segunda-feira, 10 de julho de 2017

ANVIL - A LENDA EM PRESIDENTE PRUDENTE!

O programa STAGE DIVING esta trazendo para Presidente Prudente a clássica banda ANVIL, uma das mais pesadas bandas do heavy metal (tradicional) desde sua fundação no início dos prolíferos anos 80! Para falar sobre os detalhes deste evento, falamos com o legendário Cesinha Crepaldi, Radialista, promotor responsável por grandes momentos do rock em nossa região! Confiram!

1 – Cesinha, mais um aniversário do programa STAGE DIVING, podemos dizer que esse programa agrega um valor impar ao cenário rock da região! Qual o combustível para promover um evento dessa magnitude?
R: Paixão pelo Rock !  digamos que seja uma mistura de compromisso com os amigos e ouvintes, as oportunidades aparecem, os riscos existem, mas tudo acaba sendo prazeroso.   Costumo dizer que no final tudo dá certo.

2 – Qual o “termômetro” para a escolha das bandas que se apresentam no aniversário do STAGE DIVING?
R:Antigamente o acesso era o cenário nacional, o que estava ao alcance, bandas não cobravam nem cachê, queriam se promover........me recordo de levar uma excursão para ver o 1º show do Blind Guardian na cidade de Sto. André (1998), a abertura foi feita pelo Tuatha de Danann e Symbols, no final do set das bandas comentamos: “Que isso !!? Acho que podemos ir embora” hahahahahha, nesse mesmo dia conversei com os grupos e deixei meio acertado que levaria eles para a festa do Stage Diving, e tudo se confirmou em novembro de 98 o Symbols tocou no Stage e em 1990 foi a vez do Tuatha de Danann, Dragonheart e Petallon Ainda combinamos shows com as bandas nacionais mas derrepente o Brasil virou rota de bandas Internacionais, aquelas que tanto sonhamos ver no passado agora é uma realidade, o Stage Diving ficou conhecido e chega proposta de shows durante o ano todo. Eu decido quem vai tocar, meu termômetro tem me ajudado a escolher heheheheheh, na verdade todos palpitam e isso é de grande valia, busco uma grande expressão que esteja passando pelo país nos dias que se realiza o show de aniversário.

3 – Esse ano teremos a presença quase surreal do legendário ANVIL! O que podemos esperar desta apresentação em Presidente Prudente?
Para o organizador dá uns altos e baixos, preocupação e responsabilidade, tem que dar certo! Podemos esperar que os caras vem para fazer o show da vida deles, é assim que o ANVIL se sente.

4 -  O documentário “Anvil! The Storyof Anvil’’ foi um sucesso e deu um gás para banda continuar suas atividades! Como você classifica a importância do ANVIL dentro do rock pesado mundial?
A mesma paixão que temos pelo Rock, quantas bandas iguais ao ANVIL não continuam insistindo e acreditando que uma hora as coisas podem acontecer, (é bom lembrar que o documentário está sendo exibido no canal NETFLIX) o sonho de cada um de nós era poder ver uma banda como o ANVIL bem de perto, apostaríamos nosso maior tesouro que isso nunca poderia acontecer em nossa cidade,  o mundo é muito pequeno, dia 22 de setembro eles estarão por aqui.
Vejo o ANVIL do mesmo tamanho que o IRON MAIDEN, MOTORHEAD, SAXON, apenas não decolaram, não conseguiram a parceria certa na hora certa e faltou um bocado de sorte, essa é a verdade. Para os leitores indico um álbum fundamental da história do heavy metal “ANVIL-Forged in Fire.

