sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

SANTA MORTE ... PORRADA ATRÁS DE PORRADA!!!!


Conheci o trabalho desses caras por acaso, ano passado, através do Facebook, foi uma grata surpresa, é muito bom sacar que nosso país está abarrotado de bandas excelentes nos mais diferenciados seguimentos e estilos, nosso underground é foda!
O Santa Morte vem de São Paulo, da zona leste, do caos, e o som da banda sintetiza tudo isso, com letras conscientes e um hardcore pesado e sem medo de botar os dois pés no metal, o debut desses manos lançado em 2012 e disponibilizado de forma gratuita pra download impõe respeito, “Aos Verdadeiros”, depois de uma breve intro, inicia com muita energia com “Falsos Comandos”, e segue essa linha no instrumental, muito peso e atitude num trampo que transpira honestidade e conhecimento de causa.
Seguindo temos as participações mais que bem vindas de Marcelo Soldado Nejem (Coração de Herói, Ex- Treta, Korzus) em “Aos verdadeiros”, e de Rafael Camelo (Infecção Raivosa) em “Tenha Fé”, tudo muito bem encaixado e que só veio a somar no contexto geral, a faixa “Lixo informativo” ganhou um clipe muito legal e bem sacado, com direito a veiculação no Hardcore Worldwide.
Clipe de Lixo Informativo
Em resumo, é um disco que vale a pena escutar, produzido por Léo Magma, no Estúdio Magma, que conduziu um ótimo trabalho, apesar de tudo soar bem nítido e no lugar, a produção deixou a sujeira na medida certa e realmente tudo vem direto e muito pesado e caso você curta o estilo vai entender do que estou falando, altamente recomendado, um álbum que se ouve facilmente do inicio ao fim, porrada atrás de porrada, conheça e dissemine, é Santa Morte nessa porra!
Santa Morte é:
FERNANDO VIRUZ - VOZ
FERNANDO MUNIZ - GUITARRA / VOZ
ISMAEL VICTOR - GUITARRA
CAIO RODRIGUEZ – BAIXO
HENRIQUE ARAÚJO – BATERIA



Contato:
Download gratuito do álbum “Aos verdadeiros” (2012)


Por Evandro Sugahara

domingo, 23 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA COM LEGENDÁRIO AMEN CORNER

Andeson Felis é o novo Colaborador do blog COLORADO HEAVY METAL em Curitiba e trará certamente contribuições importantíssimas para nossa causa! Nessa primeira entrevista Felis  contactou o legendário AMEN CORNER para uma entrevista muito legal, feita por quem conhece a fundo o estilo, em especial o Amen Corner!

COLORADO HEAVY METAL

NESSA ENTREVISTA COM A LENDA DO BLACK METAL NACIONAL, O VOCALISTA SUCOTH BENOTH (PAULISTA) NOS FALA UM POUCO SOBRE A TRAGETÓRIA DA BANDA, E SOBRE O LANÇAMENTO DO NOVO MATERIAL, CRISTH WORDWILDE CORPORATION.

1-Saudações guerreiros do Black-Metal, é com orgulho que recebemos o Amen Corner no Blog Colorado Heavy Metal! Gostaria de começar sabendo como a banda esta atualmente, e como anda o Line-Up.
Sucoth - Salve!! A honra é nossa. O Amen Corner está ensaiando bastante devido aos shows que estão marcados para a nossa tour de lançamento do novo álbum. O Line-up conta comigo Sucoth Benoth nos vocais, Murmurio Guitarra base e solos, Mortum Guitarra base, Tonny Shaitan no Baixo e Adriano na bateria.

2-Com mais de 20 anos na estrada, quais mudanças  na cena vocês viram como positivas e negativas nesse tempo para cá?
Sucoth - Muita coisa aconteceu durante mais de duas décadas, muitas coisas boas e ruins aconteceram. Acho que antigamente as coisas eram mais difíceis em termos de divulgação devido a falta da internet, tecnologia, etc... hoje você consegue se globalizar facilmente. Porém, acho que devido a isso tudo, a venda de cds originais também despencaram pois fica muito fácil fazer downloads, etc.. esse é o ponto negativo. E antigamente existia mais união no meio underground. Hoje existe muitas rivalidades e panelinhas.

3-Como andas o lançamento do novo CD? “Christ Wordwilde Corporation”, o mesmo já vem com um DVD e poster?
Sucoth - Estamos bem ansiosos para esse grandioso lançamento, estamos aguardando a chegada do mesmo para esse mês de fevereiro. Já está na fábrica. Sim, o novo CD será em digipack com o DVD e também terá um pôster comemorativo junto.

4-Esse material terá lançamento a nível nacional? Nos fale um pouco como foi desenvolvido esse  trabalho?
Sucoth - Será um lançamento nacional e internacional. Esse novo trabalho foi desenvolvido com calma, com muita precisão, etc... tivemos muito cuidado com os mínimos detalhes, é um álbum fantástico, pesado, mórbido e agressivo. Tem a participação de músicos em algumas faixas, como o Angel ex- vocal do Vulcano, Moloch vocal do Doomsday Ceremony, Chaos Guitarra do Camos e do Baal Anamelech ex-tecladista do Camos.

5-Você e o Tito (Murmurio) estão desde o começo, CD como o primeiro “Fall” ainda soa extremamente atual, qual o segredo desse álbum que tem o clima diferente de todos os outros, oque fizeram lá?

Sucoth - Sinceramente, acho que era pra ser dessa forma, foi natural, nunca tivemos a intenção de sermos únicos e originais, na verdade a gente compôs as músicas as letras e gravamos e no final o Fall Ascension Domination se tornou uma referência até os dias atuais.

6-Ouvi algumas músicas do novo CD, estão muito fortes, composições robustas e letras massacrantes, como é o processo de composição na banda?
Sucoth - É verdade, o novo álbum está muito brutal mesmo. O processo de composição, sempre seguiu seu padrão no Amen Corner, o guitarrista Murmurio faz as composições e criação das músicas eu escrevo as letras e encaixo nas músicas com o eaqueleto pronto, os outros músicos vão preenchendo o corpo. Claro que todos os músicos tem a liberdade de criar também, como foi no caso da música Goddes of Luxury and Carnal Pleasure que foi o guitarrista Mortum que fez a música.

