vistas e talvez cada membro da banda tenha suas visões de formas diferentes. Mais o fato é que INNER ABYSS foi um cartão de visitas obscuro e sombrio, ainda mais se tratando de uma cidade com 20 mil habitantes.
Foto promocional do EP "Silent Symphony"
Quando o Guitarrista Vitor Carnelossi começou realmente a assumir o seu posto com o intuito de vingar o “projeto” e colocar suas influencias na banda  Marcão Azevedo e Márcio Valério já estavam desenvolvendo a música de uma forma bastante diferente do resultado final. Na fase extremamente inicial apenas sobrou a letra e o forte refrão questionando a “realidade ou a imaginação” (...Reality – Imagination) , em um conceito bastante sombrio e melancólico que o baterista já desenvolvia em suas letras que buscavam respostas para os cantos mais obscuros das almas errantes. Antes da mudança radical da parte instrumental, pois a canção era muito lenta, alguns amigos puderam presenciar o formato inicial da composição. Alexandre Hygino e Leandro Wilbert acompanharam o “engatinhar” dessa proposta e já enfatizaram a diferença gritante entre a primeira versão e a segunda, uma mudança que definiu a maneira de compor do TRAGEDY GARDEN. Na demo “Silent Symphony” cada uma das 3 músicas possuem suas particularidades e poderiam ser caminhos a serem seguidos, “INNER ABYSS” e “DREAM’S PARK”  ficaram no passado e são composições que não se assemelham com o que foi feito no decorrer da banda. São alicerces enterrados ao fundo da edificação do TRAGEDY GARDEN.
Encarte contendo as letras do EP, seguindo a cronologia de suas composições
Após uma conversa informal, então se decidiu que a música precisava de novos elementos e mais intensidade. A maior referencia nesse inicio de banda curiosamente foi a banda PENTACROSTIC  de Osasco SP,  muito pelo guitarrista Vitor que no período tinha emprestado alguns materiais da banda  e ficado surpreso com a morbidez de do vinil The Pain Tears. Marcão Azededo também era muito fã do Play “De Profundis”, uma referencia Death Metal que surtiu efeito na música INNER ABYSS. É claro que a questão gravação e a experiência ainda estavam distantes do ideal, mais o experimental extremismo da banda naquele período rendeu um conteúdo bastante prolifero, INNER ABYSS sai na 10ª edição da Tradicional coletânea Underground “Rock Soldiers” e deixou a impressão de um começo de banda muito positivo.
INNER ABYSS , música escolhida pelo organizador da coletânea
colocou Tragedy Garden com uma banda de Death Metal na ocasião
É interessante notar que o TRAGEDY GARDEN, apesar das influências de Paradise Lost, Crematory, Anathema, Tristania, Heavy Metal Tradicional, que são da formação pessoal de cada músico, sempre foram panfletários e diretamente influenciados por bandas Brasileiras. Bandas como PENTACROSTIC, GENOCIDIO, AMEM CORNER, THE MIST, ADAGIO, HEADHUNTER D.C., SEPULTURA e ETERNAL SORROW sempre foram fortíssimas nas composições da banda. Muito disso vêm do baterista Marcão Azevedo e Márcio Valério que apresentaram ao restante da banda essas influências latentes do Heavy Metal Brasileiro. PENTACROSTIC, GENOCIDIO e ETERNAL SORROW foram influências reais para esses músicos do interior do Paraná.
PENTACROSTIC - Inspiração e pioneirismo do Híbrido Death/Doom no Brasil

Era vez de COLORADO produzir seu primeiro manifesto de música extrema, INNER ABYSS surgiu mórbida e brutal unindo o Death Metal ao Doom Metal com características pioneiras em uma cidade de interior. O Tempo pode passar mais o “Abismo Interior” ainda está aberto e pode ser conferido abaixo:


COLORADO HEAVY METAL  - O ESPAÇO DEDICADO PARA NOSSAS BANDAS, NOSSOS AMIGOS, NOSSAS INFLUÊNCIAS!

EDITORIAL

O Blog COLORADO HEAVY METAL é uma iniciativa particular para o bem de todas as bandas. Para participar com alguma opinião, sugestão de pauta ou divulgação de sua banda envie um e-mail para vitorcarnelossi@gmail.com, lucicry5@hotmail.com, 
evandro211@live.com - estaremos prontos a avaliar sua sugestão. A iniciativa parte de cada um, não temos a responsabilidade de procurar divulgar quem não oferece informações. No mais o BLOG está de portas abertas para divulgar nosso estilo de vida, nossa música, nossa Cultura!

COLORADO HEAVY METAL


CONFRONT - LOST TAPE COM O SOM WOVERINE BLUES (ENTOMBED)

Seguindo as narrativas de uma aventura HEAVY METAL em COLORADO. Hoje coloco a disposição dos interessados mais um som do CONFRONT. É válido ressaltar que no inicio do segundo milênio os meios digitais ainda estavam apenas caminhando, a internet era um privilégio para poucos e a documentação de áudio e vídeo em ensaios eram extremamente difíceis, digo até raras.

Casinha de ensaio do CONFRONT, no festejado "Sitio do Peru", também já ensaiaram aqui
Guilhotina HC e Space Travelling.
No ato de se romper com a cultura local o “rock” se aglomerava em pequenos redutos. Os ensaios do CONFRONT já estavam bastante frequentados quando a gravação dessa música foi concebida. Novamente fazendo um cover para uma banda sueca, pode-se dizer que o CONFRONT se fosse compor algo mais a frente seguiria bastante o DEATH METAL sueco com aqueleto mais lento com um certo groove sem abrir mão da brutalidade. O cover aqui apresentado se trata do Wolverine Blues da banda Entombed. Sua levada mais cadenciada com uma pegada “stoner” era bastante energética e mostrava todo o peso do CONFRONT. Gravado em uma fita K7 em um equipamento caseiro, o empenho valeu apena, pois hoje aqui escutamos uma história da nossa contracultura.
Os ensaios que ecoavam pelos campos pareciam trazer todo o contraste com os sítios e chácaras próximos ao “Sítio do peru”. Aos domingos a tarde, nada podia segurar as distorções e ecos do underground em Colorado, um pouco daquele caos esta aqui. Clique abaixo e se transporte para o som pesado, cheiro de poeira e inseticidas, adentre o quartinho de ensaios do CONFRONT...