5 -  Como a galera da região pode garantir antecipadamente seus ingressos para essa grande celebração do rock n´roll?
Os ingressos (antecipados com valor de meia entrada R$90) estão a venda na AUDIOTECH MUSIC STORE (antiga Sonotec) Av. Manoel Goulart, 756 – Pres.Prudente (info-18-991056294)

6 - Além dos convites antecipados, haverá vendas no local no dia do show?
Sim, haverá venda no local valor R$110

7 – Esse evento novamente coloca o STAGE DIVING em contato com artistas expressivos do Heavy Metal Mundial! Deixo o espaço aberto para suas considerações, reforçando o convite para essa grande festa!
Primeiramente obrigado Vitor pela atenção que sempre teve com nossa programação, pessoas como você contribuem e multiplica nossas ações em prol da musica mais amada do planeta.
Será uma satisfação receber os fans e admiradores para mais um capítulo de nossa história, o programa Stage Diving está a 5 anos na NET (www.stagediving.com.br), e mantém a mesma prática na programação, desde 1991 .
A banda Canadense ANVIL está completando 40 anos de estrada e com certeza os fans e curiosos presentes na festa sairão em êxtase em mais uma grande produção do STAGE DIVING em parceria com a AUDIOTECH.

STAGE DIVING “ You deserve it”

Por Vitor Carnelossi

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

DISCOS ANTOLÓGICOS – BARÃO VERMELHO: MAIOR ABANDONADO


Um momento literalmente antológico no rock brasileiro. Momento em que o Barão Vermelho provou que era muito mais que a banda do filho mimado e pirado no pó do Diretor da Som Livre. Momento em que a poesia marginal de Cazuza encontrou na guitarra e Frejat e no baixo preciso do Dé um muro para ser escrita, e invadir rádios, TVs e toca-discos por mais de uma década.
Produzido por Ezequiel Neves (Zeca Jagger), em 1984, Maior Abandonado explodiu, sendo premiado por público e crítica, e mostrava claramente que o sucesso anterior, Pro Dia Nascer Feliz, era sim uma pequena mostra do poderio de fogo destes cariocas da gema, pois inicialmente ficou conhecida na voz de Ney Matogrosso, e gradativamente Cazuza e sua trupe a trouxe de volta com uma interpretação e swing magistral, que marcaria toda a trajetória da banda enquanto teve Cazuza como letrista principal e vocalista.

Bete Balanço, Baby Suporte, Por que Que a Gente é Assim, Dolorosa, Milagres, Não Amo Ninguém, enfim, basta escolher uma faixa aleatória e nos deparamos com os versos marginais e viscerais de Cazuza, com seu vocal singular, numa performance de toda a banda de altíssimo nível. Não estou nem comentando a faixa-título Maior Abandonado, um petardo que assolou o rock nacional e colocou o talento do Barão em seu devido lugar.
Estava gravado então Maior Abandonado, um clássico dos anos 80, um disco venenoso, um disco de poesias cantadas.

Revisite este disco em seu acervo. Você corre o sério risco de bater de frente com poesia ácida e um instrumental de primeira linha.
Nossa sugestão? Ouça alto!!!
Um GRANDE abraço!!

Marcão Azevedo. 

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terça-feira, 23 de maio de 2017

ENTREVISTA KADABRA


1 - É um prazer tê-los aqui no blog COLORADO HEAVY METAL falando sobre o trabalho de estreia do KADABRA, “DEVASTATION´S SONGS”.  Primeiramente pergunto, há quanto tempo a banda existe?  Pois uma estreia com uma intro + 10 sons inéditos autorais é uma ótima produção não concorda?
Paulo: Olá, sinceramente, o prazer é todo nosso. A cada parte do processo de construção da banda até agora, nós sonhamos os acontecimentos. Poder falar do nosso trabalho, com certeza, é uma grande realização. Sobre o tempo de banda, existimos a cerca de um ano. Em nossas cabeças, no entanto, já existimos a mais tempo. Foi mais uma questão de encontrar o time certo, depois disso, tudo fluiu de modo trabalhoso, mas natural.