7-Voçês fazem parte da Cast da Cogumelo, selo lendário e pioneiro no metal Brazuca, quais os planos do selo para o Amen Corner? Divulgação a nível mundial? Talvez uma Tour por outros países?
Sucoth - Sim, já estamos fechando uma tour de lançamento do Christ Worldwide Corporation, iniciaremos por Belo Horizonte, Brasil e também vamos tocar em vários países pela América do Sul entre julho e setembro. Faremos bastante divulgação desse novo álbum.

8-Depois de todo esse tempo na estrada, quais os planos futuros? Que venha mais 20 anos??
Sucoth - Com certeza, mais 20 anos, 30.... nossos planos agora, são tocar bastante fazer tour pelo mundo afora. Chegou o momento de finalmente levarmos a nossa música ao vivo pelo mundo todo!!

9-Amigos, agradecemos pela paciência e tempo, o Blog Colorado Heavy Metal fica honrado de ter voçes em nossas páginas, desejamos muita força e sucesso na divulgação desse histórico material!! Deixamos o espaço a disposição para considerações finais.     Hails!!!

Sucoth - O Amen Corner agradece pelo espaço e pelo apoio!!! Obrigado a todos os nossos fans e seguidores, colaboradores espalhados pelo mundo todo. Ave Lucifer!!!!

Por Anderson Felis

BROKEN & BURNT - NOVOS CAMINHOS PARA O THRASH METAL

SÓCIO do blog COLORADO HEAVY METAL Evandro Sugahara é um cara muito antenado como o que rola no underground nacional, principalmente as vertentes mais Thrash/HC!
Nesta postagem, vale a dica dessa excelente banda que vale apena conhecer!



COLORADO HEAVY METAL



Esse material já havia sido enviado há algum tempo, mas devido à correria e outros trampos eu tinha deixado passar batido, mas hoje tava dando uma revisada nas mensagens da Page do blog e me deparei novamente com o link dessa banda e resolvi baixar e ver qual é a do “Broken & Burnt” e seu “Let the burning Begin” (2012)



Em uma descrição oferecida pela própria banda, eles se intitulam “groove metal”, um rótulo que descreve de modo geral o som desses capixabas, realmente eles praticam um som bem moderno, um thrash a La Pantera, com uns nuances de stoner metal, não reinventaram a roda, no entanto são bem honestos no que fazem e vem com um trabalho bem produzido, tudo bem nítido e na cara.
Difícil listar destaques, o disco é bem homogêneo, mas numa primeira audição o que mais agradou meus ouvidos foram às faixas “Hatred song”, pegada bem agressiva e uns breakdowns bem encaixados e “Bleed” com suas referências a música country nos dedilhados de sua introdução e com um solo muito bem sacado.
Um disco legal e que certamente vai agradar quem curte Thrash metal nas suas roupagens mais atuais, Stoner/Southern e coisas do gênero, e claro, algo que me veio de primeira a mente, Pantera! Curti e já joguei no meu mp4, ouçam e tirem suas conclusões!!!
“Let the burning Begin” (2012)
“Stolen” Split EP com Blackslug (2013)


POR EVANDRO SUGAHARA

domingo, 16 de fevereiro de 2014

PETALLOM " THE WINE OF THE NIGHT"

Olá pessoal , seres internautas errantes que as vezes acessam o Blog COLORADO HEAVY METAL,  mais uma vez em alguma madrugada a fora  sinto a necessidade de escrever algo pelo UNDERGOUND...  A banda que falarei hoje é uma Paulista que a meu ver em seu pouco tempo de existência deixou um registro muito interessante e marcante.  Mesmo com essas tantas qualidades do registro que irei “dissecar”,  é difícil ter informações mais precisas desse pequeno clássico nacional. Por tanto,  achei interessante reunir algumas informações e impressões desse álbum que aprecio muito!


 A banda PETALLON na surgiu na ascensão do famigerado Gothic Metal , mais preencheu uma lacuna vaga entre as sonoridades mais obscuras. Eu poderia aqui estar escrevendo sobre inúmeras bandas, mais justamente escolhi o PETALLON para esse momento, pois sua conjuntura arrebatou-me  em um sentimento nostálgico vindo que esteve ligado a minha aprendizagem no Underground. Na época do lançamento do CD “ THE WINE OF THE NIGTH” em uma excursão que partiu de Colorado tive a agradável experiência de acompanhar a banda em uma apresentação promovida pelo programa STAGE DIVING comandado pelo “conectado” Cezinha Crepaldi. O apresentador sempre trouxe shows com bandas de expressividade nacional, atento as novidades soube  contratar sabiamente neste ano  o PETALLON para provocar um choque cultural positivo nos presentes.  Contando com Erick André (Bass), André Campos (Drums), Allan de Augustinis (Guitars na Acoustic Guitars), Fernando Almeida (guitars) e os excelentes vocalistas Marcos Riva (Vocais) e Katia Santana (Soprano), a banda conseguiu fazer um “debut”  cheio de personalidade e atraente para os amantes dos estilos mais Obscuros. A fuga do óbvio torna o trabalho muito agradável de ser escutado, e de cara o que torna mais marcante é o vocal extremamente grave de Marcos e os vocais extremamente clássicos de Katia Santana. O instrumental é permeado de baixos marcantes provindos do gótico é  todo envolto com teclados muitíssimos bem empregados, digo que um destaque a parte, e os violões  dão uma dimensão diferente a música deixando-a em alguns momentos com aquele clima barroco.

