domingo, 21 de dezembro de 2014

ENTREVISTA SINISTRO

ENTREVISTA SINISTRO
Em Setembro estive em Maringá-PR para prestigiar o show do Questions, lá tive a oportunidade de conhecer dois dos integrantes do Sinistro e curtir a gig com eles, os caras no caso são o Adriano e o Renan, que fatalmente se tornaram parceiros e eu não poderia deixar de produzir um material com a banda, então confiram logo menos a entrevista com essa banda que certamente tem muito a oferecer dentro da cena, e a forma como chegamos até aqui demonstra o que é o underground, camaradagem e amizade sempre!!!



Primeiramente gostaria de agradecer a banda por nos conceder essa entrevista, e pedir pra que relatem pra nós, como surgiu o Sinistro e qual a proposta do som de vocês?
Adriano: E ai, tranquilo? Satisfação a nossa em poder estar trocando essa ideia com o pessoal do Blog Colorado Heavy Metal. A banda surgiu no começo do ano de 2013, pra ser mais preciso, em Abril. A princípio o Alexander (baixo/vocal) e o Diego (bateria) já tocavam juntos em outro projeto, depois me convidaram pra tocar guitarra e participar dos vocais também, e por fim entrou o Renan (guitarra/vocal). Nossa proposta é bem simples, baseamos nossas idéias nas ideologias do punk/hardcore e escrevemos sobre situações do nosso cotidiano.

Vocês lançaram a pouco tempo uma demo com cinco sons, como tem sido a recepção ao material da banda?
Adriano: Exatamente, lançamos a demo no dia 8 de junho de 2014 quando abrimos o show do Paura na nossa cidade, em Arapongas/PR. Esse material saiu de forma inteiramente independente e graças ao incentivo de amigos e bandas que estão na correria como a gente. A recepção do material tem sido bacana, nós disponibilizamos 4 dos 5 sons no bandcamp da banda, disponibilizamos também ele full no nosso canal do youtube e, ainda, reproduzimos 50 cópias físicas pra levar nos roles e vender.

Percebe-se nas suas composições uma preocupação com o conteúdo lírico, as letras trazem conceitos interessantes, em que vocês buscam se basear na hora de escrever?
Adriano: Nós procuramos nos basear nas situações do dia-a-dia, política, corrupção, desigualdade, amizade, família, moralidade, valores éticos e etc.

Mantendo-se no campo das referências que bandas influenciam ou influenciaram o Sinistro?
Adriano: Se fosse para citar todas as nossas influências, muito espaço ainda seria pouco haha! Cada um tem as suas particularidades e suas bandas favoritas, mas podemos citar o No Fun At All, A Wilhelm Scream, Pulley, Dead Fish, Reffer, Millencolin, Street Bulldogs, Zander, Paura, Project46, Garage Fuzz, Ponto Nulo no Céu, Pense, Less Than Jake, Strung Out, Overlife Inc, Hot Water Music, No Use For A Name, Bullet Bane, Belvedere, ThisIs A Standoff e por ai vai, tem muita banda boa tanto na gringa quanto aqui no Brasil que a gente acompanha.

Vocês recentemente dividiram o palco com o Project 46, como foi a experiência de tocar com os caras, e com que bandas mais vocês gostariam de tocar?
Adriano: Pra nós foi a maior satisfação abrir o show do Project46 em Maringá/PR, principalmente pelo fato da banda ser uma de nossas influências e poder dividir o palco no mesmo role com os caras é demais. Da hora também é o fato de que todo role é uma experiência nova que a gente adquire com quem tem mais tempo de estrada, aprendemos coisas novas e fazemos novas amizades também.


Sobre a cena de Arapongas-PR, o que vocês destacariam? Como flui o underground por aí?
Adriano: Destaque para a emPulso que tem promovido os últimos shows que tivemos por aqui como o Paura, o Questions, o Project46 e agora vai ter o Grito (Colômbia). O underground por aqui tem crescido, várias bandas surgiram, mesmo que de estilos diferentes, mas todas com o mesmo objetivo, expressar suas idéias através da música.

O Sinistro já possui novas composições ou planos para um Full futuramente?
Adriano: Já temos novas composições prontas além das que foram lançadas na demo e  estamos acertando mais algumas. Quanto aos nossos planos, queríamos sim lançar um full produzido com uma boa qualidade ou ao menos um EP para 2015, vamos ver como vai rolar esse próximo ano e vamos tentar trazer novidades.

Mantendo nossa tradicional kibada na revista RoadieCrew, gostaria que vocês elegessem seus cinco álbuns favoritos.
Adriano: Hot Water Music - Caution, Belvedere - Fast Forward Eats The Tape, Pense - Além Daquilo Que Te Cega, Strung out - An American Paradox e Overlife Inc. - .ab initio.

Muito obrigado pela disponibilidade e reservo este espaço pra que mandem seu salve pra quem quiser!
Adriano: Primeiramente, a gente gostaria de mandar um salve para o pessoal do Blog, Evandro e Vitor pela oportunidade e pelo espaço. Gostaríamos de mandar um salve também para todos os nossos amigos e familiares que nos apóiam e para as bandas que estão no corre com a gente desde o início da Sinistro. Sem o apoio, incentivo e parceria de todo mundo, nada disso valeria a pena e são por todos vocês que valorizam desde a amizade quanto o nosso esforço, que encontramos energia para continuar. Obrigado rapeize e abraço!



Por Evandro Sugahara

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

ENTREVISTA CURSED SLAUGHTER


A quase um ano atrás estive num show do Ratos de Porão, como de costume o Boka levou discos pra vender na gig, comprei dois plays, Cólera, Pela paz e o Metal Moshing Thrash Machine do Cursed Slaughter, ouvi centenas de vezes esse play e fiquei de cara com a qualidade apresentada, desde então criei uma cobrança pessoal de que deveria fazer uma entrevista com os caras e agora cumprindo essa meta pessoal aqui está o material, falei com o Daniel Pacheco, vocalista do Cursed e segue abaixo o resultado desse papo, pegue sua beer e aumente o som, aqui é thrash/crossover dos bons!!!



Fala galera começando pelas notícias recentes, o que podemos esperar de “One Last Fixx!”? Já existe uma data prevista para o lançamento?

Cara, acho que vocês podem esperar o que o Cursed apresentou no primeiro disco, porém com músicas mais rápidas, alguns riffs mais elaborados, mas todos os elementos estão lá, os backings nos refrãos e toda aquela identidade desenvolvida antes!! Estamos muito ansiosos para soltar o material, que está ficando bem brutal, mas não temos uma previsão exata ainda do lançamento, tudo indica que no fim de janeiro a bolacha já estará na mão, mas não é bom dar uma data exata, visto que diversos imprevistos ainda podem acontecer! Quem quiser acompanhar mais de perto a gravação do disco, segue a gente no Instagram (@cursedoficial) ou no Facebook (facebook.com/cursedoficial), a gente mantem a galera sempre atualizada por lá!

A parceria com a Peculio Discos será mantida para a distribuição desse EP?

Sim!!! O Boka topou continuar com a gente, não só como distro mas também como selo, somos muito gratos com a força que ele da, não poderíamos estar mais satisfeitos com o trampo que ele desenvolve com a Peculio em parceria com o Cursed.