COLORADO HEAVY METAL, TUDO MUDA, MENOS O PASSADO!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

SPACE TRAVELLING - O nascimento do Rock Clássico em Colorado!

Após um pequeno hiato de alguns meses pós o termino do CONFRONT, e consecutivamente o Sleepless (para quem não acompanhou os posts anteriores, foram bandas pioneiras do Heavy Metal pesado em Colorado), as movimentações começavam a fabricar novas ideias e expectativas para futuros projetos. Nessa época surge o Space Travelling, banda que futuramente originaria a base para o Invaders. Enquanto o Tragedy Garden e o Guillhotina HC buscavam músicas autorais e produção de músicas próprias o Space Travelling chega com uma proposta diferente, homenagear os clássicos do rock. Mais nem tudo estava tão definido, nem mesmo planejado, e a história começa mais ou menos com irei escrever por aqui.


Space Travelling em ação no REVENGE FEST 

Leonardo Ventura e Eduardo Jorge sempre nutrirão bastante devoção à banda Black Sabbath , indiscutivelmente a mãe e o pai do Heavy Metal. Leonardo até então além de algumas Jans mostrando seu talento para o rock ”setentista” também estava na formação inicial da BANDA TRILHA, que fazia um som comercial flertado com MPB e até algumas pitadas de Rock. Leonardo também era um frequentador dos ensaios do CONFRONT, na época apresentado para galera através do baterista da banda, Douglas Shibata. Entre conversas e observações não demorou muito para surgir um interesse em comum para uma banda, algo bem descompromissado. Com o baixista Umberto Peru livre, o guitarrista Eduardo disponível e o Leonardo com vontade de mostrar sua cara no Rock n´ Roll logo só faltava pontapé inicial pra juntar essa galera. E isso aconteceu por meu intermédio (Vitor) tacando lenha na fogueira, pois na verdade eu estava muito interessado em uma “vaga” na banda, me deram a tarefa de ser baterista. Após uma reunião, cujo a pedido no Eduardo eu levei um violão velho para o Leonardo cantar algo para nós, ali nasceu o projeto que iria se chamar Space travelling futuramente. Não é preciso entrar em detalhes quanto a minha performance na “batera” que era tosca e primária, porém incumbido da tarefa andei me atendo aos detalhes de algumas técnicas usadas por outros baterista, mais bem pouco utilizei nesse período. O Eduardo já despontava como um funcional guitarrista para o estilo voltado aos anos 70 e o Peru estava para o que der e vier se tratando se fazer um "som". 
Como não poderia ser diferente o Leonardo quis fazer o primeiro ensaio no dia mais improvável do ano, dia de ano novo! Todo mundo cozido pelos excessos do dia anterior e levemente chapados pelas “biritas” do almoço.... Entorpecido de cerveja em um sitio do meu avô a uns 10 km da cidade, sentado com minha família em um banco no quintal recebi a visita do Peru e Eduardo para um convite rock n´ roll e inegável... “e ae Vitão, vamos fazer um som!”. Naquela época sabia muito pouco de bateria, mais como todo mundo queria fazer um som descompromissado, lá fomos nós! Nos dois ou três ensaios que tive com a banda ela ainda não tinha sido “batizada! Lembro-me que rabiscamos ROADHOUSE BLUES (DOORS), PARANOID (BLACK SABBATH), DAY TRIPPER (BEATLES). Eu, praticamente toquei uma merda! (!!!), tinha ritmo mais estava mais perdido que cabo-man de filme pornô... Não demorou muito e fui “sacado” e só fiquei sabendo um dia que fui no ensaio curtir a banda tocar sem eu, e estava bem melhor! No meu lugar entrou o Douglas Shibata, era um ótimo baterista e tradicionalmente acabou deixando os caras à deriva, como já fez com 100% dos projetos de rock que participou, isso não é “malhação do Judas” e sim um fato verídico.
Umberto (Peru) no baixo, Leandro Assoni curtindo um som ao fundo, e leonardo nos Vocais

A banda teve mais dois bateristas, Alexandre e Rafael. Após a retirada de campo de Douglas é a vez do hardcore Alexandre Hygino (Guilhotina HC) dar uma pequena participação até a sua rápida demissão, uma experiência para ser usada futuramente no Invaders pois naquele momento o Alexandre estava extremamente punk\hardcore. Rafael assumiu as baquetas e fez um ótimo trabalho tocando as músicas de maneira muito similar as originais e se efetivou na banda. A formação finalmente foi definida com; Leonardo (vocal), Eduardo (guitarra), Peru (baixo), Rafael (batera). Essa formação fez algumas apresentações e conseguiu montar um “set list” que seria muito influente para a formação do INVADERS CLASSIC ROCK.O baixista Umberto Peru segurava as quatro cordas levando toda sua bagagem do rock e serviço do SPACE TRAVELLING apesar de ser muito fã de metal extremo. 
A dupla Leonardo e Eduardo, levantaram a bandeira do rock tradicional em Colorado. Leonardo se mostrou o vocalista perfeito para homenagear os ídolos do rock em nossa cidade, sua vontade e potencia vocal nessa época eram inquestionáveis fazendo todos nós orgulhássemos de seu talento. Eduardo se identificou muito com o estilo feito pela banda e passou a adquirir muitos conhecimentos no puro e simples Rock n´Roll, pegou o “felling” e os trejeitos do estilo sendo um ótimo guitarrista para o CLASSIC ROCK. O nome Space Travelling foi retirado de uma estampa da camiseta do Rafael, e se encaixou muito bem no conceito de “viajar no espaço” para buscar o hard rock dos anos 70. Se não me falha a memória algumas das músicas executadas eram, Deep Puple (Into de Fire), Jimmi Hendrix (Fire), Black Sabbath (Paranoid, Snow Blind) Led Zeppelin(), ACDC (Hells Bells), Doors (Roadhouse Blues), Nirvana (Smells Like Teen Spirit), entre outras.