Já li em algum lugar que a banda bebe das referencias do Therion, concordo que possa ser uma referencia, mais a sonoridade do grupo não tem muito haver com o som sinfônico do Therion, o Petallom possui uma sonoridade mais gótica e transita com facilidade pelo heavy Metal Tradicional, as camadas de teclados sintetizados não possuem a intenção de ser sinfônico , é simplesmente uma camada que busca uma percepção obscura e melodiosa...
 “Beyond the castle´s door” é a intro que abre o CD e já prepara o ouvinte para a atmosfera que abraça o cd por inteiro. A primeira música “Ashes Garden” contém um teclado hipnotizante que logo de cara ganha o apreciador dessa vertente do metal,  enquanto “Berenice” conta com um belo dueto vocal de Katia e Marcos, essa música revela a conteúdo lírico da banda, abrangendo o período negro de nossa história onde a “Inquisição” queimava as supostas bruxas vivas, nesse caso “Berenice”. “Irate Lizad” pode ser considerada uma obra prima do Gothic Metal, suas melodias e vocalizações são perfeitas,  um violão surge na música dando um ar barroco a abrangência gótica do grupo... é uma penas um grupo seleto conhecer essa música... Destaca-se os solos bem elaborados Allan e Fernando, que nunca tiram o sentido da música, é a aquela história, tocando para a banda... “Dungeon” surge com uma pegada mais forte e novamente  mostra-se  bastante critica em relação as religiões, vale ressaltar nessa faixa a desenvoltura do vocalista Marcos Riva e incorporar os elementos que a musica e letras pedem . ‘’Feelings buried alive’’ é a mais apoteótica, contando com um clima mais “comum” entre as bandas desse estilo, porém mesmo assim possui o brilho que carrega todo trabalho, novamente destaca-se a abangencia vocal e melodia da soprano e do extremamente “grave” vocal masculino. Em “Serenade to sleeper fairy” a vocalista Katia Santana emociona com seus vocais, dando os ares de seu vocal soprano de maneira clássica e lírica, acompanhada por um belíssimo instrumental fazendo a “cama” para essa faixa  que esta além da classificação, pois é uma música além das criticas... “Celibate"  é um ótimo tema que traz todos elementos do cd;  teclados bem empregados, violões,  ótimos solos de guitarra (nessa faixa com mais acentuação) e já cometendo uma injustiça, vale a apena destacar o grande som de baixo que Erick André deixou em todo o cd, sustentando o material com um pegada precisa e pesada, juntamente com o corretíssimo baterista André Campos, que  dentro do estilo mostrou-se bastante funcional e respeitando as linhas ritimicas que o estilo precisa... “Sons of the Light” encerra o cd com uma vocalização mais gutural de Marcos Riva, e mesmo no final os ouvintes são surpreendidos com um refrão cantado em latim pela soprano Katia, encerrando o CD de maneira soberba, um ótimo e originalíssimo álbum do Underground nacional!

Relembrando um pouco as faixas contidas nesse CD, digo que uma cena em particular me chamou a atenção no show no PARQUE DO POVO em PRESIDENTE PRUDENTE (esse parque é um local aberto público para a caminhadas , passeios entre outros..), em muitos momentos durante a apresentação do PETALLON as pessoas que andavam pelas imediações  paravam para ouvir o contraste do HEAVY METAL com o lírico da vocalista Katia... O fluxo de carros ficava lento, as janelas dos prédios próximos se abriam para verificar “opus” da música. Vale ressaltar que ao final podemos escutar o cover da faixa “ETERNAL” do PARDISE LOST, mostrando nitidamente a veia mais “Doom” da banda.

Acredito firmemente que os melhores músicos estão espalhados pelo Heavy Metal e seus subgêneros, chega ser trágico e jocoso bandas  com esta não terem espaço suficiente para mostrar seu som e firmar uma carreira.. No caso do PETTALON acredito que mesmo com a sua breve passagem, deixaram um CD muito interessante para os interessados pelas misturas mais clássicas e góticas. Olho para trás e vejo um excelente registro, que merecia ser lembrado nessa pequena matéria... Assim como outros serão lembrados nessa saga chamada COLORADO HEAVY METAL 

Por Vitor Carnelossi

PETALLOM " THE WINE OF THE NIGHT" - DENISE RECORDS

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA ZERÃO

Batemos um papo com Gabriel Menezes, guitarra/vocal Zerão, banda de hardcore de Santos-SP, os caras estão no corre fazendo seu som e tem muito a dizer, Afundando a Cidade, primeiro registro da banda foi um ótimo cartão de visita, mas tem muito mais pra 2014, como vocês podem conferir logo abaixo!!!



Vamos falar primeiro do "Afundando a cidade", como tem sido a receptividade ao trabalho da banda, qual balanço que vocês fazem a respeito dos resultados alcançados até aqui?
Tem sido ótima, muitos blogs ajudaram na divulgação do CD postando links pra download, e pelo menos no nosso controle do Bandcamp e do Mediafire tá batendo quase 2000 downloads!
Vocês pretendem lançar o disco físico desse trabalho? Porque a banda optou pelo lançamento digital?
Com certeza! O lançamento digital é uma maneira de espalhar nosso som, pra gente não faz sentido tentar privar o som da banda de alguma forma, quanto mais acessível e quanto mais acesso melhor, independente da existência do CD físico ou não sempre terá um link gratuito para baixar nossas musicas. O CD físico não existe ainda por falta de dinheiro mesmo, queremos fazer ele prensado com encarte e tudo mais, então é algo que está na fila de prioridades da banda no momento, esperamos conseguir em breve!
Pra quem ainda não teve oportunidade de ver o Zerão ao vivo, como você descreveria uma apresentação da banda?
Não sei cara, depende do olhar de cada pessoa eu acho, o que posso dizer pra você é que é sincero, a gente toca porque gosta.
Vocês fizeram um ótimo clipe para P.A.P.M.A.(inclusive, parabéns pelo trampo!!!), rolando até veiculação no Hardcore Worldwide, conte-nos como foi a experiência de gravar um clipe e quais as dificuldades de trampar no do-it-yourself?
Acredito que existam dificuldades, mas pra ser sincero nem consigo cita-las, quando quiser fazer algo, faça, nada é impossível, nada é inatingível. O clipe foi feito na raça graças a ajuda de muitos amigos, principalmente no dia com a arrumação, limpeza, iluminação, equipamento etc. Nada que algumas câmeras emprestadas, uma vontade monstra de fazer acontecer e alguns amigos não resolvam.
Curto particularmente as temáticas envolvidas nas letras do Zerão, o bom (ou não) do Brasil é que não falta munição para as bandas de hardcore, aproveitando a deixa, descreva pra gente como se dá o processo de composição de vocês e o que os influencia na hora de compor?
Indignação eu acho. Não fazemos musicas para tentar ditar a verdade, fazemos musicas pra deixar uma opinião, todos temos opiniões, alguns concordam outros não, mas só de levantar um assunto a ser discutido já acho algo interessante. O problema do brasileiro é o comodismo e a falta de repertório que cria um desinteresse em abrir os olhos e enxergar quanta merda errada acabou virando aceitável no país.