Sobre o Metal Moshing Thrash Machine, agora que estão prestes a lançar um novo trabalho, qual o balanço que vocês fazem do trabalho realizado até aqui?
Cara o MMTM é nosso cartão de visitas, ele veio mostrar a que viemos, qual era a nossa cara e a cara do nosso som, ele teve um desempenho que considero de bastante sucesso, é um disco que ainda vende, mesmo já tendo seus 2 anos (lançamos uma prensagem independente em 2012 e uma com a Peculio em 2013) de prateleira, ele recebeu excelentes resenhas em diversos veículos, com notas bem altas para um disco de estreia de uma banda com integrantes totalmente desconhecidos da cena, o OLF! está vindo para dar continuidade, queremos cair na estrada e ir cada vez mais para cidades distantes e mostrar o nosso trampo! A máquina não pode parar.

Filmes de terror parecem ser uma das inspirações da banda na hora de escrever, como podemos observar em “Crystal lake”, como vocês desenvolvem o conteúdo lírico do Cursed?
É meio bizarro, eu escuto a música e saio escrevendo sobre qualquer coisa que me vem na hora, a temática filmes de terror é consequência de eu ser um doente por esse gênero e isso pintar na minha cabeça com frequência, nunca paramos e pensamos: “O Cursed vai falar sobre isso” foi algo que aconteceu, a longo prazo acho que acabou somando na nossa personalidade e diferencial como banda, obviamente existem muitas bandas que abordam este tema, mas tentamos fazer isso da nossa maneira, além de abordarmos outros temas em algumas músicas.

A arte da capa de Metal Moshing Thrash Machine é bem legal, tem tudo a ver com a sonoridade da banda, quem desenvolveu essa arte e de que forma ela foi escolhida?
Essa arte é foda, demonstra bem o conteúdo do disco e a nossa música, quem desenvolveu a arte foi o Humberto do Tattoogarden, ele está creditado no encarte do disco e é um artista fantástico, tatuador que abraçou a causa, ouviu todo o disco e fez uma arte fenomenal do que ele escutou. Nem pensamos em outra, na hora que vimos a arte que ele fez, abraçamos na hora!



O material do Cursed parece funcionar muito bem ao vivo, pra quem ainda não teve oportunidade de conferir a banda em ação, como vocês descreveriam uma apresentação ao vivo de vocês?
O Cursed é uma banda para ser vista ao vivo, apesar da excelente gravação feita pelo Ciero, somos uma banda ao vivo, as músicas acabam mudando muito do estúdio para o palco, logo mais lançaremos um show ao vivo, que foi gravado junto com o Desalmado no estúdio Produssom no ano passado, que já está nos estágios finais de edição, nosso tesão em ter uma banda é tocar e acho que isso fica bem evidente quando estamos em cima do palco.

De uns anos pra cá tem surgido muitas bandas praticando um thrash/crossover mais old school, que bandas nacionais você destacaria nessa cena, além do Cursed é claro?
Cara eu tenho ouvido muito o Surra, Orgasmo de porco (que está com um disco novo foda), Violent Illusion, FAKE, Criminal Mosh, CxFxCx e o Bandanos! Acho que se você ainda não ouviu alguma dessas bandas e curte Crossover deveria ir atrás!

Aproveitando que estamos falando de cena, como vocês enxergam o underground nacional atual? Ainda chegaremos um dia a um nível de organização aceitável?
Olha, uma pergunta muita relativa, temos produtores e produtores hoje na cena, tem o cara que só quer ganhar e pouco se importa com as bandas. Outros, cada vez mais raros, que entendem a realidade da banda e os gastos que ela gera, canso de falar que nossa cena é rica p/ caralho, temos bandas melhores que algumas de fora, que vem tocar aqui e lotam casas. Tudo depende de uma tomada de consciência coletiva, do público e de quem organiza, o público tem que escutar mais as bandas nacionais e comparecer aos shows, sair do facebook, só assim a situação vai melhorar.



Sem perder a oportunidade de dar uma kibada na Roadie Crew, gostaria que vocês listassem os cinco álbuns favoritos do Cursed.
Vamos lá, vou pedir um de cada:
Rodrigo Silva (Batera): Slayer – Divine Intervetion
Dan Pacheco (Vocal): Ratos de Porão – Ao Vivo
Willian Deathraiser (Baixo): Exodus – Tempo Of The Damned
 Ricardo Silva (Guitarra): Pantera – Cowboys From Hell

Gostaria de agradecer a atenção e reservar este espaço pra que deixem seu recado livremente. Valeu!!!
Obrigado a todos que leram ae e a quem nos apoia! Obrigado pelo espaço também! Conheçam mais bandas nacionais e independentes, garanto que vocês irão se surpreender com a qualidade de algumas delas.


CONTATOS CURSED SLAUGHTER
INSTAGRAM: @cursedoficial

Entrevista por Evandro Sugahara – evandrosugahara1988@gmail.com
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terça-feira, 4 de novembro de 2014

MATERIALIZANDO....

         A mais ou menos  1 ano atrás em 2013, comecei a idealizar Blog COLORADO HEAVY METAL, contando um pouco da cena que havia por aqui e resgatando antigas memórias de outrora. O projeto foi-se desenrolando e por uma série de fatos em comum convidei o grande parceiro Evandro Sugahara para o time. A concepção amadureceu e por aqui já rolou muita coisa ... Desde então estamos sempre dando um suporte na divulgação para algumas bandas e mantendo um bom nível de matérias no Blog, tudo isso feito de forma desinteressada, somente pelo prazer em mantermos uma ligação mais próxima com a galera dos grupos e contarmos com a amizade dos mesmos. Sempre montamos nossas matérias e entrevistas de acordo com o que gostamos o cenário nacional, que é o que nos interessa! Nas pautas  Evandro sempre é mais ligado com a cena Hardcore e seus híbridos e eu (Vitor) mais ligado ao metal e suas variações, claro ambos procurando sempre a união entre todos estilos, pois a fragmentação que existe hoje em dia deixa o underground  extremamente limitado e reduzido. Logo no inicio de nossa empreitada fizemos questão de materializar uma camiseta, que fez  seu papel para nossa proposta de  sair do mundo virtual e partir para o palpável. No meio dessa historia toda, tivemos a ideia de buscarmos meios de fazer uma Compilação do que rolou por aqui, e após muita conversa decidimos colocar a cara e darmos nossa contribuição em conjunto com as bandas. 


O que vemos na Coletânea “FAÇA VOCÊ MESMO!” – COLORADO HEAVY METAL é resultado de nossa credibilidade com as bandas  em prol ao fortalecimento do Underground. Os grupos  que constam nessa compilação não seguem contextos sonoros ou ideológicos, tudo aqui é união e perseverança.  Esperamos que este CD  possa levar essas músicas  a novos ouvintes por ae... O material que consta no “FAÇA VOCÊ MESMO!”  é de extrema qualidade  e ficamos honrados em poder dar a essas canções uma nova via  de propagação. Aqui você encontrará, Hardcore, Thrash, Doom Metal, Punk , tudo amarrado na mesma intenção... Materializar!
Certamente não foi possível viabilizar em uma mesma coletânea todas as bandas que passaram por aqui, algumas com questões legais, outras com compromissos e metas diferentes.. Possivelmente outras poderão ser parte da segunda coletânea que vislumbramos para o ano que vem! Sim!!!! Vamos botar a cara em outro projeto como esse. É importante salientar que isso nos gerou bastante trampo e muito diálogo, temos nossos compromissos profissionais e pessoais, mais damos nossos pulos para levar o lance adiante. Temos algumas metas legais para o próximo ano, sem nos perder no nosso principal conceito, propagar nossas ideias e conectar-nos ao underground.
Baixem , curtam  a parada, pois as bandas que fizeram isso na maior boa fé, eles querem que suas músicas cheguem ao máximos de pessoas  que curtam o som! Além disso estaremos em breve colocando a versão física a disposição da galera, manteremos vocês informados pelos meios que temos, aqui no blog e na Page do face!