O Space Travelling foi uma banda muito legal e deixou sua marca em Colorado, suas influencias com certeza ainda estão por ai, estou certo que as pessoas que viram essa galera tocar vão concordar comigo. O Space Travelling deu a chance dos eventos poderem contar com hinos do rock, e colocaram isso com muita qualidade!

COLORADO HEAVY METAL - ESCREVENDO OS RELATOS DE NOSSAS LUTAS!


Por Vitor Carnelossi

sexta-feira, 17 de maio de 2013

THE MIST – O SHOW HISTÓRICO DE UMA BANDA À FRENTE DO SEU TEMPO...


Foto de Arquivo - Umberto (Peru) - Show do The Mist em Santo Anastácio (SP)

A cidade de Santo Anastácio ficou marcada por trazer shows de grandes nomes do metal nacional. A estrutura e o respeito ofertados às bandas ganhou notoriedade, e nomes de peso do metal brazuka aportaram por lá. Colorado sempre se fez presente com uma galera fiel e que, por chegar de ônibus muito antes do evento, podia acompanhar toda a movimentação, passagem de som e contato com a maioria dos ´´monstros´´ que ali se apresentavam.
O Vitor, pede então, que eu relate o show dos shows, o show de uma banda ´´cult´´ do metal nacional chamada THE MIST, cujo fim pouco tempo depois deste show nos deixou sem dúvida uma sensação de orfandade a algo de grandeza imensa. O Vitor confessa que passou a se fã do THE MIST tanto que ouviu falar deste show.
Mas, afinal de contas, por quê? Tive a oportunidade de ver ao vivo o que considero o supra-sumo do metal nacional (Sepultura,, Angra-lançamento Angels Cry e Dorsal Atlântica-lançamento Alea Jacta East) – e o THE MIST é a banda que levarei para a velhice com a certeza de um sonho realizado, de uma dia inesquecível, de uma apresentação irretocável. Eu e mais 05 amigos estávamos lá (Tikinho, Manoel Neto, Rafael, Eduardo, Umberto Pirú) . Ao chegarmos em Sto Anastácio-SP, de ônibus, fomos de imediato procurar o Nosso Club, local do show. O Miguel, um dos organizadores, ao saber que aquele bando de molecada encarava uma aventura para ver o THE MIST, nos convida a entrar para conhecer o local do show, no exato momento em que o THE MIST almoçava dentro da cantina do Club. Sabe o que aconteceu? Toda a banda veio nos receber com os demais organizadores, e nos convidaram a almoçar com eles, lado a lado. Lado a lado com o guitarrista original do Morbid Visions, do Sepultura, Jairo Guedz. Lado a lado com Christiano Salles, o baterista que demonstrou a todos naquela noite como ser letal sem precisar ´´dar cambalhota ou ´´sofrer´´ no kit de bateria. Técnico, preciso, firme – eu fiquei paralisado tentando entender  a locomotiva thrash que emanava daquele kit de bateria.
Almoçamos juntos, conversamos com  a banda por um bom tempo (Jairo, Christiano, Cassiano-vocal/baixo e Fabio Andrey – ex-guitarrista da banda cearense Insanity, que entrava para o posto de segundo guitarrista.). Todos muito acessíveis, onde foi possível conversar, tirar fotos, ver a passagem de som (era como se o disco tivesse rolando.....).
O show foi da ´´No God Tour´´, do álbum Gottverlasem. Álbum que trazia a estréia de Cassiano Gobbet no baixo/vocal, substituindo Marcelo Diaz, que seguiria de vez a carreira de iluminador do Sepultura mundo afora. O set foi um passeio por toda a discografia da banda, numa execução soberba.
Obra prima do Heavy Metal Nacional

Ouvir  o cd The Hangman Tree é uma viagem à frente da época. É segundo capítulo do que seria uma trilogia, que começou no Phantasmagoria, e que não teve o terceiro e definitivo capítulo. Ligue já na primeira faixa,e o no fundo do teclado de abertura você ouvirá bem baixinho o vocal suplicante do Korg perguntando se´´você já sentiu um frio na espinha?´´.  A partir daí, o que se ouve é o melhor disco conceitual da música pesada brasileira, onde a voz suplicante de Vladimir Korg, suas letras depressivas e melancólicas e metafóricas, sustentadas por uma cozinha formada por Marcelo Diaz e Christiano Salles, de forma matadora, e os riffs viajantes e insinuantes de Jairo Guedz rgistrados por uma gravação impecável credencia este disco como um dos melhores de todos os tempos. Ouça  o disco completo e perceberá, se pensarmos que estávamos no ínicio da década de 90, se esta banda ficava devendo alguma coisa pros gringos tão badalados. Confesso que  o encarte do vinil com letras traduzidas e as letras metafóricas mais tarde serviriam de inspiração para o material do Tragedy Garden (daí vem nossas letras sempre traduzidas) e Korg inspiraria a forma lírica, pois quando eu e o Marcio nos deparamos com aquelas letras quase enlouquecemos. É um sentido figurado, como se desenhasse no ar. As letras de The Hangman Tree são espetaculares.
The Mist - Banda de Minas com fãs fiéis em Colorado
THE MIST – uma banda para ser pesquisada, lembrada. Em cada disco, e foram quatro, muitas pérolas. Num celeiro de bandas como Ckacal, Sepultura, Sarcófago, WitchHammer, Overdose, existiu uma banda que, poderia ter rompido as fronteiras do mundo, mas recusou, o que Jairo mais tarde reconheceu como um erro fatal. Com as relações desgastadas, Jairo Guedz entra como convidado no Overdose, para 42 shows nos EUA, depois toca baixo no Eminence.
Paralisa, então, o THE MIST.