Li na página da banda que 2014 tem disco novo, vocês já têm uma previsão pra esse lançamento? Tem como adiantar algo a respeito desse novo registro? O que podemos esperar do Zerão 2014?
Ainda não temos ideia de quantos sons vão compor esse novo trampo, mas posso adiantar que estamos muito empolgados com as novas musicas. Uma delas será a própria PAPMA, então da pra esperar alguns sons similares principalmente em relação ao instrumental, assim como a gravação/mixagem que em minha opinião está mais bem gravado que as musicas do afundando.
Pela terceira vez vocês estiveram tocando em Curitiba-PR, e fizeram o rolê de carro, num bate e volta insano, além de músicos vocês também são grandes aventureiros, a vida na estrada sempre rende boas histórias, tem alguma em específico que marcou a trajetória da banda até aqui?
O bate e volta mesmo foi no 1° show, nos dois outros conseguimos dormir por lá graças a uma parte da família do Victor e do Fellipe que mora em Curitiba. Fazer esses roles sempre rende risadas e sempre uni ainda mais a banda, então mesmo que seja correria, cansativo não chega a ser um incomodo, pelo contrario é de longe o maior dos propósitos da banda!
Como vocês se mantém motivados a continuar os corres que tocar um som underground no Brasil exigem, visto que toda banda de qualquer vertente passa por diversos perrengues pra se manter na ativa em nosso país, principalmente levando em conta o grande número de bandas que surgem a todo momento por aí?
Acho que essa pergunta está respondida na de cima, fora isso o fato de conhecer gente nova e fazer novas amizades!
Pra não perder o costume, mande aí o top Five do Zerão, quais os cinco melhores álbuns de todos os tempos pra vocês?

Gabriel: de todos os tempos é impossível dizer, mas que atualmente não paro de ouvir 
Propagandhi - Failed States
Stick to Your Guns – Diamond
Close Your Eyes – Empty Hands and Heavy Hearts
Same Flann Choice – Pelo Hardcore
Get the Shot – Perdition

Victor:
The Ghost Inside - Returners
Misery Signals - Mirros

Poison The Well - You Come Before You

Killswitch Engage - Alive Or Just Breathing

Parkway Drive – Atlas


Renan:
Ratos de Porão – Brasil
Dead Fish- Sonho Médio

Parkway Drive  - Horizons

Trash Talk - 119

Dinosaur Jr - Where You Been


Fellipe:
Parkway Drive - Deep Blue
Despised Icon - The Ills of Modern Man
Emmure – Felony
The Acacia Strain – Wormwood
Pink Floyd - The Dark side of the Moon


Bom gostaria de agradecer pela atenção e disponibilidade, saindo o disco novo nos falamos novamente e reservar esse espaço final pra vocês fazerem suas considerações finais. Valeu!!!
Queríamos agradecer a você pelo convite Evandro Sugahara e parabéns pelo blog ajudando bandas independentes! De resto muito obrigado a todos (pessoas e bandas) que admiram e ajudam a gente de forma sincera, cada um que perdeu 10min do seu tempo mandando mensagem pra gente no inbox, que colaram nos shows que sempre cobram camiseta e CD, ficamos pasmos com a quantidade de pessoas que perguntam sobre o CD físico, vamos trabalhar pra conseguir esse feito e assim que possível disponibilizar pra quem além de ter as musicas no pc/mp3 queira ajudar e ter a parada em mãos com encarte e todo o resto. Um salve pra galera de Votorantim/Salto/Sorocaba que estão sempre por perto e ajudaram nós a realizar o primeiro clipe da banda, é reciproco!



Ou então baixe o “Afundando a cidade” 


O Objetivo do Blog COLORADO HEAVY METAL é divulgar na nossa cena do norte do Paraná, e de forma muito prazerosa também apoiar as ótimas bandas que o Underground Brasileiro possui!  

Interessados em divulgar seu material entrem em contato:

evandro211@live.com - vitorcarnelossi@gmail.com

COLORADO HEAVY METAL

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA COM FÁBIO ANDREY - THE MIST / INSANITY

O Blog COLORADO HEAVY METAL foi formulado no início para colocar nossas bandas, ações e memórias em um ambiente onde através dos mecanismos de pesquisa fosse possível alguém ver que nessa pequena cidade reside também o Underground. Não demorou muito, através de colaboradores e amigos começássemos a colocar algumas bandas e músicos que gostamos em algumas matérias. Foi em uma matéria dessa feita para somar a história do grande, porém  “fora de catálogo” THE MIST que  eu tive o prazer de conhecer Fábio Andrey. Com muita educação e humildade simplesmente esse cara entrou em contato conosco nos revelando ter sido guitarrista do THE MIST e frontman do INSANITY, banda “cult” do cenário nacional e conhecida internacionalmente.  É com muito prazer que hoje entrevistamos Fabio, deixando em aberto para algum navegante da grande rede a busca de informações sobre essas banda tenham essa entrevista para saber como anda e o que pensa esse pioneiro do Heavy Metal no Brasil, hoje residindo na França, em uma cidade que prefiro não tentar escrever  rsrsrsrsrsr.... Ahhh... dei uma errada quanto a turnê que o Fábio fez com o The Mist, mais não editei... Afinal nossa galera apenas gosta de um bom pate-papo!
Muito Obrigado Fabio por sua contribuição, um grande abraço em nome de todos os fãs de INSANITY E THE MIST e em especial do COLORADO HEAVY METAL!

Fábio Andrey - 2014
1 – Fabio, conte para nós começou a sua Trajetória dentro da música. Como você começou a curtir Rock / Heavy Metal?
Eu comecei a ouvir musica”pesada” rock em geral la pelos idos de 1982 com o creatures of the night do KISS... em 1987 eu era vizinho do vocalista da banda Anesthesia (manaus) e estudava com a irmã dele…foi dai que começou meu interesse em tocar. O anesthesia nesse mesmo ano abriu para o sepultura e tinham um grande nome na cena local, eles ate chegaram a ensaiar em minha casa (mas a vizinhança não gostou muito)
Nesse mesmo ano formei minha 1ª banda o Devastor que praticamente tocavamos so covers… fizemos somente duas apresentações , que me marcaram muito: 1ºpor ser minha estreia em palcos e 2º porque eram os anos 80 a decada do Boom do Metal….
No fim de 88 mudei de bairro e lá conheci o marcelo sanches e o irmão dele e fizemos o embrião que hoje é o Mystical vision (na epoca se chamava executor).