No mais, resta o agradecimento meu (Vitor) e Evandro pelos corres, pela audiência e atenção! Vamos amadurecer o pensamento galera e apoiar nossas bandas, o underground nacional é foda, seja punk, hardcore, Heavy metal! Abraços!

Link para a versão virtual:


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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ENTREVISTA PUNK PRAIA TRASH

Aqui é assim, publicamos exatamente o que ouvimos, e basicamente essa banda não sai da minha playlist, com o EP “NY é o caralho” os caras mandam muito bem suas credenciais, pesado e violento!!! Conversamos com o vocal do P.P.T., Duds Careta, e pudemos saber um pouco mais sobre o que pretendem esses quatro manos de São Vicente-SP, confiram e não deixem de ouvir o som desses caras!!!



E aí galera, firmeza, primeiramente meu muito obrigado pela participação no blog, gostaria de saber um pouco da história de vocês, como surgiu o Punk Praia Trash?
Valeu você pela preza mano, satisfação estar dando uma palavra por aqui também. Basicamente o PPT surgiu em 2010 depois de um convite de um antigo amigo nosso, ele ia organizar um show do Dead Fish aqui em Santos e naquele momento estávamos sem banda, mas mesmo assim rolou o convite, montamos a banda pra tocar no rolê e desde então estamos ai.
A cena da baixada tem muitas bandas legais, e com “NY é o caralho” vocês somam mais um grande lançamento dessa cena, podemos dizer que o hardcore está bem vivo em nosso país?
Aqui na baixada tem banda pra caralho e temos muitos amigos aqui espalhados em muitas delas...em questão de “cena” aqui é uma merda ficamos atrás pra vários outros lugares do Brasil, o hardcore sempre vai estar vivo quando tiver a vontade de fazer e o principal é a diversão com certeza.
Como foi o processo de gravação e de produção de “NY é o caralho”?
Lento, atrasado, todo cagado...demorou pra caralho pra ficar pronto aconteceu várias merdas no ano passado mas finalmente saiu!
Em que vocês se inspiraram na hora de escrever as letras do play?
Problemas antigos e atuais, cotidiano vicentino...brisas... uma pa de coisa.
Vocês já possuem material ou planos para um full?
Ainda não possuímos um material para um full mais com certeza está nos nossos planos sim! Quem sabe pro ano que vem?
As quatro faixas do play agitam facilmente qualquer fã de HC, estão satisfeitos com a repercussão do material?
Estamos sim...não acabou sendo lançado do jeito que a gente queria pois no momento a banda está meio parada devido a uma pá de bosta, mas o resultado e a repercussão foi muito bom sim, bem melhor do que esperávamos estamos felizes...


Falando novamente em inspirações, quais bandas ou músicos são considerados como influência para o Punk Praia Trash?
Ratos de Porão, Trash Talk, Napalm Death, Biohazard, Raimundos, RKL, new metal em geral... Uma mistura bem loca.

 “NY É O CARALHO” COMENTADO FAIXA A FAIXA
GUERRA:Um desabafo simples, ainda existem muitas guerras no mundo em que nós vivemos e isso não está certo, é uma visão somente
NY É O CARALHO: Ny é o caralho porque aqui é Brasil, aqui é diferente.. nada contra o NYHC como vários babacas pensam ...
PARABÓLICA DA DESTRUIÇÃO:  “O mundo não é como se vê”
S.V TRASH’S: Música que fala da nossa quebrada, dos nossos amigos.. da nossa rotina.. Muita gente mescla a baixada santista numa coisa só mais não é bem assim, morar em Santos é uma coisa morar em São Vicente, Praia Grande, Cubatão é totalmente outra... essa música reflete bem o nosso orgulho em carregar o nome da nossa cidade.


Contato Punk Praia Trash:
Baixe e ouça o EP “NY é o caralho”:

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Evandro Sugahara

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

ENTREVISTA CESINHA CREPALDI (STAGE DIVING)

Nosso entrevistado de hoje é uma grande personalidade do interior de São Paulo, mais especificamente de Presidente Prudente. Curtindo rock desde de garoto, Cesinha Crepaldi continua a frente de grande ações para o fortalecimento da cena; entre elas o Programa Stage Diving. Confira essa entrevista super legal com esse convidado que tem muita história dentro desse maravilhoso estilo de vida chamado Rock n´roll!

STAGE DIVING
24 hs. de Rock sem parar !! Clássicos, informações, especiais

1 - Qual foi a primeira banda que lhe despertou para o Rock'n'Roll ?

Vamos começar do começo ........venho de uma geração privilegiada, na minha infância (anos 60), ouvia- se nas rádios musica pop/rock e toda a transformação possível que acontecia naquela época, de Elvis Presley, Beatles a Jovem Guarda. Antes de seguimentar um gosto pessoal, ouvia as musicas sem interesse, era o início da década de 70, e me recordo bastante de Alice Cooper, Carpeters, Elton John, James Brown, The Trashmen com seu hit "Surfin Bird". O homen já havia pisado na lua, acontecia a guerra do Vietnã , Jimi Hendrix tinha morrido a pouco tempo e o Festival de Woodstock era contemplado nas revistas da época. Foi nesse período de 1972/74 que fui apresentado ao grupo D.Purple, G.Funk, Slade Kiss e Rush, as primeiras bandas que me despertaram para o Rock'n'Roll,minha vida virou de cabeça para baixo literalmente !!
Cesinha, 23 anos no comando do Programa Stage Diving

2- P. Prudente apesar de estar longe da capital, contou com um dos primeiros fã Club do Kiss no Brasil No qual você fazia parte. Como era caracterizar-se e curtir o som nesta época.

Fã Club FunkISS, era o ano de 1975, estávamos alucinados com as musicas, capas dos discos do KISS e algumas poucas informações dos shows ( o baixista cuspia fogo, a bateria era içada para o alto), Rock pauleira, pesado!

Chegava o ano de 1976, ano de nova programação da TV Globo, "Rock Concert", era o nome do programa nos sábados a tarde, podemos ver pela primeira vez várias Bandas Americanas e Inglesas, entre elas o KISS!
Passamos a nos pintar com (pomadas minancora e lápis de olho) as mães produziram roupas as escuras.......momento marcante em nossas vidas, sair pelas ruas era muito engraçado, ninguém sabia do que se tratava !!! heheheheheh.
FUNKISS(funclub)