(Abaixo, assista um trecho do show em Santo Anastácio, uma garimpada valiosa!)
video

 Tivemos a oportunidade de reencontrá-lo anos depois tocando no Emincence  em Pres. Prudente e ele nos comentou da dificuldade de remontar o THE MIST.
Aos mais jovens, que ainda não descobriram este tesouro, recomendo a audição das seguintes faixas, que retratam as diversas fases mantendo o poder avassalador:
-cross child, disaster e scape to the arms of Lord – cd Ashes to Ashes Dust to Dust;
-drop dead, switch of the body suckers e fangs of a pig (Confront fazia cover) – cd Gottverlasem;
-smile tears and chaos, a step into the dark – cd phantasmagoria;
-the hangman tree – todas as faixas.
THE MIST significa névoa, neblina.  Saudade, suspensa no ar.

Por Marcão Azevedo


COLORADO HEAVY METAL
Documentando a nossa Cultura em letras e imagens... 
Heavy Metal na cabeça \.../

quarta-feira, 15 de maio de 2013

SHOW DA BANDA DISTRUGHT NO TRIBOS BAR 11/05/2013

Por Evandro Sugahara
Neste fim de semana passado, me desloquei a Maringá-PR pra prestigiar o show da banda gaúcha de Thrash metal, Distraught, passando pela cidade depois de mais de dez anos ausente para promover seu mais recente disco, The Human Negligence is Repugnant (2012), evento que promovia as comemorações de 17 anos de estrada do Tribos bar, tradicional ponto de eventos underground na cidade.
Em atividade desde fevereiro de 1990, com seis trabalhos lançados, shows por várias partes do país e já tendo aberto o show do Megadeth em Porto Alegre-RS, a banda vem numa crescente principalmente devido aos dois últimos álbuns que apresentam uma evolução notória em qualidade técnica e composições.
A casa abriu as portas às 23 horas em ponto e o Distraught foi a primeira banda a tocar, iniciando o show por volta da 00h30min, uma apresentação impecável eu diria, com os músicos agitando muito e vale ressaltar que o som também estava muito bom, uma formação muito coesa esta que se apresentou, mostrando a qualidade incrível que as bandas nacionais possuem.
Cabe destacar o grande profissionalismo da banda, que tocou como se estivesse numa arena para milhares de pessoas, mas infelizmente o público foi bem reduzido, aproximadamente umas cem pessoas compareceram, mas quem foi não se arrependeu, e é lógico que uma banda de tamanha qualidade merecia casa cheia.
Quem fechou a noite foi a banda Alpha Éden, tocando covers variados de heavy e hard, no mais, tudo correu muito bem, cerveja gelada, som de ótima qualidade e claro os fiéis headbangers que foram lá apoiar o underground, que mais bandas desse nível de qualidade apareçam por nossa região!!! 

domingo, 12 de maio de 2013

ENEMY TIME – 10 ANOS DO DISCO MAIS ´´CINZENTO´´ DO TRAGEDY GARDEN




Atendendo a um pedido do Vitor, segue um relato do processo de concepção de Enemy Time, quando completa-se 10 anos de seu lançamento. Sendo a banda composta sempre por 04 integrantes, é natural que cada um tenha seu ponto de vista.
Quando gravamos nosso primeiro registro, Silent Symphony, já tínhamos 90% da versão final de Introspection concluída, tanto que na gravação-master do Silent Symphony consta a passagem de som/aquecimento como sendo esta música.
Como muitos sabem, a música In Our Lives é considerada pela banda o divisor de águas na proposta a ser seguida, facilitando então o conceito para Enemy Time.
Cada imagem/cor/letras – tudo que consta em todo material da banda não é por acaso. Foi concebido de maneira muito cuidadosa para que o resultado fosse o mais fiel possível à proposta de cada trabalho.

O conceito para Enemy Time foi a linha do tempo. Ao retratarmos o tempo como inimigo implacável, nas ilustrações e letras, manifestamos neste trabalho um cenário de ausências, solidão, perdas e saudades. Com exceção da faixa The Cycle, de autoria do Vitor, as demais letras aprovadas pela banda foram de minha autoria, e confesso que retratam bem o estado de espírito daquele momento. Morando fora, a distância das coisas e pessoas de quem eu gostava foram pano de fundo para as letras que compõem este cd. Coube à cada um na banda , com a evolução às custas de muita dedicação, retratar isso musicalmente.
Enemy Time tem uma capa cinzenta/fúnebre, que a anuncia a musicalidade sombria e em preto e branco que toma conta do cd. A imagem da capa foi fornecida pelo Diego Ferreira, de Tamarana, durante o tempo que morei lá. Ele curtia muito Sarcófago, Slayer e metal extremo. Ele também é responsável pela faixa multimídia contida em Enemy Time. A escolha desta imagem é porque retrata numa figura de sepultura o começo ou o fim de um tempo, dependendo do ponto de vista de cada um. Detalhes definidos, o magistral trampo gráfico ficou a cargo do Bui, da Gráfica do Tio.
Musicalmente falando, alguns fatores técnicos da banda permitiram uma mudança de estágio e avançar nas estruturas das melodias. São elas:
1-o avanço absurdo do Vitor como guitarrista, sendo uma fábrica incontrolável de riffs;
2-a sustentação em bumbos de vários andamentos;
3-a afirmação do Marcio como vocalista em condições de ser a voz do Tragedy Garden;
4-o trampo ´´pegado´ das bases de baixo do Fernando Higino, pois antes de sua passagem pelo Tragedy Garden ele praticamente não tinha contato com contra-baixo. O Vitor nos apresentou ele e o trabalho dele conosco foi excelente, como músico e companheiro.

