domingo, 25 de setembro de 2016

PASTORE – O VOCAL NACIONAL ATINGE A EXCELÊNCIA

Um dos maiores vocalistas da história do rock (leia-se predominantemente heavy metal) brasileiro de todos os tempos. Técnico, preciso, maduro. Nosso entrevistado de hoje, Mario Pastore, possui uma longa trajetória sendo a voz de grandes bandas do rock brazuca, como Acid Storm, Tailgunners, Delpht, e atualmente divide seu concorrido tempo entre as bandas Pastore e Heaviest, entre outros afazeres profissionais.  É possível afirmar que Mario Pastore tem bagagem e recursos técnicos para ser o frontman de qualquer banda de rock mundo afora, sendo mais um nome exponencial do rock brasileiro. Pastore recebeu ao ColoradoHeavyMetal de maneira muito solícita, e compartilha conosco a partir de agora capítulos de uma carreira vitoriosa, reconhecida por quem tem que  reconhecer, que são seus fãs e os amantes do heavy metal. Ok? Preparados? Com vocês, Mario  Pastore, um monstro do vocal nacional:

1-Pastore, seus discos The Price of the Human Sins, de 2010, e The End of Our Flames, de 2012, são considerados pela crítica especializada verdadeiras  aulas de heavy metal.  Tal resultado tem relação com suas experiências e bandas anteriores, ou você optou por uma proposta pontual que soasse como um ponto de partida para novos horizontes?
MP-Na verdade fãs me diziam que eu deveria ter trabalhos solos que tivessem mais peso de acordo com minha escola do Heavy Metal Tradicional e assim nasceu o estilo do Pastore e, claro, trouxe em minha bagagem toda essa pegada.


2-Nestes dois trabalhos, você manteve os excepcionais Raphael Gazal (tocando uma insanidade..) nas guitarras e Fábio Buitvidas na batera (técnica apuradíssima....). Como frontman, qual a importância de olhar para o lado/pra trás e saber que tem este poderio segurando a onda e quebrando tudo?
MP-Eles foram essenciais naqueles dois discos com certeza e juntos fizemos um bom trabalho, são músicos talentosos, o relacionamento pessoal não posso dizer o mesmo, por isso não estamos mais juntos, mas reconheço a importância deles e sempre disse isso.

3-O disco The End of Our Flames foi finalizado por um técnico sueco. Alguma razão específica?
MP-Sim, procuramos o trabalho do Plec por indicação do meu amigo German Pascoal e sabíamos que ia ficar fantástico e ele fez um ótimo trabalho!! Queríamos uma melhor qualidade de masterização e conseguimos.

4-Sua música é energética, encorpada, que remete o ouvinte ao supra sumo do heavy e power metal tocado no mundo, onde na Alemanha encontra uma de suas veias mais latentes. Quais suas referências musicais?
MP-Minhas influências são Bruce, Halford, Dio, Tate, mas ouvi e ouço as bandas antigas da Alemanha como Grave Digger, Running Wild, Primar Fear, então tudo isso veio para agregar.

5-Seu talento o credenciou a participar de vários tributos à nomes consagrados do metal mundial, gravando How Many Tears, no Tributo ao Helloween, Two Minutes to Midnight, num Tributo Argentino ao Iron, Final Embrace, no tributo ao Primal Fear e Fucking Hostile, homenageando ao Pantera, sempre, via de regra, roubando a cena por interpretações avassaladoras. Somando-se a isso sua participação no Show que celebrava 06 anos sem Dio, a que você atribui o convite para tais desafios, e como você se sente podendo homenagear verdadeiras lendas do rock mundial?
MP-Acho bem legal porque é uma forma de agradecer o que aprendi com esses mestres, agradeço pelo elogio porque sempre procuro cantar as músicas da melhor forma e perto do que foi feito no original.

6-Você é a voz também da excelente banda Heaviest, que pratica um prog-metal de ótima qualidade, com músicos refinados e sonoridade intrincada. Nowhere é um disco excelente, com versão européia, e a banda agora se prepara para um tour pela Argentina. Artilharia ajustada? Compartilhe com nossos(as) leitores(as) como está sendo participar desta banda já com um bom tempo de estrada, e a expectativa para tocar para um público fanático como o argentino;
MP-A Heaviest é uma família pra mim, amo cantar nessa banda e estamos trabalhando muito, eles estão comigo também em algumas músicas do Pastore novo e estamos no estúdio do  Marcio Eidt (guitarrista e produtor), tocamos juntos e estamos sempre juntos dando boas risadas!! E após o show com o André Mattos embarcamos para a Argentina dia 06 de Outubro para alguns shows!! E será fantástico!!

7-Você trabalha há anos ensinando novos vocalistas, e ministra também workshops de técnica vocal. Como é lapidar diamantes?
MP-Me sinto muito feliz com isso, e faço isso há 23 anos, tenho ótimos alunos cantando na noite  e em bandas de rock e metal e minha ex-aluna Marina Latorraca, brilhou recentemente com o Avantasia cantando com o Tobias Sammet e o Michael Kiske, muito feliz e orgulhoso por isso.

8-Você se considera devidamente ou suficientemente reconhecido pelo público e crítica especializada do Brasil?
MP-Eu vejo que aos poucos venho crescendo sim, lutei por 30 anos e muitas vezes me acho injustiçado, por outro lado digo o que penso e muita gente não gosta de mim por isso.

9-Você manifesta abertamente sua aceitação ou reprovação à determinados fatos políticos. Em sua opinião, estamos longe de sairmos do lamaçal em que atiraram (não importa ou importa, quem foi) o Brasil?
MP-Eu acho que esse País está afundado numa corrupção nojenta e dificilmente sairá dela porque o Congresso não tem homens de caráter e honra, pode existir um ou outro, e o povo por sua vez defende político e partido como se fosse time de futebol, deveríamos exigir uma reforma política total e tirarmos a corja de lá à força. Mas não vai acontecer, infelizmente.

10-Você encontra tempo para uma de suas paixões, as artes marciais. Como surgiu esta identificação com um estilo milenar?
MP-Eu comecei a treinar aos 7 anos judô e karatê por causa do seriado dos anos 70 Kung Fu, e por que era magro e franzino e sofria bullying, hoje além de ter treinado várias artes sou faixa preta de Aikido e dou aulas no Shobu dojo com meu Sensei Vagner Tome.

11-Algum projeto ou novidade à vista?
MP-Sim, mas um que está na boca do forno é o Powerfull, projeto com meus amigos e grandes músicos Jones Jones (guitarrista e produtor e Wagner Gilabel – bateria), será um grande cd de heavy metal na pegada anos 80. Aguarde!

12-Mário, o ColoradoHeavyMetal agradece  sua participação, nos atendendo de forma tão gentil e propiciando que o público que até então pudesse não conhecer seu trabalho, o faça de agora em diante, batendo de frente com um trampo de altíssimo nível. Deixamos este espaço para suas considerações finais:
MP-Eu que agradeço a consideração e carinho de vocês, digo aos fãs para apoiarem as bandas brasileiras porque tem muita coisa boa aqui, e amem e respeitem as pessoas com verdade, e vossos pais, perdi minha mãe há um ano, sinto muita saudade mas fui um bom filho e ela partiu orgulhosa de mim.


Por Marcão Azevedo

COLORADO HEAVY METAL
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DESDE 2013, FAZENDO A DIFERENÇA!!!

3 comentários:

  1. excelente vocalista - seus discos citados na matéria são trampos poderosos do heavy Nacional!

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  2. Grande presença no blog! Vocalista incrível!

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