2 – No longínquo ano de 1990 o Heavy Metal no Brasil ainda gatinhava, no entanto você já estava integrando o INSANITY lançando a Demo Tape “ In Search of Reason”,  como era integrar uma banda de Heavy Metal nessa época?
Era muito toscos (rs) o Insanity era de fortaleza , mudei pra lá em 1990. Sai de Manaus (zona franca) onde tinhamos mais recursos de equipamentos e em fortaleza era tudo “nas coxas” o que valia era a força de vontade. Mas por outro lado a gravação da demo foi feita em um otimo estudio que contribuiu muito com a qualidade sonora ( para a epoca)

3 – Fora do eixo Típico do Metal nacional, São Paulo e Belo Horizonte o INSANITY  surgiu em Fortaleza /CE, você acredita que isso provocou uma sonoridade diferenciada  nas composições  da banda,  pois  pesquisando algo antigo da banda em “Cryogenization” caminhava ao Death com mais peso e “groove”, distante da sonoridade mais ríspida das bandas de BH...
Bh influenciou muito o resto do Brasil…BH era a bay area brasileira, muita coisa boa vinha de lá. O insanity na epoca alem das influencias de BH , tinha muita influencia da Bay area (forbidden, metallica) e do death metal da florida (death) e pegavamos um pouco de tudo e botavamos mais nossa cara. Alem de no nordeste ter excelentes bandas de death metal como headhunter e o obskure.

Phobia é considerado um Clássico Nacional, vanguardista na mistura de elementos
do Metal Industrial 

4 – O CD de estreia do INSANITY  “Phobia” pode ser considerado um clássico nacional, tanto que foi relançado e esta novamente a venda. Passado tantos anos, como você  analisa esse trabalho que contou com sua guitarra e voz estando  até hoje no interesse do público?
Eu fico realmente feliz… pois foi uma epoca dificil, sofriamos muito desse”preconceito” de não ser do Eixo do mal…. Alem da velha desconfiança dos “bangers” do nosso estado. 20 anos depois acho que estamos tendo um reconhecimento (mesmo que tarde).

5 – Nesse período em que o INSANITY estava em pleno crescimento, você recorda-se de alguma banda em que dividiram algum show em especial?
Tocamos com os grandes da epoca: Dorsal, the mist, genocidio, sepultura, rottin christ e muitas outras

Foto de Divulgação do CD PHOBIA
 6-  O INSANITY carrega o título de ser uma banda pioneira por adicionar elementos  de “Metal Industrial” no Brasil. Na época quais eram  as referencias em buscar uma nova sonoridade para banda?
Isso veio mais do George(baixista) ele escutava muito ministry, neurosis.. eu tambem gostava , acho que todos gostavam e foi facil ir por esse lado

7 – Após esse CD você saiu da banda, o que aconteceu?
Eu sai porque fui convidado a tocar no the mist

8 – Qual sua opinião sobre o CD “Mind Crisis” ?
Acho um disco muito foda, não gosto muito dos vocais…mas acho um disco muito a frente do seu tempo.
Ainda participei das composições e a capa sou eu heheheheh

Gottverlassen  Tour
9 – Como se deu a sua entrada no  The MIST?
No lançamento do phobia nos tocamos com o the mist em fortaleza foi ai que conheci os caras… meses depois o cassiano(vocal) veio passar ferias em fortaleza e nos tornamos amigos.
Eles me viram tocando e em uma conversa informal com ele eu disse(se precisar de uma segunda guitarra to aqui)
Um mês depois eles me ligaram e falaram para eu tirar as musicas (25 no total) duas semanas depois eu já estava em são paulo ensaiando.

10 – Justamente nessa fase o THE MIST seguia uma linha composições com bastante elementos Industriais, pelo seu trajeto com o INSANITY isso facilitou seu e ingresso na grupo?
Quando entrei eles já estavam deixando o lance industrial… foi facil pra mim pq eu já era fã da banda …tirei rapido as musicas com um mês já estavamos tocando, meu 1º show com eles foi em vitoria com o siecrist do meu grande amigo adriano scaramussa.

11- Quais as experiências em tocar ao vivo com uma com a história do THE MIST até então?
Foi meio que surreal heheheh ta dividindo o palco com o jairo e o cristiano foi muito foda.
Mas o melhor para mim eram os ensaios… tocar velhas musicas com eles foi um sonho realizado
Uma vez tocamos bestial devastation, troops of doom e morbid vision (rs) o jairo não lembrava e eu passei as musicas pra ele e eu disse : to te passando tuas musicas vê se decora (rs)

Show em Santo Anastácio / Gottverlassen Tour

12 –Na Turnê do "Ashes to Ashes, Dust to Dust" a galera de Colorado-PR foi em um show em Santo Anastácio – SP onde  a galera ficou extremamente empolgada com a performance da banda, após tantos anos você lembra da empolgação com que a galera, em especial de Colorado?
Foi na tour do gott isso… pra mim  foi o melhor show que fiz com o the mist… tudo estava perfeito, grande publico!!
A galera de colorado foi uma coisa mais de amizade não de fã…me identifiquei muito com eles e nos tornamos amigos, almoçamos juntos tiramos fotos e quando tocamos eles estavam na minha frente ao lado do palco , me dando apoio (isso não esqueço jamais)

13 – Digo isso, pois após esse show , o pessoal aderiu a banda e sempre continuou escutando o som, e isso passa de geração para geração. Após esse show eu (Vitão) , e outros que surgiram depois de mim, mesmo nunca tendo visto a banda ao vivo, continuam a curtir THE MIST...
Show em Santo Anastásio - Fotos Peru
Fico mesmo honrado… foi uma pagina inesquecivel na minha vida… grandes amigos!!
14 – A banda encerrou as atividades de certa maneira precocemente , li alguns comentários  que havia planos para uma segunda parte do "Ashes to Ashes, Dust to Dust", isso é verdade, vocês já tinham material composto?
Estavamos começando, mas nada de concreto…