Quem já participou de alguma gravação sabe que na reta final os ensaios se intensificam e a margem de erros deve ser mínima. Tínhamos tido a experiência do Silent Symphony com o Neimar, mas no momento em que acertadamente optamos pelo Bressan em Londrina confesso que a expectativa e a motivação tomaram conta da banda. Felizmente o Bressan concilia sua própria técnica apurada como músico e produtor, além de ambiente e equipamentos de última geração. Para gravarmos Enemy Time, foram 04 ou 05 viagens a Londrina. Felizmente as linhas de baixo e bateria foram 100% aproveitadas na primeira sessão de gravação, ficando as demais locações para os vocais e guitarra. O vocal do Marcio rebombava estúdio afora,e o Vitor teve a condição de se dedicar às melodias, com dobras das linhas e camadas de guitarra. Na mixagem final, o Bressan com toques magistrais contribuiu e muito para o resultado, que agradou toda a banda. Se compararmos com o sucessor Follow The Insanity, observaremos que Enemy Time é mais ríspido e mais ´na cara´´, como pedimos.
A partir daí foram as divulgações e muitos contatos. A partir da resenha positiva na Roadie Crew passamos a vender  o cd para muitos Estados brasileiros, e repassando os envelopes percebo quão longe pessoas ouviam este cd. A execução de Enemy Time nas rádios rock de Presidente Prudente e Londrina possibilitou ao Tragedy Garden o contato e os shows nestas regiões.

Existem os capítulos seguintes. Follow the Insanity sucedeu a Enemy Time, mas isto será contado mais adiante.
O Tragedy Garden possui  concluído o material de Inconditional Pain, seguindo a linha conceitual e melodias mais apuradas. Mesmo ausente, fica a alegria e satisfação de ajudar e ter sido ajudado por cada um dos integrantes na concepção deste material.
Time......Enemy Time!!!

Por Marcão Azevedo



quarta-feira, 8 de maio de 2013

BêaBá - O Tributo aos Raimundos


Colorado Heavy Metal
O Colorado Heavy Metal segue com seu objetivo de trazer a informação escrita das bandas que já passaram por aqui, e as bandas que ainda estão fazendo som! Em mais uma participação de Rodolfo Santana vamos ficar por dentro de como foi a trajetória da banda BêaBá. Uma banda muito prolífera na questões de shows , tendo um rendimento muito acima do esperado. Apesar de seu fim prematuro algo me diz que essa história ainda não acabou! Confira agora, por Rodolfo Santana!
 
Primeira formação
O BêaBá Raimundos cover foi um projeto que começou no final de 2008 inicialmente apenas para participar do Futty Rock Fest IV, já que tinham poucas bandas em atividade na cidade naquele momento. A iniciativa partiu de um velho conhecido da galera de Colorado, Leandro Naves ex -baixista do Guilhotina HC, fã declarado da banda ele convidou Rodolfo Santana e Alexandre Hygino para formar esse projeto. A primeira formação contou com Leandro Naves nos vocais e baixo, Rodolfo Santana na guitarra e backing vocal e Alexandre Hygino na bateria. Todos os 3 envolvidos tinham grande influencia e conhecimento sobre os Raimundos o que fez tudo caminhar de uma forma bem rápida e eficiente.
Com apenas 2 ensaios a banda já tinha cerca de 20 musicas prontas para se tocar ao vivo, porém a dificuldade do vocalista Leandro em tocar e cantar algumas musicas levaram a banda a recrutar um outro baixista para aliviar o “fardo”. Foi chamado o até então o guitarrista por formação Hudson Bello. E com essa formação a banda se apresentou no Futty Rock Fest IV. Era para tudo começar e terminar ali no evento, porém um contato em Maringá os convidou para fazer um show em um Pub por lá, os integrantes se reuniram e decidiram alongar um pouco mais o projeto. Nesse dia a banda se apresentou com o Invaders, e ambos fizeram um show muito energético e repleto de elogios do publico. Após esse evento, como o programado, era de se esperar que o BêaBá encerrasse as suas atividades. Alguns meses depois a banda tenta retornar com um outro baterista  já que o antigo tinha muitos compromissos e não poderia assumir as baquetas do BêaBá, porém a precariedade e  falta de comprometimento dos novos bateristas fazem com que a banda novamente entrasse em recesso.
Segunda formação
Cerca de um ano depois em meados de 2010 Leandro, Rodolfo e Hudson entram em contato com o baterista Doug, residente na cidade de Paranavai, e inicia-se mais uma fase no Raimundos cover, esse que foi o momento em que mais tocaram, fazendo ótimos shows em Paranavai,  nos eventos de motoqueiros principalmente. Em um desses eventos tocaram junto com uma banda cover dos Ramones, os Malditos Garotos, o vocalista Larsen fez uma participação no mesmo dia em 2 musicas do BêaBá - (Eu Quero Ver o Oco e I Believe In Miracles dos Ramones) – e ali começou uma cumplicidade entre as 2 bandas. Após um show em Maringá, Leandro sai da banda e o até então vocalista dos Malditos Garotos assume os vocais, dando uma “uma cara” diferente na banda. Essa foi a última formação do BêaBá que contou com Larsen nos vocais, Rodolfo Santana na guitarra, Hudson Bello no baixo e Doug na bateria. Com essa formação a banda fez alguns bons shows. Não se sabe ao certo o porquê a banda parou de repente, mas foram atitudes extra banda que levou a isso, talvez a grande dificuldade de ensaios já que 2 moravam em Paranavaí e os outros 2 em Colorado, ou talvez as formas de vida, e de filosofias diferentes que cada um levavam tenham sido os grandes responsáveis por isso.
O fato é que o BêaBá chamava a atenção pela fidelidade com que executavam o repertório, muito parecidos com o original, porém cada um dava a sua personalidade, “pegada”,  jeito de tocar/cantar nas musicas. Outra característica do BêaBá era ter na base de seu repertório musicas de certa forma B-Sides dos Raimundos. Foi uma banda com um histórico repleto de altos e baixos, mas que deixo sua marca na “cena” de Colorado.