FUNKISS(funclub) nos primórdios no rock no Brasil
3 -Presidente Prudente aparentemente sempre teve uma leva de apreciadores do rock pesado desde décadas atrás. O VIPER passou pela cidade ainda nos anos 80. O Que você pode relatar sobre essa abertura que a cidade desenvolveu para eventos com bandas de renome nacional?
Década de 70 foi fantástica, quando começamos nomear algumas bandas concluímos que realmente foi a década mais original e importante do Rock ( conclusão de críticos). Tudo era incrível uma força interna nos atrai para o mais pesado e rápido. Em 1974/75 eu e amigos achávamos que tudo estava meio morno apesar da grande quantidade de bandas originais que apareciam, pegávamos os vinils e ouvíamos as musicas mais pesadas na rotação 45 do toca disco ( a rotação normal e 33 ), nos anos seguintes surgiam punk, hard core e Thrash metal. !!!! 
Moral da história! Não tínhamos recursos na época, mas com certeza estávamos todos nas garagens criando algo novo, mais rápido.
Existia um músico por aqui "pelezinho da banda Sombras" conhecido e respeitado por músicos da capital S.Paulo e RJ. ele era genial, cantava muito, a voz parecia a do Rod Stwart, no início de 1978 me falou que iria fazer um festival de Rock e contava com a gente para divulgar pela região (colar cartaz etc....), e aconteceu o Festival Rock Jeans com Made in Brazil, Tuti Frutí, Lírio de Vidro e Blindagem, era dezembro de 1979, acredito que este fato impulsionou a possibilidade de que, era possível fazer outros shows. Naquele mesmo ano apareceu uma banda em Prudente chamada "Asa Bruta" chegaram de S.Paulo e se instalaram em um bairro próximo de minha casa, lá ensaiavam musicas próprias (era um stoner Rock pesado), nos moldes de um B.Sabath, não tiravam cover........e, queríamos ouvir algo conhecido, eles eram muito loucos, vendi um pedal de guitarra para o vocalista......achávamos interessante tudo aquilo........um belo dia ficamos sabendo que o batera tinha pirado após tomar um chá de lírio.........e tudo se acabou !!?
Ainda hoje nos perguntamos de onde caiu aquele povo do ASA BRUTA..!!???
Com mais maturidade poderíamos ter colaborado, ajudado ou sei lá o que. Os anos 80 movimento Punk em S.Paulo, os projetos SP Metal, trouxe o Cólera em 1984 para Prudente (em início de carreira), estávamos a 1.000 por hora queríamos fazer "tudo ao mesmo tempo agora" e assim se seguiu buscando bandas que despertavam nossa atenção, Viper e Vodu em 86, Viper em 1990.......a história e longa.

Vivendo a explosão do Punk Rock

Cesinha/Ramones club
4 - Fora o Fan-Clube do Kiss, você também tinha (e tem) um envolvimento com o movimento punk, encabeçado pelo RAMONES como a origem de tudo. É legal notar que os “roqueiros das antigas” não fazem distinção de estilos como se há hoje em dia, não é mesmo?
Verdade eram tempos de descobertas, tudo era novo e muito criativo, acompanhei o nascimento de várias bandas, e o Punk Rock foi para mim a manifestação musical mais importante do Rock até os dias de hoje. Naturalmente ficamos impressionado com os Ramones, Sex Pistols, The Clash e outros, culminando com o Fã Club do Ramones. Mas não deixei de ouvir os outros estilos as novas tendências e evoluções, segui em frente, no momento certo tive uma banda punk, e não me arrependo de nada.

Viper Prudente 1990
5 - O STAGE DIVING esta completando seus 23 anos de história, o que lhe motivou a se enveredar-se como radialista?
Com 15 anos já ouvia nas noites de sábado a Rádio Guanabara RJ, as dificuldades de sintonia eram um transtorno, chamava-se "seção macabra" que iniciava a meia noite. Em 1978 sabendo da inauguração de uma Rádio FM em P.Prudente.....abracei alguns discos e bati na porta da Rádio dizendo se haveria a possibilidade de fazer um programa de Rock aos sábados a tarde........o locutor disse sim! Vamos chamar de "Tardes de Rock", ele apresentava e eu comentava sobre as bandas (durou 4 meses), na fase experimental da Rádio.
Em 1988 surgiu mais uma oportunidade, a convite de um amigo passei a apresentar com uma colega outro programa nas sextas a noite (8 meses), em 1991 Paulo Lima (Deputado, amigo) acabava de obter os direitos de transmissão de mais uma emissora, era a 106 FM Educativa, e me convidou para a assumir a frente o programa de Rock, nascia o STAGE DIVING que completa 23 anos.
André Matos, Cesinha e Kiko em show da formação clássica do Angra

6 - Nesse tempo você pode acompanhar o Heavy Metal e o Rock em geral acontecer. Quais os Discos que você julga determinantes para o amadurecimento e solidificação do Rock pesado no Brasil?
Acredito que você quer saber de cenário nacional !?
Prefiro citar as bandas de grande importância : Mutantes, Made in Brazil, Casa das Máquinas, Patrulha do Espaço, Cólera, R.D.P, Sepultura, Viper.
Excursão Rock in Rio 1985
7 -Notavelmente o STAGE DIVING possuiu um papel muito importante na região principalmente nos anos 90 e início do segundo milênio . Muitos assim como eu gravavam suas Fitas K7 e se informavam de curiosidades e novidades devido ao programa. Como foi reinventar o programa para uma nova realidade forjada de internet?
A mesma fome e paixão pelo Rock que eu tinha na adolescência, enquanto houver essa busca e troca de informação com meu ouvinte, acredito que estarei com disposição para seguir em frente. A Internet e um desafio, mas não me mete medo, ela me despertou um interesse maior em crescer e espalhar para outros cantos minhas ideias e conhecimentos.
No camarim com o grande Krisiun

8 -Como uma coisa puxa a outra, o programa começou também a organizar eventos de destaque, sempre trazendo bandas de repercussão no cenário nacional para suas comemorações de aniversário. Como você analisa as atividades STAGE DIVING para promoção do Heavy Metal / Rock n’ Roll em nossa região?
Esta pergunta me deixa pensativo.............olho para traz e reparo que não fui no embalo de ninguém quando escolhia as bandas para os shows. Em 1984 fui a S.Paulo conferir o Festival Metal Rock que iria acontecer no SESC, além de ver Made in Brazil, Excalibur, Chave do Sol, tal de VIPER faria um de seus primeiros shows em sua cidade, fiquei impressionado e enxerguei um grande potencial, naquele dia anotei o contato da banda e em 1986 já estavam se apresentando em Prudente (sendo o primeiro show da banda no interior de SP). E assim se seguiu ia para shows de bandas nacionais em vários cantos do estado, achei tantas e fui encaixando todas elas, até os dias de hoje. imagens da apresentação Viper em 1986 está no Youtube "VIPER EM PRUDENTE"
Discoteca com Edu Ardanui
9 -Você também integra há alguns anos o CRUSADER, fazendo covers de clássicos do Heavy Metal, como vocalista, quais os vocalistas que mais lhe influenciam como músico? 
Ozzy, Ian gillan, Rob Halford, Dio, G.hugles, Alice Cooper, Harry Cocklin (Jag Panzer), M.Barlow (ex-iced Earth)

10 -“Cidades Grandes” mais próximas já conseguiram através de méritos pessoais das próprias bandas alcançarem uma exposição notória no cenário nacional. Londrina por exemplo é celeiro de bandas como Subtera, Dominus Praelii, Silver Blade, em Maringá com um foco mais voltado para o Death Metal apresenta o Holder... Gostaria que você comentasse o cenário em termos de bandas em Presidente Prudente?
Talvez tenha faltado um pouco mais de força de vontade por parte dos músicos local. Olhando para traz, P.Prudente nunca foi celeiro de bandas que mereciam uma atenção maior do que tiveram, o undêrground teve algumas bandas promissoras, mas com vida curta.
Em ação na banda Crusader