15 – Hoje você reside na França e não me arrisco a dizer o nome da cidade (hehehehe), você mantem contato com o pessoal do INSANITY e THE MIST, existe algum horizonte futuro para alguma reunião?
A cidade é malesherbes (heheheh) eu tenho cojntato com todos…. Talvez um dia quem sabe.
Do insanity falo muito com o george e o bruno o alberto não gosta de rdes sociais(hhehehehe)
Eu falo com toda a familia the mist com exceção do cassiano(já não falo com ele a 18 anos)
Falo muito com o aldrin (filho do cristiano) que é baterista igual ao pai  no GOVERNATOR INSANE com a mãe dele tambem a Vanda Guimaraes (a maior fotografas de bandas do Brasil)
O cristiano tambem não gosta de redes socias e falo quando da com o Jairão

Fabio Andrey (INSANITY - THE MIST)

16 – Você  até me enviou algum material que você esta compondo para um futuro projeto e eu achei bem interessante, quais seus planos futuros em relação a música?
Isso!! To com dois projetos… 1 é o into the storm que to fazendo tudo sozinho, é mais pra
Compor e fazer o que quero  e gosto.
O outro é o front line terror com um grande amigo de fortaleza o Paulo  (wide open mind) é um projeto de Hc e metal e vai ter participação de uma galera :leo Mamede(a trigger to forget), marcelo sanches (mystical visio) e outros

17 –  Gostaria que você listasse seus álbuns favoritos!
Meus albuns favoritos …vou fazer o top 5
1 Sepultura- Schizophrenia   
2 slayer - Reign in Blood
3 korn- korn
4 soulfly – dark ages
5 seputura - roots

INSANITY - Do Nordeste do Brasil para o Mundo
Fábio: Vocal/Guitarra
18 – Gostaria de agradece-lo por sua participação em nosso  humilde Blog, tenho certeza que esse material será lido por outros admiradores  de bandas que participou, deixo o espaço aberto para suas considerações finais!
Bom … eu que agradeço pelo apoio e espaço pra contar um pouco da minha historia no metal… resumida mas objetiva (rs)

Obrigado a todos de colorado…prometo que um dia vou ai visita los . grande abraço!!

Por Vitor Carnelossi

domingo, 2 de fevereiro de 2014

ESPECIAL “ CENA NORTE PARANAENSE” PARTE 2

Continuando nossa saga de relatar o que rola e o que rolou na nossa região do norte paranaense, aqui vão mais algumas bandas que fazem parte dessa história. Vamos procurar sempre explorar  e dissertar  essas bandas sempre que puder... E relembrando, nosso principal objetivo é documentar a cena e criar conteúdo de pesquisa para os interessados!
Acompanhem também a Parte 1 :

TRAGEDY GARDEN

CD destaque na Roadie Crew , até hoje produzindo interesse pela banda...
As canções obscuras do TRAGEDY GARDEN saíram de Colorado de maneira singular para somar com a cena paranaense. A banda tem como base o  Doom Metal, mais flerta  facilmente suas composições com o  Heavy,  Death, Black e  Gótico. O grupo sempre teve uma boa aceitação pelo público de outras vertentes do Metal  pela sua versatilidade e composições bem construídas. Dentro dos gêneros mais melancólicos O TRAGEDY GARDEN sempre é lembrado pelos apreciadores de Doom Metal pelo seu “metal sombrio” e por sua pequena , porém criativa discografia.

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CORE

Lançamento primordial para uma nova visão do Grindcore Brasileiro!
Grandes centros urbanos, caos, poluição, sufocamento social... O pioneiro CORE colocou isso tudo misturado com muito Grindcore e grandes doses industriais no seu único cd “THROUGH CHAOS AND DISHARMONY”. O grindcore aqui por eles apresentados não é aquele mesmo debulhado pelos mestres Napalm Death ou Terrorizer, o  CORE levou o som ao caos desenfreado misturado a uma base de certa maneira atmosférica e fria... Pode-se dizer que o  som bem singular serviu de referencia para o SUBTERA, banda que surgiu das cinzas do CORE. Enfim, podemos dizer que o CORE fez uma lançamento importante para colocar Londrina em visibilidade nacional.

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SEX HANSEN

Sex Hansen ao vivo, fazendo "escola" em Maringá
Na explosão mundial do Sepultura o Thrash Metal ficou em evidencia, e diretamente de Maringá a banda Sex Hansen marcou  o Undreground em nossa região. Fazendo um Thrash que alternava entre o visceral e o groove ...A banda segundo relatos  tinha um futuro muito  promissor, mais acabou ficando apenas na promessa  porém deixando uma importantíssima DEMO que documenta essa época . Esse grupo também contava com o Junior  que viria a ser proprietário do Tribo´s Bar em  Maringá, que para o bem ou mal foi o único local  por algum tempo a comportar bandas “pesadas” nas noites da grande Maringá.
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ABUSO VERBAL

Abuso Verbal nos tempos da torturante  demo "Seu Castigo"... em Mandaguaçu!
Representando Mandaguaçu o  Death/Grind  apresentado pelo ABUSO VERBAL  buscava um horror lírico e musical que foram plenamente apresentados nas Demos “Seu Castigo” e “Podridão”. Com um som direto e sujo a banda nadou contra a maré no Underground fechado e pouco receptivo da região, mais deixou uma subversiva obra para os apreciadores da “podreira”.  Pode-se dizer que o ABUSO VERBAL era o nosso Brujeria Paranaense.! Hoje um pouco dessa sonoridade pode ser conferida na nova banda Curitibana RETALIAÇÃO INFERNAL, que conta com o altamente ácido “FELIS” na guitarra, principal compositor do ABUSO VERBAL...
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HOLDER

Holder  indo longe na divulgação pelo Norte e Nordeste do Brasil... 