Terceira formação

Confira o Vídeo Abaixo com um ensaio da banda! Em breve mais Vídeos!



Set List completo:

- Toro Tora
- Opa! Peraí Caceta
- O Pão da Minha Prima
- Bestinha
- Bonita
- Nariz de Doze
-Andar na Pedra
- Baile Funky
- I Saw You Saying
- Esporrei na Manivela
- Herbocinética
- Sanidade
- Aquela
- Selim
- Puteiro em João Pessoa
- Minha Cunhada
- Nega Jurema
- BêaBá
- Cana Caiana/deixei de fumar
- Mulher de Fases
- Me Lambe
- Reggae do Maneiro
- Cabeça de Bode
- Ta Querendo Desquitar
- Pequena Raimunda/Surfin Bird
- Mulher de Fases
- A Mais Pedida
- Deixa Eu Falar
- Pitando no Kombão
- Marujo
- Sereia da Pedreira
- Cintura Fina
- Pompém
- Rapante
- Cajueiro
- Infeliz Natal

2.000 acessos!



Arte -Evandro Sugahara
Para sair do lugar, basta dar o primeiro passo, isso demonstra bem a realidade daquilo que fazemos no blog Colorado Heavy Metal, posso dizer que até o momento me orgulho pelo trabalho desenvolvido aqui e foram muitas horas desde a idealização pelo amigo Vitor Carnelossi até este presente momento em que escrevo.
As melhores idéias partem de conversas informais e assim me surgiu o convite para ser um dos colaboradores dessa iniciativa em prol do underground de Colorado, e creio que graças aos esforços dedicados estamos alcançando alguns objetivos importantes e conseguindo a colaboração de mais pessoas, já que temos aí no time o Rodolfo Adriano e recentemente contribuiu conosco o grande amigo Marcos Azevedo.
Nossa missão é bem clara, queremos disseminar a realidade da nossa cena e divulgar os nossos materiais e acima de tudo, fazer com que todos se envolvam com a causa e talvez angariar novos seguidores para nosso estilo de vida, buscamos a integração entre os membros existentes a fim de nos tornarmos mais fortes e mais organizados e com isso crescer e levar a nossa proposta a cada vez mais pessoas.
Não é fácil, nem simples, mas muito gratificante, desde o inicio no começo de Abril, já conseguimos produzir bastante conteúdo, o que também nos trouxe muito trabalho, é um processo que começa no campo ideológico, pensado e planejado antecipadamente até chegar ao produto final, que são as matérias publicadas no blog.
Vou falar um pouco aqui sobre tudo o que foi feito até o momento, estamos realizando realmente um trabalho de garimpagem do passado, já que acreditamos que nossa história é muito importante, nesse campo, o principal responsável é o Vitor, idealizador e editor do blog, são inúmeras entrevistas e captura de material perdido pra poder levar a todos informações que outrora estiveram perdidos no tempo, colocamos os próprios integrantes das bandas pra contar a trajetória das mesmas, principalmente as já extintas, como puderam acompanhar com o Anistia HC e o Vovô Madin, e que em breve somaremos mais alguma banda do passado que foi embrião de projetos mais recentes, que será o caso do Indecentes, falamos a respeito das bandas em plena atividade e maiores representantes da nossa cena, com as entrevistas com o Márcio Azevedo e Alexandre Hygino, que fazem parte do Tragedy Garden e do Guilhotina HC respectivamente, com histórias que já ultrapassam mais de dez anos de dedicação ao lance, e claro, não nos esquecemos de dar espaço aos novos projetos que vem surgindo e que nos dão a certeza de que vamos continuar no futuro, como foi a entrevista com a banda Forehead e a matéria sobre o trabalho autoral do brother João Carlos.
Nossa última publicação é pra ser celebrado, por nosso amigo Marcos Azevedo, foi feito um apanhado sobre a cena nos últimos trinta anos ou mais, com fotos históricas e muita riqueza de informação, e tem mais história por vir, temos matérias interessantíssimas em mãos e que dadas às devidas edições serão um convite à nostalgia pra quem viveu a coisa toda e uma importante fonte de conhecimento pra quem quer conhecer um pouco mais do passado.
No mais, só gostaria de agradecer a todos que tem se envolvido e dado sua contribuição, e pelos mais de mil acessos que tivemos neste curto espaço de tempo, que dão uma força ainda maior pra continuemos a desenvolver este trabalho, e aguardem, pois temos muita lenha pra queimar ainda no Colorado Heavy Metal!!! Hails!!!!

Por Evandro Sugahara

sábado, 4 de maio de 2013

CONFRONT E SUA "LOST TAPE"



Hoje tenho o imenso prazer de dividir com vocês um capitulo da história do Heavy Metal em Colorado!  Após ficar momentos refletindo sobre o passado e presente  achei legal a possibilidade de “desinterrar” certos pensamentos e momentos perdidos em meio a tanta coisas que acontece hoje em nosso dia a dia. Após começar a “garimpar” pensamentos e “artefatos” de nosso passado cheguei à conclusão do quanto iria ser legal chegar ao marco “zero” de minha história com a música pesada.  Posso lhe dizer que fui dividido entre o antes do CONFRONT e o pós. Antes eu apenas curtia as bandas clássicas como Queem, Led Zeppelin, Europe etc... Mas após um dia escutar da chácara do meu avô um som pesado e uma energia diferente, decidi dar um jeito de chegar à chácara de meus vizinhos, era o CONFRONT ensaiando sua primeira música!

“I SAW THEM DIE” essa era a música! Eu não sabia quem tocava, não sabia o que era ao certo, mais fiquei “louco” ao escutar aquilo! Às vezes tinha vergonha de atrapalhar o processo de ensaio dos “caras” e ficava escutando  de boa em um pé de goiaba escondido em meio ao pasto.  Escutando aquele som, meu domingo estava ganho!
Após conhecer a banda que realmente compôs a musica “I SAW THEM DIE”, uma banda sueca chamada DISMEMBER. Pedi para o Umberto “Peru” me gravar o som em uma fita K7... E esse foi meu marco “Zero” no som pesado!