11 -Quais o discos favoritos de Cesinha Crepadi?
Gosto dessa pergunta, posso colocar meus 500 favoritos? Heheheheheh, OK !
E difícil mas vamos tentar: Led Zeppelin I, Black Sabbath Master of Reality, RUSH I, Kiss Alive I, Ramones I, Pink Floyd The dark side of the moon, The Velvet Undêrground and Nico, The Who live at leeds, Sex Pistols Nevermid the bollocks, The Clash, Aerosmith Rocks, The Exployted Puks not dead, Discharged here nothing see nothing say nothing, the Rolling Stones stick fingers, Metallica Kill and All, Sepultura Arise, Jag Panzer Ample Destruction, AC/DC Let ther be Rock, Deep Purple Mad in Japan, UFO strangers in the night, Eternxity X the Edge, Iron Maiden Killers, Anvil Forged in fire, Witchfinder Generals death penalty, Led Zeppelin IV, Judas Priest, Unleashed in the east, Black Sabbath Sabotage, Ramones Its a live, Iced Earth The dark saga, Savatage sirens, Metallica Master of puppets, Judas Priest Painkiller, UFO obsession, Atomic Rooster in hearing of, Sweet - Sweet Fanny adams, Circle Jerks Group sex, Uriah Heep live 1983, 
Queen a night At opera, Queen II, Destruction Infernal Overkill, Scorpions Fly to the rainbow, Scorpions in trance, Scorpions Virgin Killers, Rainbow Rising, Rainbow Long live Rock and Roll, Alice Cooper Killers, Alice Cooper Byllion dólar babys, Minor Threat complete discography, Van Halen I, Living Death Vengeance from hell, Nazareth Rampant, Overkill horrorscope, Kiss detroit rock city, Deep Purple in Rock, Deep Purple Burn, Rush moving Picture, Jeff Beck Truth, Jethro Tull Stormwatch, 
Ted Nugent double live gonzo, Slade sladest, Sanctuary into the mirror black, System of a down hipnotize, mesmerize.........sãos os que vieram na cabeça, com certeza faria uma viagem segura com estes títulos ao meu lado.
Funkiss, Panico na TV com Sabrina Sato


12 - Um álbum meio despercebido que você indicaria para a galera curtir!
ETERNITY X - The edge

13 -Se você pudesse voltar ao tempo para presenciar o show de uma banda em especial. Qual seria essa banda?
LED ZEPPELIN em 1970

Gods of Metal Milão
14 -Muito Obrigado Por sua Participação, deixo aberto para suas considerações finais!
A vida e passageira, feliz daquele que conheceu a magia do Rock nos quase 60 anos de sua existência .
Abc. a todos, obrigado pela oportunidade, Stay hard 

Alguns itens da coleção de Cesinha

Logo clássico do programa Stage Diving

por Vitor Carnelossi

terça-feira, 23 de setembro de 2014

ENTREVISTA CONFRONTO

E aí galera, é com grande satisfação que trazemos para vocês esta super entrevista com a banda Confronto, são 15 anos de carreira, grandes discos lançados, turnês na Europa e na América do Sul e sempre representando muito bem o underground brasileiro, mostrando o porquê de ser uma das maiores bandas de metal/hardcore da atualidade, falamos com o vocalista da formação, Felipe Chehuan, que nos contou um pouco da história e dos planos da banda, portanto confiram logo menos, que o registro ta feito e vale a pena dar uma sacada!!!



Fala Felipe, nós gostaríamos de agradecer pelo tempo concedido ao Colorado Heavy Metal Blog, partindo do material atual do Confronto, como tem sido a recepção ao “Imortal”?
Fala amigos do Colorado Heavy Metal Blog, muito obrigado pela entrevista, por essa oportunidade, e respondendo a pergunta, a recepção do Imortal está sendo muito boa, desde o final do ano passado quando ele saiu, até hoje não paramos de tocar, não paramos de responder entrevistas e divulgar nosso trabalho, já fomos para várias partes do Brasil tocar e ano que vem estamos planejando uma turnê européia e como vocês sabem o Imortal saiu aqui no Brasil, saiu na Argentina, e agora no segundo semestre vai estar saindo na França, isso tá sendo muito bom pro Confronto, é nosso terceiro álbum, terceiro full, porém é o disco que nós lançamos que teve mais divulgação e a gente tá vendo toda essa dimensão no dia a dia, o Confronto hoje ta, depois do lançamento desse disco, teve grandes oportunidades, de grandes shows, a gente tocou com o At The Gates, Brujeria, agora vamos tocar com o Cavalera Conspiracy, mês que vem com o Sepultura e no norte do país junto com o Municipal Waste também,(A tour do Municipal Waste na América do Sul foi cancelada e o Confronto passou a ser headliner desse evento que acontecerá no dia 19/09/2014) resumindo o Imortal está sendo perfeito, a gente tá muito satisfeito e pronto pra continuar todo esse trabalho e dá prosseguimento a ele.
Shows pelo Norte do Brasil (Apresentção do Municipal Waste foi cancelada e o Confronto ficou como headliner do evento.) E cartaz do PMW Rock Festival que rolou em Palmas-TO
Quais músicas do “Imortal” vocês tem tocado ao vivo, e como tem sido a reação do público aos sons inéditos?
Nós temos tocado Imortal, que foi o primeiro single, foi o primeiro clipe também, Flores da Guerra que tem o liricy vídeo, Inferno que também tem o liricy vídeo, Eu sou a revolução, Levante e Emissário, são as músicas do Imortal que nós temos tocado nos shows e a reação está sendo muito boa, nós temos percebido que o público tem cantado junto às músicas, tem acompanhado, conhecem as músicas, e quando tocamos já não é tanta novidade, já faz parte mesmo do cotidiano dos fãs do Confronto, lembrando também nós tocamos 1 hora, que é a música que teve a participação do João Gordo, essa não pode faltar.

Confronto ao vivo em Bangu-RJ
Esse novo disco vem recheado de participações especiais, como foi trabalhar com tantos nomes de peso e como vocês definiram os convidados?
Esses convidados foram pessoas que a gente admira em especial o João Gordo, a gente criou uma amizade, em poder dividir vários shows com o Ratos de Porão, a gente criou esse contato, não só com ele, mas também com todos os membros do Ratos, foi muito natural, na composição da música 1 hora, a gente na nossa sala de ensaio, eu tive a sacada e a idéia de sugerir a participação dele, porque o inicio da música é bem a cara do Ratos de Porão, aí eu falei, pô vou convidar o cara, o que que vocês acham? Todo mundo achou ótimo, fui no dia seguinte, convidei ele, e ele respondeu na mesma hora que aceitaria e que seria o maior prazer, aí a gente fez a gravação no estúdio do Pompeu, em São Paulo, já o Carlos (Lopes “Vândalo”, Dorsal Atlântica, Mustang) foi quando estávamos gravando os vocais do Imortal, a gente encontrou o Carlos na porta do estúdio, porque ele tava gravando esse último do Dorsal lá também, e ele tava saindo do estúdio quando a gente tava entrando, e rolou aquela saudação e tudo mais, e na hora também eu tive a sacada de convidá-lo, falei cara a gente ta gravando aqui os vocais, de uns coros de umas músicas, você quer participar? Ele falou pô, porque não? Aí ele foi entrou e fez os coros lá com a gente, e foi na hora ali, pegou tudo na hora, foi fantástico, e a participação dos nossos irmãos do Lacerated e do Unearthly foi algo que a gente já tinha planejado que na hora da execução dos coros dos refrões, a gente queria contar com a presença tanto do Jonathan quanto do Eregion assim como dos outros membros das duas bandas, e eles rechearam aí com essas participações o Imortal, que todo mundo tem elogiado bastante e particularmente eu tô muito feliz, achei que casou perfeitamente.


O Confronto já tem uma grande experiência em shows no exterior, e também excursionam com freqüência na América do Sul, vocês são um grande nome da cena independente e representam muito bem o underground brasileiro mundo afora, que lugares vocês gostariam de tocar que ainda não rolou? E que histórias ficaram marcadas depois de tantos giros?