2 – Em um release anterior que fiz sobre “DEVASTATION´S SONGS”, citei algumas bandas “oitentistas” como exemplos, qual as referências principais que o KADABRA utilizou para formatar essas canções?
Paulo: Não acredito que tenhamos “usado” influências. Apenas jogamos para fora o que tinhamos para falar e deixamos as influências apareceram naturalmente. De todo modo, em nossa educação músical, escutamos demais bandas como Iron Maiden, Judas Priest, Ozzy, Black Sabbath, Pentagram, Motorhead, Metallica, Slayer, Anthrax, Megadeth e etc. Sem falar no Nervochaos, Korzus, Sepultura, Kamala, Blackning, Executer e tantas outras do metal nacional. Tem algumas que conheci recentemente também que são o Master, Cauldron, Cérebro de Galinha e o Necrohunter. Enfim, tem de tudo, dentro do rock.

3 –Apesar da ligação aos moldes “oitentistas” vocês não abriram mão de uma gravação atual e de boa qualidade, como foi o processo de produção deste material?
Paulo: Nós quisemos deixar a coisa bem real, bem orgânica mesmo, porém sem perder a qualidade. É preciso achar um equilibrio entre a técnologia e o saudosismo. Foi essa a proposta da produção. Também quisemos gravar editando o menos possível, tirando o melhor de cada um no momento. Veja, gosto de muitas coisas modernas e mais ainda das antigas, então foi um direcionamento dado de acordo com o que queriamos fazer agora. Não há dogmas aqui.

4 – A ideia de filmar esse processo de gravação e disponibilizar no youtube foi muito legal e ousada! Como controlar a ansiedade em estúdio, produzindo o material oficial e ainda com o bônus da filmagem neste momento tão delicado!
Paulo: Cara, foi muito espontaneo para falar a verdade. O Marcio Pacheco (produtor de audio) e o Adolpho Zamboni (Produtor de imagem e video) souberam conduzir bem o processo, deixaram livre para a gente tirar sarro e contar piada. Até para brincar com eles era tranquilo. Ao mesmo tempo, existia uma ideia comum de quando tinha que ser sério e fluía. Eu tenho mais claro na lembrança a parte das vozes. A gente tava sem saber como seria, a voz é mais delicada para mim do que a guitarra. Lembro da gente estar batendo um papo antes e eu fui me retirando, fui tirando o sorriso da cara, chegando mais perto do equipo, arriscando um grito ou outro. Felizmente, para mim, foi só escutar as músicas e curtir o que estava fazendo. Houveram pouquissimas repetições para os meus vocais dessa vez. Conforme a concentração ia acontecendo, eu meio que esquecia do resto. Não atuei para a camera, só fiz o melhor que dava pra a música.
Danilo: Confesso que fiquei nervoso pra caramba nas gravações, tanto do baixo, quanto da voz, mas todo mundo me ajudou, pois fazia muito tempo que não pegava o baixo pra tocar e estava bem enferrujado e ai ficava com medo de o pessoal ficar irritado por eu estar travando. O Paulo chegou com suas experiências de bandas passadas e disse: “cara faça o que sabe fazer o que não sabe foda-se ,divirta se...”. Sério, isso que ele disse foi legal e irei levar para a vida toda, pois eu fico meio nervoso com as coisas mesmo.
Depois foi bem tranquilo, no mesmo tempo em que estávamos nos divertindo e vendo uma coisa sair do papel, estávamos focados e concentrados para que o saísse o melhor de todos, e o resultado foi esse, cd o clip e a e de ter ganho amigos, além de terem feito um ótimo trabalho de produção, são muito gente boa
Frassão:  Realmente um desafio e tanto, algo novo pra mim, pois a câmera estava o tempo todo ali me vigiando. No início ela causou um certo desconforto, depois me adaptei à ela e a gravação fluiu numa boa, pois tínha certeza que estava trabalhando com excelentes profissionais e todos focados no trabalho a ser feito.