Em um tópico anterior comentei a possibilidade de existir uma fita K7 de uma DEMO que o CONFRONT gravou. E realmente ela existe e já esta sendo recuperada em meu computador após ser “garimpada” no quarto do Umberto “Peru”. Isso tem um valor muito grande para quem participou daqueles ensaios, agora teremos a oportunidade de sacar o som que rolava e nos entregarmos à nostalgia!

Hoje escrevo essa matéria bem feliz, pois o COLORADO HEAVY METAL permitiu recuperarmos um passado perdido e colocá-lo a disposição da galera que se interessar, o trabalho em prol o HEAVY METAL é silencioso e constante, às vezes trabalhoso. Vou ter mais faixas para liberar e logo após a autorização dos membros da banda poderemos colocar o lance para download para quem quiser escutar essa banda influenciadora do metal pesado em nossa cidade.

“I SAW THEM DIE”, foi o primeiro som que o CONFRONT “coverizou”, por tanto achei simbólico coloca-la em evidencia nessa postagem.

Espero que gostem!

CONFRONT:

Manuel HC – Vocals
Rafael “ Cabeludo” - Guitars
Umberto “ Peru” – Bass
Douglas - Drums



* Nessa "LOST TAPE" o guitarrista Eduardo Jorge já havia deixado a banda, participando do SLEEPLESS e logo após formando o "SPACE TRAVELLING".

Por Vitor Carnelossi 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ENTREVISTA E COLEÇÃO DE IGOR - ENGENHEIROS DO HAVAII

Igor e Humberto Gessinguer
O Colorado Heavy Metal hoje entrevista o nosso amigo Igor! As perguntas endereçadas ao nosso entrevistado abordaram a sua banda favorita do rock nacional, Engenheiros do Havaii. É interessante ver as opiniões de um “fã de carteirinha” sobre seu artista favorito, muitas vezes fugindo do usual e tendenciando a sons mais “desconhecidos” que vão além dos sucessos radiofônicos da banda. Como vocês hoje, mais um cara de nossa cidade que curti um som nesse marasmo cultural, Igão!

1 - Igor, qual foi seu primeiro contato com a Música do Engenheiros do Havaii?

Igor: Foi com um dvd que peguei emprestado de um amigo (Anderson) que falava muito bem da banda e eu nunca tinha parado para ouvir, mais quando ouvi   “Era um garoto que como eu Amava os Beatles e os Rolling Stones’’  gamei na musica assim como o Humberto se apaixonou por ela ainda criança pela versão do “Os Incríveis’’, ai então passei a me aprofundar na banda.

2 - O que lhe chama a atenção em especial nas musicas do Grupo?                    

Igor: Além do som diferenciado no Rock Brasil com influencias do Rock Progressivo Inglês as Letras do Humberto Gessinguer tem um diferencial.

3 - Qual o disco do Engenheiros você destacaria como o mais importante na discografia da banda?

Igor: Bom! na carreira da banda acredito que o mais importante seja o disco  ”O Papa é Pop” , disco mais vendido da banda e com alguns sucessos entre eles ‘’Era um Garoto...”  “Pra ser Sincero”   “Exercito de um Homem Só”  que acabou levando ainda mais a banda às Paradas de sucesso.

4 - Sei que deve ser difícil indicar algum, mais qual álbum é mais especial para você?

Igor: Sim é complicado. Mais falo por mim que sem dúvidas é o “GLM (Gessinguer, Liks & Maltz)” é o disco que mais mostra as influencias do Rock Progressivo com excelentes canções como “A Conquista do Espaço”, “Problemas sempre Existiram”, “(Pose Anos 90)” e “Canibal Vegetariano Devora Planta Carnívora”.

Coleção de CDs


5 - Em sua coleção dedicada à banda, existe algum item que você tenha um carinho especial?

Igor: Então, é o LP do disco  ”GLM”  e o CD “Gessinguer  Trio” (que hoje em dia é um dos discos fora de catalogo e raro de encontrar) ambos Autografados pelo Humberto Gessinguer  que junto com alguns amigos tive a oportunidade de conhece-lo pessoalmente um LP Bem Raro que é a Coletânea  “Rock Grande do Sul” de 1985 Primeira Gravação dos Engenheiros do Hawaii em LP junto com outras bandas gaúchas entre elas Os Replicantes, TNT e Garotos da Rua.

6 - Se você fosse incumbido da difícil tarefa de montar um “The Best” do Engenheiros com 10 músicas, qual seria as faixas que você escolheria?

  Igor:   - Anoiteceu em Porto Alegre – Disco “O Papa é Pop”
            - A Violência travestida faz seu Trottoir – Disco “O Papa é Pop”
            - Lance de Dados – Disco ‘’Simples de Coração’’
            - Variações de um Mesmo Tema- Disco “Ouça o Que Eu Digo Não Ouça Ninguém”
            - Fé Nenhuma - Disco “Toda Forma de Poder”
            - Problemas Sempre Existiram – Disco “GLM”
            - A Conquista do Espaço – Disco “GLM”
            - Filmes de Guerra Canções de Amor – Disco “ A Revolta dos Dândis”
            - Não é Sempre- Disco “Varias Variáveis”
            - Quartos de Hotel – Disco “Varias Variáveis”

Me desculpe quem curte a banda se esqueci de alguma  mais as que eu ouviria agora seriam essas.

Coleção de Discos de Vinil


7 – O que você acha do projeto “Pouca Vogal” de Humberto Gessinguer?

Igor: Gostei bastante pois dali saíram novas composições incríveis do Humberto em parceria com o Duca que também  é um grande compositor e musico, pois agora esse projeto acabou pois agora Humberto volta ao Baixo em uma nova turnê com os clássicos dos engenheiros e suas musicas novas que estarão no próximo disco dele o “Insular”.