Realmente foram muitas turnês, tanto na América do Sul quanto na Europa, e teve muita coisa que marcou na nossa vida, a primeira turnê em 2002 na Argentina e no Chile, nós fomos praticamente com o dinheiro da passagem de ida, e com sessenta camisas que a gente estampou aqui, e com o dinheiro que nós recebemos lá, conseguimos comprar as passagens de volta, foi muita coragem na época, a gente era muito novo, depois na Europa também, teve uma vez que em 2005, que a gente foi tocar na República Tcheca, numa cidade chamada Most, e nos países do leste europeu é aconselhável sempre que for tocar, dormir alguém na van, pra tomar conta por que tem muitos furtos, e não deu outra, eu tava dormindo na van depois do show, era meu dia do rodízio lá que a gente fez e de repente eu acordo com um estrondo no vidro, um estrondo enorme, era alguém quebrando o vidro da van, o cara quebrou rapidamente o vidro da van e quando ele me viu lá dentro, só deu tempo dele meter a mão e pegar uma mochila que tava lá, e essa mochila tinha meu passaporte cara, aí foi uma merda, a gente perdeu dois shows por conta disso, teve que ir pra Praga que era duas horas dali, pra poder ir à embaixada e tirar um novo passaporte, deu tudo certo, perdemos dois shows mas no final das contas resolveu, ah cara tem muita coisa boa também que aconteceu que marcou, a gente foi tocar uma vez num festival num lugar longe da Rússia, e do nada chegaram um monte de fãs nossos russos no show e pô aquilo marcou muito, cara muita coisa legal, tocar com o Testament no Quito Fest, pra sessenta mil pessoas, marcou, entendeu? Tocar ao lado de bandas como Agnostic Front, Madball, The Haunted, bandas que marcaram nossa vida né, Sepultura, Napalm Death, Brujeria, tudo isso foi muito importante pra todos nós, todos esses shows marcaram, tocar ao lado do Ratos de Porão, tudo isso foi muito legal durante todas essas turnês, tem só coisa boa pra lembrar.
De que maneira vocês chegaram ao nome de Patrick Wittstock, para conceber a arte gráfica de seus trabalhos? De que forma foi desenvolvida essa arte? A banda se envolveu nessa concepção?
Então o Patrick Wittstock sempre foi um fã do nosso trabalho, e mais ou menos em 2005, 2006 se não me engano, ele fez umas artes de camiseta pra gente, na época ele já trabalhava com o Heaven Shall Burn, Caliban e muitas bandas da Europa, e desde então a gente gostou muito do trabalho dele, e o primeiro convite formal de trabalho de arte foi pro Sanctuarium, desde então a gente tem trabalhado com ele, a gente trabalhou no Sanctuarium, ele fez a concepção da idéia dos escravos, da favela, foi tudo idéia dele, a visão de um alemão sabe, isso foi muito legal, e logo depois foi o DVD, 10 anos de guerra, a capa dele também ele criou tipo um escudo, um brasão do Confronto, a gente gostou muito daquela idéia, e pro Imortal a gente até pensou em fazer com outros designers, mas aí a gente já tem uma sintonia tão grande com ele, e querendo ou não ele fez parte dessa característica gráfica e essa estética gráfica que o Confronto levanta, usa que a gente não conseguiu fazer com outra pessoa, a gente insistiu no Patrick e falou não tem que se ele cara, o cara realmente tem tudo a ver com nossa linguagem visual, e além dos trabalhos dos discos ele também fez o site e vários banners, trabalhou fotos enfim, o cara é um excelente profissional, nós gostamos muito do trabalho dele, sem contar que ele fã da banda, ele já viu show do Confronto na Alemanha, e se relacionar com ele é muito fácil, é muito simples e além de muito profissional, ele é amigo, muito legal trabalhar com ele, certamente a gente ainda vai fazer muitas coisas juntos.


No DVD, Confronto – 10 anos de guerra, vocês fizeram um grande registro histórico da banda, conte-nos como foi desenvolvido esse grande projeto, que é sem dúvida um dos melhores registros ao vivo do underground nacional?
O DVD foi um dos melhores registros que nós tivemos da banda durante todos esses anos, até hoje, ali foi a celebração não só nossa como de uma geração, de uma galera que viveu e fez parte da cena durante muitos anos e faz parte da cena, hardcore e metal nacional, ali foi a celebração de tudo isso, não só dos dez anos do Confronto, mas de todo um contexto, ali foi o desabafo e a oportunidade de colocar registrado tudo que a gente sonhou um dia fazer como banda, banda de verdade, banda séria, comprometida, e a gente conseguiu através daquele DVD expor isso naquele determinado momento da nossa carreira, praticamente tudo foi projetado por nós da banda junto da produtora Toro de São Paulo, e com o suporte e o desejo da gravadora Seven Eight Life Records que é também de São Paulo, que se não fossem eles nada daquilo seria possível, nós escolhemos o galpão do Jabaquara, que era um lugar que rolavam vários shows, vários festivais em São Paulo, e já tinha uma história com o Confronto, o Confronto já tinha tocado várias vezes ali, pra públicos gigantescos, shows realmente cheios e metemos a mão na massa mesmo, a gente chegou lá dois dias antes pra montagem tudo, tudo foi alugado, o galpão era só um galpão, ele não tinha estrutura pra shows, tudo que aparece no DVD foi alugado, adaptado para aquela realidade, a gente conseguiu transformar uma quadra numa casa de shows, você vê no DVD, você tem um aspecto que parece de uma casa de show mesmo, enfim esse DVD foi um sonho que nós realizamos, como todos os lançamentos, mas eu tenho um carinho muito especial pelo DVD, foi uma época muito importante da nossa carreira e a gente conseguiu celebrar de uma forma verdadeira e íntegra, e com uma recepção muito grande do público, foi muito intenso, o show você assistindo você vê que foi muito intenso, não tinha muita divisão entre público e banda e os fãs e a galera conseguiram transpor isso na energia que demonstraram durante a execução das músicas, foi algo fantástico, até hoje algo bem falado.
DVD - 10 anos de guerra
Traçando uma linha ligando os trabalhos do Confronto, como você avalia a evolução da banda desde “Insurreição” até “Imortal”?
Traçando uma linha ligando todos esses discos, eu digo que o Confronto sempre foi uma banda que tentou explorar muito o lado metal, antes de existir uma terminologia dentro da cena, que era o metalic hardcore ou moshcore, enfim a gente nunca se ligou muito nesses rótulos, a gente sempre quis fazer um som muito pesado, e os primeiros discos, o Insurreição principalmente tem uma influência muito grande de death metal, tem muita coisa no vocal, nas guitarras, daquelas bandas européias e tal, já agora nos últimos trabalhos, no Imortal principalmente, a gente resgatou muito do metal anos 90, muito do Groove metal, muito do Sepultura antigo, Machine Head, Pantera, coisas que nós sempre gostamos, porém não colocávamos como influência na banda, no início, nos primeiros discos, era muito mais brutal, a brutalidade sonora era muito grande tanto no Insurreição quanto no Causa Mortis, já no Sanctuarium e no Imortal a gente prezou mais pela técnica, mas sem deixar a brutalidade de lado, mas a gente prezou muito pela técnica e a galera evoluiu musicalmente falando, todo mundo aprendeu a tocar melhor seus instrumentos, todo mundo fez aula, e isso ficou explicito na composição das músicas, trabalho de refrões e tudo mais, eu vejo dessa maneira, uma maneira evolutiva, foi muito evolutivo pra nós desde o primeiro disco até hoje.
Você também tem feito ótimas participações como convidado em discos de outras bandas, como por exemplo, no “Do Protesto a Resistência” e no “Mais que Palavras”, de que trabalhos além desses você participou ou vai participar?
Sim cara, eu participei recentemente do disco do Protesto Suburbano, que é uma banda aqui de Macaé-RJ, uma banda de hardcore punk que completou 18 anos, participei também do disco do Ágona, uma banda de metal aqui do Rio, do Lacerated e Carbonized, do último disco do Unearthly aqui do Rio, participei também de uma música dos franceses do In Other Climes, que vai sair num split com o Confronto esse ano ainda na França, e essa música vai estar nesse spilt que terá quatro sons do Confronto e quatro sons dos franceses, já participei no Dead Fish naquele Contra Todos, nós fizemos os coros lá em várias músicas, em 2001 quando a gente tava gravando o Insurreição, eu tive a honra de ter a minha voz em uma música do Ratos também, chamada Mi canto libre, participei do Psicomancia, que é uma banda de Natal-RN e foi muito legal essa participação porque foi quando a gente tava lá em turnê no Nordeste e eu fui lá no estúdio dos caras e gravei com os caras, foi muito legal ter feito parte desse projeto dessa banda, também participei do disco Medellin que ainda não saiu que é a banda do Badauí, uma outra banda do Badauí do CPM22, junto do Hóspede, do Dias, e do Carioca do Worst, foi muito legal fazer parte desse disco, foi muito foda, e cara, muita coisa que rolou durante todos esses anos, eu me sinto muito honrado de ter feito parte da história de outras bandas, de ter eternizado e ter contribuído para que o trabalho de outras bandas também ficasse bons, fico muito feliz com todos esses convites.
 Lembrando que agora semana que vem, vou estar participando do disco dos argentinos do No Guerra, que é uma banda de metal lá de Santa Catarina, periferia de Buenos Aires, e vai ser uma honra participar do disco dos nossos hermanos aí, vai ser muito legal, eu to muito empolgado pra isso daí rolar.
           