5- Antes do KADABRA vocês já participaram de outras bandas?
Paulo: Eu fundei uma outra banda, hoje extinta, a Collatera, de metal também. Eu pelejei muito com ela em todos os sentidos, seja para arrumar bons companheiros, seja para conseguir tocar, escrever e etc. Foram mais ou menos 06 anos da minha vida músical dedicada a ela. Apesar de todos os perrengues, foi ai que eu meio que aprendi a admininstrar o negócio, a me apresentar ao vivo, a tocar melhor, me equipar melhor, conhecer as pessoas, usar as redes sociais e mais tudo que se pode pensar. São muitas histórias para contar. Essa noção sobre a condução de uma banda de Metal no Underground, foi bastante responsável por nós termos produzido tudo isso até agora. No que se trata da minha parcela de contribuição, claro.
Danilo: Eu já participei de varias bandas, minha primeira banda chamava sick nunca conseguimos baterista e acabou, depois entrei para uma banda chamada crazy queen a banda até estava ficando legal mas ae o vocalista infelizmente faleceu, tentamos continuar a banda mas não deu certo, depois entrai para cantar em um a banda chamada metal slug era muito da hora, só cover e quando decidimos trabalhar com as próprias a banda acabou, depois foi cavaleiro dragão onde não fiquei muito tempo, pois eu não tinha os requisitos que a banda queria, nfw veio logo em seguida mas também teve problemas e acabou, ae toquei em uma banda de igreja que nunca teve nome e novamente por problemas acabouo e depois entrei cantando também para a banda dead generation que foi mesma pegada do metal slug então me senti em casa fizemos algumas musicas próprias mas infelizmente a banda não foi pra frente ....uma pena, os caras eram bons ..........montei ma banda chamada glasgow3 com o guitarrista e o baixista do dead generation e chamei o baterista da antiga metal slug, ai pensei agora vai, ensaiávamos  todas as sextas feiras cada sexta um musica, mas a banda parou por um tempo pois o baterista virou pai, e como isso é uma puta de uma responsabilidade e tenho certeza que muito fariam o mesmo, ae a banda parou.
Eu brinco e meu amigos ficam me zuando dizendo que sou um câncer de banda pois eu entrava e a banda acabava ou o pessoal já me tirava mas aprendi muito com todas essas bandas e nunca desisti de ter banda e de querer algo sério, e foi ae que um dia qualquer recebi uma mensagem do Paulo querendo montar uma banda, confesso que fiquei com um pé atrás mas o Paulo queria o mesmo que eu, então trabalhamos duro e montamos o kadabra.
Frassão: Foram várias bandas, minha primeira chamava-se Bélica, depois Arquivo Vivo, Atritos, Greystoke, Atlântica, Flores do Beco dentre outras. Atualmente toco na Banda Amazon (Heavy Metal), Banda cover Fuzz Light (Classical Rock, Pop e Nacional), Seven (Tributo Avenged Seven Fould)  e atuo como freelancer com algumas bandas aqui da região.


6 – Logo de cara, em um primeiro momento o que me chamou a atenção foi o vocal bem agudo e melódico, contrastando positivamente com o instrumental! Isso me remeteu a sonoridade de bandas como Forbbiden e até mesmo Nevermore, da onde vem essa mistura de refrãos melódicos em meio ao thrash metal?
Paulo: Muito legal essa pergunta, porquê é uma história que eu nunca contei. A verdade é que anos atrás, na minha antiga banda, não tinha quem cantasse. Eu só tocava guitarra até então. Contudo, tive de aprender a cantar pela falta de outro membro e, fui fazer aulas de canto com um professor da minha cidade, o Roberto Prieto. Cheguei lá querendo cantar como o Max Cavalera, mas não tinha o grave necessário. Minha voz é aguda naturalmente. Então, muito inteligentemente, ele foi me guiando para um estilo mais Anthrax. O que foi providencial, foi ai que aprendi a cantar limpo e afinado. Depois de anos fui me atualizar com o Raphael Olmos do Kamala. Ele trabalhou para me trazer pro drive e para a agressividade, sem perder o que eu já sabia fazer e deu esse resultado da minha parte. Sobre o instrumental, no entanto, ele surge meio sem pensar na voz. Ela a gente encaixa depois, na maioria das vezes, pensando em dar dinâmica para a música.