A banda mais ativa do norte paranaense também é a mais brutal da cena. Influenciada por Krisiun e outras da safra do Brutal Death Metal a banda Holder levou o metal extremo ao real sentido da palavra. Ultra-veloz , caótico, sem qualquer gentileza na sonoridade,  a banda despeja em sua discografia musicas letais aos sedentos pelo metal mais extremo.  O HOLDER conquista a cada lançamento mais espaço  no metal nacional e pode ser considerado um grande representante brutal do Metal Extremo Brasileiro.
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DISMAL FORESIGHT

Conceito e sonoridade unidos na visão do saudoso DISMAL FORESIGHT
O Grupo  de Maringá de Brutal Death Metal, emergiu do underground com a clássica Demo “Shadows the Wisdom” recheada com um Death Metal ultra-veloz porém com passagens de riffs e solos que remetiam a algo do mestre Chuck Sckuldiner. Guiados por uma bateria extremamente rápida e vocais  bem colocados o DISMAL FORESIGHT possuía algo partidário no underground e um conteúdo lírico bem interessante , sem dúvidas a safra das “antigas” a mais consciente da cena durante sua existência.
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NO BLEST

O Power Trio Brutal de Maringá marcou a cena com seu Death Metal técnico
Em resumo...Death Metal Técnico e brutal.  O NO BLEST foi uma grande banda bem conhecida dos “bangers”  da região, sempre fazendo ótimos shows e consolidando o Death Metal na cidade de Maringá, que realmente foi um celeiro de ótimas bandas do estilo. Em comparação ao HOLDER e ao DISMAL FORESIGHT pode-se dizer que o NO BLEST apostava mais na técnica e variações de andamentos lembrando a escola de bandas como SINISTER e SUFFOCATION, Com um pouquinho de pesquisa é possível curtir o som dos caras na Net e sacar o um capitulo do Metal Extremo Norte-Paranaense.
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SPIRIT´S BREEZE

Monstruoso vocal da bela  Camila Scarelli  a frente SPIRIT´S BREEZE
A Brutalidade e rispidez apresentada por esse grupo de Londrina chegam a ser estonteante. Músicas rápidas e agressivas com todas as características do Brutal Death Metal  é o resumo que podemos dizer do SPIRIT´S BREEZE. Contando com o Vocal da bela Camila Scarelli o grupo  é tido como expoente de White Metal desafia o preconceito com um verdadeiro massacre sonoro que segue a cartilha  a risca de como se fazer Death Metal  com algumas pitadas de Grindcore...  Rápido, brutal... brutal....
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DISTANASIA

Inquietude na cena de Maringá, sempre envolvida ativamente no underground...
Representando o lado HC/Crust/ Punk com boas pitadas de Grindcore, em Maringá o DISTANASIA investe nessa caminhada Underground cheia de ideologia e inquietude contra as “mazelas sociais” que nos acometem nos dias de hoje. E algo sempre bem vindo nesse tipo de som é a ideologia punk/hadcore  de protestar através das musicas. O Pessoal do DISTANASIA já possui material gravado e seguem com perseverança na complexa cena do Norte Paranaense...  

Por Vitor Carnelossi 

Contato: vitorcarnelossi@gmail.com

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COLORADO HEAVY METAL

sábado, 1 de fevereiro de 2014

ESPECIAL HC – A NOVA CARA DO HARDCORE NO BRASIL

Quer mais underground que um blog em um mundo dominado pelas curtidas do Facebook... estamos correndo por fora!

COLORADO HEAVY METAL!

ESPECIAL HC – A NOVA CARA DO HARDCORE NO BRASIL
Seguindo com a empreitada de retratar as novas caras da cena HC brasileira, trazemos a vocês essa entrevista com a banda Surra, falamos com o baterista Victor, que mandou o seu recado na humildade, mostrando do que é feito o underground!!! Confiram aí logo menos o que o cara tem a dizer!!!
Evandro Sugahara



Antes de tudo, muito obrigado pela disponibilidade em nos conceder esta entrevista, gostaria de começar perguntando, como surgiu a banda e em que circunstâncias foi escolhido o nome Surra? (Apesar de o som de vocês ter muito a ver com o nome da banda).
Victor: Que isso cara, obrigado você pela oportunidade dessa entrevista.
O nome da banda veio de uma expressão que a gente usava bastante para classificar um som 'foda', tipo 'essa música é uma surra!'. Foi meio que por aí, daí casou legal com a nossa intenção de dar uma 'surra sonora' nos ouvidos da galera, e ficou por isso mesmo.
Já acompanho o trabalho de vocês desde os tempos de Like a Texas Murder e curto muito o direcionamento musical e a evolução apresentadas no EP Bica na cara, conte-nos como se dá o processo de composição do Surra, que tipo de inspirações e influências vocês utilizam em suas músicas?
Victor: Nosso esquema de composição varia muito. Às vezes alguém chega com a ideia de uma letra, que acaba tomando forma de música, outras vezes alguém chega com uns riffs que depois a gente coloca umas palavras por cima. Depende muito. Ultimamente, a gente está dando mais valor para o 'conceito' das músicas. Tipo, a gente quer expressar uma ideia x com isso, então vamos seguir nessa direção.
Em questão de influências, o Surra é uma banda totalmente aberta para qualquer ideia. Como a gente não tem um 'rótulo' definido, acabam entrando fragmentos de ideias de todos os lados. Rola uma parte pesada porque a gente curte Paura pra caralho, daí rolou um blast beat na 'Vida de Babaca' porque eu ouço Morbid Angel para cacete, e por aí vai...
Devo ressaltar que a produção do EP ficou ótima, muito pesada e com sujeira na medida certa, a banda assina a produção juntamente com Ivan Pelliciotti, estar envolvido diretamente com o processo de produção torna as coisas mais fáceis?
Victor: Acho que o segredo é trampar com pessoas que você tem intimidade e não ser orgulhoso demais. Aceitar críticas, ser esculachado por algo que não funciona, etc, isso tudo faz parte do processo, então nunca se pode ficar puto da vida com essas coisas.
No 'Bica na Cara' fizemos do nosso jeito, mas talvez em algum lançamento futuro role de ter algum produtor de fora junto. Às vezes é importante escutar as opiniões de alguém que veja tudo de fora para conseguir evoluir ainda mais.
A cena da baixada santista é muito forte, muitas ótimas bandas atuam por lá, como vocês analisam o underground de sua região e do país em geral, principalmente no que tange a cena HC em geral?
Victor: Acho que a cena HC underground é absurdamente produtiva. Você vê os caras na Europa e nos EUA fazendo as coisas e pensa que aqui, mesmo com uma série de dificuldades financeiras e de infraestrutura, ainda conseguimos replicar grande parte das coisas. Todo mundo que é do rolê sabe o perrengue que é se transportar de um lugar pra outro, ter equipamentos decentes para fazer um som, etc. Mesmo com todas as dificuldades, existem milhares de bandas e uma cacetada de gente disposta a se ajudar para fazer a coisa acontecer.
Considero que todos que se dispõem a embarcar nessa doideira já estão enfiando um dedo do meio na cara da sociedade, algo como: 'olha só, vocês disseram que é difícil, impossível, mas estamos aqui fazendo um som, construindo amizades e conhecendo lugares novos, fodam-se todos vocês'.