Além do Confronto, você também faz parte do Norte Cartel, qual a proposta de som nessa banda e como você concilia os dois trabalhos?
É eu estou no Norte Cartel desde 2007, e comigo foi lançado o disco Fiel a Tradição onde nós divulgamos e fizemos muitos shows pelo Brasil também, esse ano o Norte Cartel não tem tocado, por que o tempo livre que eu tenho com o Confronto e a oportunidade de estar com os caras do Norte Cartel a gente ta optando por compor músicas novas pra um novo disco e eu concilio na medida do possível, realmente a agenda do Confronto é muito grande, mas sempre que tem uma brecha, sempre que eu posso, eu to tocando, eu to junto dos caras do Norte Cartel, seja para ensaiar, seja pra fazer música, compor música, ou mesmo pra tocar, por que é um prazer enorme estar com eles, a proposta de som é um hardcore old school bem influenciado por bandas de NY como Sick of it all, Madball, Agnostic Front, Cro-Mags, bandas como Warzone, influenciam o som do Norte Cartel, e essa pegada aí mais NY, mais NY old school, eu gosto muito desse tipo de som e gosto muito do Norte Cartel, e em breve vamos ter um próximo disco, nós estamos trabalhando num próximo disco do Norte Cartel.

Norte Cartel, novo disco a caminho.
Como vocalista, quem são as suas referências musicais?
Cara referências de vocais putz, são muitas cara, Layne Staley do Alice in Chains, Phil Anselmo do Down, Pantera e Superjoint Ritual, Max Cavalera, em todos os trampos, no Soulfly, no Sepultura e no Cavalera Conspiracy, gosto muito do trabalho de vocal dele, acho que ele tá sempre evoluindo, João Gordo, admiro muito o vocal do Jonh Tardy do Obituary, nossa são muitos cara, mas a principio, Johnny Cash, a voz do velho influenciou muito a minha composição, este espelho de colocar os graves, Johnny Cash realmente cantou muito, Joe Strummer do The Clash, nossa são muitas influências cara, mas basicamente são esses aí.
Mantendo nossa tradicional plagiada na Roadie Crew, você poderia listar seus cinco álbuns preferidos?
Cara são muitos álbuns, eu vou listar cinco aqui que eu considero muito importantes na minha vida, é o Reing Blood do Slayer, Chaos A.D. do Sepultura, Cowboys from hell do Pantera, One Voice do Agnostic Front e Rubber Soul dos Beatles.
Quais as expectativas para a apresentação junto ao Cavalera Conspiracy, Krisiun e Test dia 11 de setembro? (N.E. Entrevista foi realizada 04/09/2014, semana anterior a apresentação)
Cara as expectativas são as maiores possíveis, a gente vai estar realizando aí dois sonhos, tocar ao lado Krisiun no Circo e ao lado do Cavalera Conspiracy cara, é algo assim indescritível, principalmente por conta do Cavalera né, sonho de moleque dividir o palco com essas duas lendas que são Max Cavalera e Iggor Cavalera, vai ser fantástico tocar no circo voador nesse showzão aí e muito me surpreendeu ouvir a chamada no rádio agora essa semana e é muito legal, muita gente ouviu aqui no Rio, e ta todo muito ansioso por esse show, nós principalmente, vai ser do caralho, vai ser animal!!!

Cartaz e imagem da apresentação com o Cavalera Conspiracy, Krisiun e Test no Circo Voador no RJ e Felipe Chehuan ao lado dos irmãos Cavalera (11.09.14)
Felipe gostaria de agradecer a atenção e reservar este espaço para que deixe sua mensagem para os leitores do blog e fãs do Confronto!!! Valeu!!!
Eu gostaria de agradecer a oportunidade aí da entrevista, agradecer todos os fãs do Confronto que estão lendo essa entrevista, todos os leitores do Colorado Heavy Metal Blog, dizer que hoje nós fazemos parte de uma revolução, uma revolução musical, uma revolução social, uma revolução do povo, e o Confronto é a trilha sonora de tudo isso, somos todos a revolução e essa é a nova cara do metal latino americano, Imortal turnê 2014 ganhando o Brasil e o mundo, muito obrigado a todos vocês e Confronto!!! Confronto 15 anos, um abraço!!!
Gostaria de dizer também pra que a galera fique ligada na página do Facebook que muitas novidades serão anunciadas nesses próximos dias, lançamentos, discos, splits e muita coisa nova ta acontecendo, tamo junto, valeu!!!  

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terça-feira, 16 de setembro de 2014

SEXTRASH - ENTREVISTA COM O BATERISTA LUCK ARNOLD

          Representante genuíno dos primórdios do Heavy Metal Brasileiro e do Metal Extremo mundial, o  Blog COLORADO HEAVY METAL tem a honra da participação no grande baterista Luck Arnold.  Em uma entrevista bem  legal vamos poder saber das preferencias e um pouquinho da trajetória desse grande músico, que  na minha opinião registrou um dos principais “massacres” sonoros da história do Death Metal, o álbum  “FUNERAL SERENADES”.
            O SEXTRASH  que  hoje conta com: KRUEGER - BASS  / DANIEL MEDICI – GUITARS / LUCK ARNOLD - DRUMS  / DOOM – VOCALS,  esta em plena atividade e logo mais participará do grande festival ZOMBIE RITUAL OPEN AIR 2014 – Sem dúvidas uma grande chance para a galera presenciar essa lenda tocando os antigos clássicos do metal extremo mineiro.

LUCK ARNOLD - NAS BAQUETAS DO SEXTRASH
1 – Luck Arnold, é um imenso prazer ter o batera do legendário SEXTRASH em nosso humilde meio de comunicação! Diga-nos, como foi inicio de sua carreira como baterista,e sua principal influencia nesse período?
Luck Arnold: Obrigado pelo espaço e o prazer é todo meu. Sempre convivi com bateristas na minha família. Assim, adquiri gosto pela batera. Aos 12 anos, comecei a tocar em algumas bandas com amigos. Aos 14 anos entrei numa banda chamada Drunkard, de Sampa, juntamente com o guitarrista Daniel Médici, em 1989.
Minhas principais influências na época foram Dave Lombardo, Mick Harris, Pete Sandoval, Ken Owen entre outros do cenário Death da época.