8 – Das bandas do chamado Rock Brasil surgidas nos anos 80, quais bandas você acredita que continuam produzindo algo bom?

Igor: Muitas tem um ótimo histórico com vários discos ótimos mais hoje em dia que ainda continua criando álbuns com musicas inéditas São Nenhum de Nós com disco “contos de Agua e Fogo”  Biquini Cavadão com disco novinho também o “Roda Gigante” o próprio Humberto Gessinguer no engenheiros do hawaii com o ultimo disco acústico com musicas ineditas “Novos Horizontes” o proprio “Pouca Vogal” e agora com o novo álbum solo primeiro na carreira do artista que terá o nome "Insular" inteiramente com musicas inéditas. Muitas bandas dos anos 80  estão fazendo shows e turnes mais material novo que me lembro são esses ai que me lembrei hoje.

Coleção de DVDs

9 – Recentemente Malts disse que só esta esperando o convite de Umberto Gessinger para uma reunião da formação clássica da banda, você acredita que isso possa acontecer?

Igor: Gostaria muito que acontecesse e logo mais não acredito que seja possível pois o Ex guitarrista Augusto Lliks ninguém tem contato com ele nem o Humberto nem o Maltz. O Maltz,  acredito que possa voltar tocar com Humberto como já teve algumas participações em shows e em uma twitcan  mais uma reunião da formação clássica acredito  estar longe de acontecer.


10 – Deixe um recado para os leitores do Colorado Heavy Metal!

Igor: Bom galera Obrigado pela oportunidade , agradeço muito mesmo, espero ter tirado algumas duvidas pra quem curte a banda ou dicas de musicas que alguém nunca ouviu recomendo muito mesmo os discos principalmente o “GLM” e o “Varias Variáveis”. Obrigado galera  do blog e aos leitores vamos valorizar nosso “estilo de vida”.  

Coleção de Camisetas

Colorado Heavy Metal

PRECONCEITO



Ser “roqueiro” ou “metaleiro” é algo que deveria ser dado como normal afinal, assim como alguém opta por curtir pagode, funk ou sertanejo, nós optamos por curtir metal, mas não é bem assim.
Claro que não é uma regra pra se apreciar o som, porém, geralmente agregado ao estilo musical, vem a parte visual também, se você vive em uma metrópole, isso não deve causar tanto impacto, no entanto, experimente caminhar pelas ruas de uma cidade como Colorado, com visual carregado e curtindo música extrema, a compreensão dos fatos já não será a mesma.
O correto seria que as pessoas apenas convivessem com as diferenças, no entanto por aqui já estão todos tão acostumados a serem iguais, que qualquer diferença cultural e visual acaba se destacando entre os demais, de maneira negativa é claro, velhas atribuições acabam sendo feitas, com marginalidade, drogas e satanismo, por exemplo, caímos numa vala comum, o preconceito.
Já que estamos fazendo relações entre visual e atitude, vamos aos fatos, o consumo de drogas atinge todas as camadas sociais, e por aqui, o que mais vemos, são indivíduos do meio sertanejo envolvidos com drogas e consumo de álcool, algo que se amplifica em época de rodeio, engraçado presenciar tal paradoxo, num lugar onde tanto se zela por moral e bons costumes, tudo gira em torno de uma festa que apenas exalta entre a juventude o gosto por atitudes de gosto duvidosas e danosas a si mesmas.
Entrando em méritos musicais, alguém presta atenção no conteúdo lírico das musicas que se propagam nos alto-falantes rua afora, depreciação das mulheres, incentivo a vadiagem e ao consumo de bebida alcoólica, comportamentos que vão contra aquilo que a própria sociedade local prega, mas que não gera a mesma indignação, como seria se viesse acompanhado de um som distorcido e como estamos falando da cultura do lugar, não se torna alvo de criticas.
Aqui as limitações culturais transcendem a cabeça das pessoas, além de formas de pensamento limitadas, vide as piadinhas e comentários infundados com quem têm uma atitude diferente, qualquer outra saída além da bota e do chapéu é inexistente, já que não há um cinema, um teatro ou outro tipo de manifestação cultural aqui, um ótimo combustível pra gente intolerante, quem procura se livrar do ponto comum acaba sendo hostilizado.
Mas vamos a utilidade pública disso aqui, o rock n’ roll e o heavy metal vão além dessas definições mesquinhas, é um estilo musical com conteúdo, bandas nacionais que a maioria das pessoas daqui nunca ouviram falar, são referência no mundo todo e influenciam muitas outras bandas por aí, o público brasileiro é um dos melhores do mundo na opinião de muitos artistas do gênero, sendo o Brasil rota obrigatória das tours de várias bandas, além disso tudo, nós carregamos uma bandeira e temos ideologia, senso critico e atitude, não nos conformamos em ser o mero cidadão comum e conformado que fica sentado em sua poltrona, assistindo a novela das oito e reclamando da vida, pra você que padece em sua opinião preconceituosa, fica o recado, nos defina como quiser, mas que fique bem claro, não estamos em busca de uma definição social e sim de nos diferenciar e expor nossas próprias definições.
Enfim, a marca maior do underground é a iniciativa, sempre haverá os “esclarecidos” dizendo besteiras a nosso respeito, se fundamentando em religião, conceitos morais e outras hipocrisias afins, mas daremos a cara à tapa e vamos continuar a disseminar a nossa cultura, existe vida além do rodeio, e essa festa não me representa, mesmo sendo o cartão postal da cidade, espero poder ultrapassar as barreiras desse blog junto aos amigos envolvidos e levar o nosso mundo a tona, com ações que irão além das páginas da internet, e pra finalizar usarei uma frase do meu amigo e idealizador do lance, Vitor Carnelossi, “Colorado precisa urgentemente de caos, o conformismo torna as pessoas frouxas....”.

Poe Evandro Sugahara