7– Falando em timbre, as guitarras ficaram bem “gordas” e gostosas de se escutar, a escolha da sonoridade da guitarra influencia o resultado final do trabalho?
Paulo: Com certeza. Nós fizemos 4 guitarras, duas de cada lado. Nós queriamos que soasse apenas como um guitarrista tocando, assim como é ao vivo. Não queriamos que ficasse artificial. Foram dois timbres diferentes, um de um pedal de distorção e outro do drive do próprio amplificador. Depois foi uma questão de ir esculpindo até dar no que deu. Na verdade, no final mesmo, não saiu muito do que eu já tento preparar nas gigs.

8 - Após preparar o terreno com a intro INTROSPECTIVE, THE CAGE entra representando muito bem a proposta da banda, creio que seja um ótimo motivo para escolhê-la para abrir o álbum não é?
Danilo: Na verdade a THE CAGE sempre foi à primeira musica desde quando o Paulo e eu começamos a ensaiar, mas ela tem essa vibe de tipo ae galera, chegamos e esse é nosso som, e a INTROSPECTIVE foi o tempero que faltava para a THE CAGE  se tornasse  a musica perfeita para ser a primeira e, para mostrar o que temos a oferecer.

9 – Comentei na resenha que fiz, que RITE OF DISORDER tem uma “vibe” SLAYER, porém no refrão vocês utilizam uma linha vocal que diversifica muito o sentimento da música. Qual a importância das estruturas melódicas na sonoridade do KADABRA?
Danilo: Adoro um barulho e, ver o bicho pegando mesmo, mas em minha opinião essa sonoridade do kadabra faz com que o repertório não fique cansativo só por conta da paulera e nem chato só por partes melódicas, e sim, bonito e pesado ao mesmo tempo Ex: pantera.

10 – Essa música também foi a escolha para o primeiro clip da banda, como vocês chegaram a conclusão para essa música de trabalho? ... Alias, ficou muito legal, parabéns!
Danilo: Muito obrigado, gostamos bastante do resultado desses clip e da musica!! .A escolha da musica não foi difícil, nos reunimos, cada um escolheu três musicas e entre as três escolhas de cada um tinha a RITE OF DISORDER ai optamos por ela.

11-  CHOSEN FEW, além de um puta arranjo de batera tem uma ótima energia! Acredito que seja a música que mais repeti no álbum! Porque a opção de deixar a batera e baixo “na cara”  durante todos os solos?
Frassão: Essa é a tendência do nosso som, somos um Power Trio e queremos deixar essa característica bem nítida. Esse é o resultado que buscamos, pois na hora do solo de guitarra, nos preocupamos em manter o groove e em não perder o peso para que a música fique bem preenchida e tudo soe de maneira bem natural.  
  
12 – O PANTERA utilizava esse recurso, sempre achei muito legal, a cozinha do KADABRA está bem munida!
Danilo: O PANTERA é minha banda favorita, e eu adoro o som do baixo do rex brown o timbre, e em bandas que já participei nunca tinha pensado em usar um pedal, só no kadabra que notei a falta desse peso pantera no baixo e coloquei um Overdrive pra deixar o som bem pesado como o do rex , e isso casou perfeitamente com com a sonoridade do kadabra

13 -  Para mim como ouvinte, BACK HOME tem um clima bem Heavy Metal, mais com aquelas levadas típicas do thrash... algo que hoje em dia é difícil de se ver! O Kadabra realmente tem composições bem equilibradas que soam naturalmente genuínas, sem se preocupar com a velocidade estonteante praticadas por muitas bandas, as vezes até de maneira plástica!
Frassão: Somos fãs de música e nos preocupamos em fazê-la com qualidade, porém dentro dos limites de cada um e dessa forma, esperar que isso toque as pessoas. O virtuosismo não é regra em nossas composições, claro que há espaço para isso,  mas aí vai de cada um em sentir o momento adequado para tal.