O EP Bica na cara é distribuído por três selos diferentes, fechar boas parcerias hoje no underground é uma tarefa árdua, que dicas vocês dariam pra quem quer lançar seu trabalho de forma eficiente mesmo com poucos recursos?

Victor: A principal dica é acreditar no seu próprio trabalho e não desistir. No underground sempre vai ter alguém disposto a te ajudar se você se mostrar apaixonado pelo que faz. Sempre é difícil, até porque todos que estão nesse meio são fudidos de grana, mas isso é o que menos importa, acha-se um jeito. O importante é não ter pressa e fazer as coisas do jeito que se acha o mais correto possível.
Como é poder dividir o palco com grandes nomes como Hirax, Sepultura, Attomica, Cruel Hand...etc e poder ver o som do Surra chegando a tantos ouvidos diferentes Brasil afora?
Victor: É sempre animal poder conhecer as pessoas por trás das grandes bandas que admiramos, e é óbvio que isso ajuda bastante na divulgação do som,  mas isso nem é o mais importante pra gente. Claro que é legal tocar em eventos de grande porte, com uma aparelhagem bacana e tudo mais, mas a gente fica feliz do mesmo jeito tocando em um lugar extremamente underground para meia dúzia de malucos. A gente só tem a agradecer os organizadores de shows por chamarem a gente pra esses rolês com bandas gigantes, nós sempre apredemos muito.
A gente sempre fica surpreso com o quanto o som está espalhado por aí. Eu acho isso muito foda, saber que alguém que nem me conhece consegue se identificar com uma letra que expõe alguns fragmentos do meu pensamento. Outro dia eu recebi uma mensagem de um cara da Indonésia falando que curtiu nosso som. O cara mandou um e-mail falando que mora em uma cidade que rolava uns atentados terroristas e o caralho a quatro, e falou que curtiu demais o som. Porra, isso fez o meu dia. Poder saber que eu pude estabelecer uma conexão com uma pessoa que mora do outro lado do mundo e ainda compartilhar um pouco de nossas realidades fudidas.
Acompanho a Page da banda e vocês publicaram recentemente que estão trabalhando em músicas para um novo disco do Surra, o que vocês podem adiantar sobre um novo trabalho e o que podemos esperar dessas novas músicas? (Inclusive em apresentação com o Sepultura no dia 17 de janeiro Santos-SP foram apresentados dois novos sons.)
Victor: Estamos com algumas composições aí na manga para lançar outro EP e, talvez, mais tarde tramparemos em um full.

As coisas novas estão acho que com ideias muito mais focadas. Nós amadurecemos (ainda bem), e com isso as letras e questionamentos vão ficando melhores. Vamos tirar muito sarro de nós mesmos nesse novo trampo e, claro, expôr todo tipo de bosta que a gente dá de cara diariamente.

Em termos instrumentais, a gente curte bastante coisa diferente e isso aparece bastante no resultado final. Acho que a definição ideal do som seria tipo um Ratos de Porão misturado com Claustrofobia. É a contestação e a maloqueirice do hardcore/crossover misturados com a velocidade e a ignorância do metal.
2014, ano de copa, obras superfaturadas, alienação futebolística e tudo mais, vocês acham o que disso tudo? Teremos bem mais que “30kg de merda” no ventilador?
Victor: Esse período é o mais 'me engana que eu gosto' da história do Brasil. O cara que acreditou que a Copa iria trazer algum benefício ao povo brasileiro é um puta de um alienado do caralho ou um fanfarrão no melhor estilo Luciano Huck. Como sempre, tivemos a chance de trabalhar em um monte de questões importantes, uma série de obras que poderiam beneficiar toda a população, mas é claro que quem manda de verdade no Brasil não iria resistir a essa chance de ouro de sugar o máximo possível de dinheiro e poder.
Só você ver as sedes escolhidas para a Copa. Cuiabá cara. Porra, vai fazer um estádio de 40.000 pessoas lá para quê? É tudo politicagem. No nosso país é cada um por si e que se fodam os outros. Enquanto vai ter gente em hotel cinco estrelas, rodeado dos melhores comes e bebes, outros vão estar no busão apertado, se fodendo para chegar ao trabalho e aceitando tudo isso calado, porque o povo é impotente. Tem que aceitar toda essa merda quietinho, senão já leva-lhe uma borrachada na cara pra ficar esperto. Vai ser um ano como qualquer outro. Os ricos vão ficar mais ricos e o resto vai continuar se fodendo.
Seguindo a tradição do blog em plagiar a Roadie Crew, gostaria que listassem os melhores álbuns na ótica do Surra, um top Five da banda.
Victor: Putz cara, eu curto coisa para caralho, mas vou tentar listar os álbuns que mais são relacionados com o som que a gente faz:
Slayer - Reign in Blood
Slayer é Slayer. Clássico absoluto da música. Esse disco fez a base para tudo o que veio de desgraçado depois.
Sepultura - Arise
Esse é o Sepultura em seu ápice. É assustador escutar esse disco. Tudo nele é monstruoso, bem feito e absurdamente encaixado.
Pantera - Vulgar Display of Power
Um monte de gente torce o nariz para o Pantera, mas porra, não dá. Esse disco é exatamente o que aparece na capa: um soco na cara.
Racionais MC's - Nada Como Um Dia Após o Outro Dia
Melhor álbum de rap nacional de todos os tempos. As letras dos caras são do caralho e uma grande inspiração pra gente.
Raimundos - Raimundos
Como que uma banda podre dessas já foi a maior do Brasil? Porra, isso é sensacional. As levadas pesadas e as métricas de vocal retardadas são até hoje uma puta influência.
Novamente obrigado pela atenção e reservo este espaço para as considerações finais de vocês!
Victor: Valeu você pelo espaço! Esperem aí que teremos muitas novidades em 2014!

Por Evandro Sugahara...

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