2 – Em termos mundiais o SARCOFAGO escreveu um capítulo a parte na história da música pesada. É impossível desligar o nome do SEXTRASH ao do SARCOFAGO, seja pelos fundadores quanto por seu pioneirismo. Qual seu sentimentoao  levar um legado tão grande  nos dias de hoje?
Luck Arnold: Para mim é uma grande honra em fazer parte da história do SexTrash, pela banda ser uma das pioneiras do estilo tanto no Brasil quanto no mundo.

3 – Os Materiais "XXX" (EP, 1989) - "Sexual Carnage" (1990), são clássicos que ajudaram a definir o metal extremo. Como a banda trata esse material nos shows atuais, que segundo ando lendo, estão “bagaçando”com os atuais membros.
Luck Arnold: Tratamos com muito respeito e honra esses trabalhos, e tocamos grande parte desses materiais ao vivo, praticamente metade dos nossos shows são dedicados a eles.
CLÁSSICO VANGUARDISTA DO DEATH METAL MUNDIAL 
4 –O disco “Funeral Serenades” é um dos melhores discos de Death Metal já lançado no mundo. Sem exageros,como é escutar  esse disco gravado em 1992 e ainda tão atual e desafiador em termos de execução ?
Luck Arnold: Na época buscamos fazer algo parecido com o que gostávamos de ouvir (Carcass, Morbid Angel, Death), assim fluiu naturalmente o som do Funeral Serenade. E mesmo hoje, nós membros da banda, escutamos o som do álbum e achamos bem atual.

5 – Mostrei esse disco para muitos amigos e sempre todos ficaram espantados com a velocidade e técnica das composições. Muitos comentavam “ Que batera foda!!!”... Eu digo sem rodeios que você merecia um destaque muito maior como um exímio baterista que é, como você analisa sua carreira?
Luck Arnold: Bom, em primeiro lugar, nunca tive muita grana para investir na minha carreira. Gosto de tocar batera, nunca busquei status no social e no financeiro, sempre curti o underground. E, apesar de tudo o que rolou no decorrer desses anos, família, trabalho, filhos,  nunca deixei de fazer o que gosto que é tocar Death Metal. Então me sinto feliz com a minha carreira e com o reconhecimento dos meus fãs., e isso me basta.

"FUNERAL SERENADES" FANTÁSTICO E BRUTAL  DISCO DE 1992 
6 – O SEXTRASH éuma banda de músicos legendários . O Vocalista “OswaldPussyRipper”, lamentavelmente se foi,  porém deixou sua marca como vocalista e letrista.  Em “Funeral Serenades”assim como em seus outros registros ele sempre me pareceu o cara responsável pelo visual “pervertido” que se tornou uma marca registrada da banda. O que você pode dizer nós sobre Oswald e o conceito do SEXTRASH?
Luck Arnold: Quando conheci o Oswaldo (1990) ele já era como você descreveu. Ele era o letrista e o frontman da banda, porém todos nós tínhamos o mesmo conceito, luxúria, festas e o obscuro. Isso todo mundo curtia na época, mas o Oswaldo deu voz a isso por meio das suas letras e pelo visual.

7 – Ainda sobre o “Funeral Serenades”, asguitarras dão um show à parte no disco com um som encorpado e nítido, com bastante qualidade para a época. Quais as lembranças na gravação desse trabalho que alinha grandes composições com uma ótima qualidade de gravação?
Luck Arnold: Na época não era comum gravações de estúdio com muitos recursos, por exemplo, bateria com triggers, amplificadores e pedais bons para a guitarra, e conseguimos esses recursos com o nosso produtor, o João, da Cogumelo. Ele investiu na banda depois que ouviu nossas músicas no ensaio, e achou que valia à pena investir na banda com os recursos tops da época, por isso esse trabalho é atual até hoje, pela qualidade sonora, técnica e velocidade tanto da banda, quanto do estúdio.
Me lembro que a banda estava bem entrosada e bem ensaiada, matei a gravação em 45 minutos. Ninguém acreditou que consegui gravar tão rápido o som. Mas isso foi o resultado de muito ensaio de todos nós. Isso foi o que mais me marcou dessa gravação. Virou lenda no estúdio em BH (rsrsrsrs).

8 – Você e o ótimo guitarrista Daniel Médici já estão juntos há muito tempo como parceiros de banda. Além do SEXTRASH vocês também integraram o PENTACROSTIC, porque você não esta integrando mais o PENTACROSTIC?
Luck Arnold: Eu e o Daniel de fato sempre caminhamos juntos, desde o Drunkard. Tocamos juntos também no Unreal. Entrei no Pentacrostic para dar uma assistência para o Marcelo (vocal e baixo). Por sermos amigos e nos conhecermos desde o Drunkard, banda na qual ele era vocal, acabei ficando um pouco mais na banda. No entatanto, por motivos pessoais e de estilo musical, optei por continuar somente no SexTrash, que segue a linha mais brutal do Death metal.

9 – Após um hiato de muitos anos a banda lançou o álbum “ Rape fromHell” .Você tinha contato com a banda nessa época? E qual sua opinião sobre esse álbum?
Luck Arnold: Desde a morte do Oswaldo perdi totalmente o contato com os outros membros da banda, pois eu morava em São Paulo e os demais em BH.
Acho o Rape from Hell um álbum de composições pesadas, mas que foge um pouco da essência dos outros álbuns do SexTrash em termos musicais.
FORMAÇÃO DO "FUNERAL SERENADES"
10 – Quais são suas principais influencias como baterista?
Luck Arnold: O John Bohan foi a minha primeira influência como baterista quando eu era criança. Com o decorrer dos anos surgiram novos bateristas com uma maior velocidade e técnica que me impressionaram de cara, tais como : Witch Hunter, do Sodom, Dave Lombardo, Slayer e Pete Sandoval (Terrorizer). Eles foram a minha principal influência.

11 – Se não fosse abusar de sua paciência, gostaria que listasse seus álbuns preferidos para nossos leitores!
Luck Arnold: Persecution Mania – Sodom;
Reign Blood – Slayer;
Altars od Madness – Morbid Angel;
Necroticism Descutimg Insalubrius ­ - Carcass;
Simbolic – Death.
SEXTRASH 2014 - A FORMAÇÃO ATUAL PROMETE UM NOVO "PLAY"

12 – Quais os planos dos SEXTRASH para o futuro?
Luck Arnold: Atualmente estamos trabalhando as composições do novo álbum e pretendemos montar algumas turnês no Brasil e exterior.

13 – O que você acha da atual fase do Heavy Metal brasileiro?
Luck Arnold: Com muitas bandas de músicos com muita teoria e técnica mas sem o brilho da essência do metal. Hoje em dia, muitos headbangers tocam instrumentos pela facilidade de comprá-los e, também, é muito fácil agora conhecer muito som em pouco tempo, pois na minha época havia poucas bandas de grande nome.
LUCK ARNOLD - FORÇA E BRUTALIDADE NAS BAQUETAS
14 – Agradecemos imensamente sua participação e tempo despendido para nos atender!Deixo o espeço pra suas considerações finais! Muito Obrigado!
Luck Arnold: Primeiramente, gostaria de agradecer a você, Vitor, pelo espaço concedido.
Quero dizer que o SexTrash está trabalhando um som porrada e com a mesma essência de antes.

Os fãs que se preparem, vem Death Metal pesado por aí! Vamos todos apoiar o metal nacional!

Por Vitor Carnelossi