14– OBLITERATE  e PAY THE PRICE dão uma caminhada nos terrenos prolíferos do thrash “BayArea” . É interessante que existem muitas variações vocais e instrumentais durante o CD, e especialmente neste momento do CD fica muito a banda investe em uma sonoridade própria. O KADABRA é uma banda aberta a experimentalismos musicais com outros generos?
 Frassão : Sim, mas dentro do Rock, pois dentre seus vários estilos, sempre buscamos novidades para acrescentar em nosso som.

15 – Em DEVASTATION´S SONG chegamos a faixa título, esse som é muito legal! Chega um ponto que o baixo captura a atenção do ouvinte! Um belo trabalho que mostra um momento suave e instrospectivo. Me corrijam se eu estiver errado, mais  lembrei do Cliff neste momento!
Danilo: Esse pré solo e o acompanhamento do solo são os meus favoritos , poxa fiquei  lisonjeado em saber que soou como Cliff hahahaha, o cara é um dos meus ídolos mas a inspiração não foi nele, como o Paulo disse .. ¨Apenas jogamos para fora o que tínhamos para falar e deixamos as influências apareceram naturalmente.

16 – Em todas as músicas os solos de guitarra são bem melódicos e de certa forma profundos, é muito agradável ver que existe uma naturalidade na execução dos mesmos, qual as influencias principais nas guitarras do KADABRA?
Paulo: Eu gosto muito de caras como Adrian Smith que tentam não ficar fritando demais, mas sim colocar as notas certas em cada lugar respectivo, contar uma história, se preocupando com as notas de repouso e a dinâmica. Tem Kirk Hammet que também me influênciou muito, porque sabe criar melodias, além de usar muito bem a escala pentatônica, licks, arpejos, ligados e assim por diante. O Marty Friedman também é muito importante para mim, não pelo virtuosismo, mas sim pelo modo como estrutura os solos, o modo como pensa o enredo. Não posso deixar de falar do Andreas Kisser que me ensinou a usar harmonias em oitavas e os bends mais fortes ou mesmo Randy Rhoades com o vibrato único. Puts, são muitos, mas de forma geral é por aí. Na parte rítmica, sempre penso em Tony Iommi, em James Hetfield, Mustaine e toda essa escola.

17 – YOU ARE A LIE  e DEATH PENALT seguem mostrando uma generosa dose de thrash metal, muito bem arranjadas e definidas. Existem possibilidades de haver mais alguma música que seja trabalhada como clip?
Paulo: Infelizmente não, muito pouco provável. Não por falta de vontade, mas pela questão financeira mesmo. De todo modo, me orgulho muito dessas duas canções, vão funcionar demais ao vivo.

18 – PICTURE OF WAR encerra esse lançamento do KADABRA com uma bela amostra do potencial da banda, qual o motivo deste som para encerrar o trabalho?
Paulo: Ela foi a ultima que escrevemos na verdade. Ainda, aos 45 do segundo tempo, resolvemos fazer mais mudanças e assim se finalizou. Acabou sendo natural ela ser a ultima e fechar o processo todo.

19 – Quais os planos seguintes ao lançamento de DEVASTATION´S SONG
Paulo: Agora nós queremos tocar por ai, encontrar com os headbangers no underground e tomar um caminhão de cerveja. Além disso, é muito importante para nós poder divulgar nosso trabalho, conhecer o de outros músicos e conversar com vocês da mídia.  Sempre um prazer.
Danilo: exatamente o que o Paulo disse, agora é só tocar por ae, divulgar a banda, fazer amizade com outras banda, e dominar o mundo.
Frassão : Fazer uma das coisas que mais gosto, estar no palco com grandes amigos tocando com toda aquela energia pra galera presente nos shows. E paralelo a isso, ir compondo o nosso segundo CD!

20 – Gostaria se possível saber os 5 álbuns favoritos de cada um do power trio!
Paulo: Só cinco?! Aí é duro em!!! Vamos lá: Piece of Mind do Iron Maiden, Kairos do Sepultura, Master of Puppets do Metallica, Rust in Piece do Megadeth e Master of reality do Sabbath.
Danilo: Peste do Claustrofobia, The Great Southern Trendkill do Pantera, Reign Supreme do Dying Fetus, Christ Illusion do Sllayer, Tempo of the Damned do Exodus........só cinco foi foda mesmo!!!
Frassão : 1- Van Halen - Best Of Volume 1 /  2- Metallica - Black Álbum / 3- Pantera - Vulgar Display Of Power /    4- Kiss Alive III /    5- Iron Maiden - Fear Of The Dark

21 – Agradeço imensamente a participação do KADABRA  em nosso BLOG, estamos de portas abertas! Deixo o espaço abero paras considerações finais!
Paulo: Nós que agradecemos sinceramente pela tamanha disponibilidade e pela oportunidade de conversar com vocês. Foi um prazer e espero que nos encontremos logo. Hail!!!
Danilo: Nós que agradecemos pelo espaço, valeu valeu COLORADO HEAVY METAL.......foi um prazer !!!!

Frassão : Obrigado pela oportunidade e a todos que acompanham nossa banda.

Por Vitor Carnelossi

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

DISCOS ANTOLÓGICOS – URIAH HEEP: WONDERWORLD


Eu ainda era adolescente quando alguém da minha família me mostrou um vinil do Uriah Heep, um disco com uma capa meio bege, e me disse: ´´ouça este disco, e preste atenção na faixa The Shadows and the Wind, pois o vocal durante a música se alterna e é algo espetacular´´.
Pois bem – três décadas de passaram, e ainda continuo ouvindo este disco, esta faixa, e o Uriah Heep.
Wonderworld é um disco gravado em 1974. Um repertório inspiradíssimo, numa fusão ímpar de melodia com progressivo, numa overdose de órgãos Hammond comandando um instrumental impecável, pano de fundo para o vocal  técnico e preciso de David Byron.
Liderados por Ken Hensley, que executava as linhas de teclado, era o guitarrista e ainda contribuía nas linhas vocais, a formação contava com a batera Lee Kerslake , Mick Box num trampo inspiradíssimo de guitarras em I Wont Mind, e o baixo soberano de Gary Thain desenhando linhas de extremo bom gosto, ou seja, uma super banda concebia neste momento um dos grandes discos de rock da história.


Se você não conhece este disco, comece pela recomendada The Shadows  and The Wind, com sua introdução silenciosa e final soberbo – uma verdadeira aula de rock pesado e progressivo onde a técnica permitiu ousar – realmente sensacional.
A faixa de abertura é a faixa-título Wonderworld, onde já é cartão de visita a execução refinada de uma melodia apuradíssima.
Somente ouvindo as faixas Suicidal Man, So Tired, The Easy Road, Dreams, é possível então dimensionar o poderio de fogo destes britânicos, e sua importância ao lado de nomes como Deep Purple, Led, entre outros.
Fica a dica para buscá-lo no fundo do seu baú, ou descobrí-lo, e então mergulhar numa audição de um grande momento do rock.
Nossa dica? Ouça alto!!!!
Um GRANDE abraço!!


Por Marcão Azevedo.


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domingo, 16 de abril de 2017

KADABRA - DEVASTATION’S SONGS


Essa semana tive o prazer no conforto de meu lar receber o material do KADABRA, de forma promocional, fiquei lisonjeado e sedento para escutar o material deste trio de Vinhedo -SP. O Blog COLORADO HEAVY METAL vem se destacando sorrateiramente e chamando a atenção de bastante leitores que procuram informação de qualidade e um conteúdo diversificado em vários segmentos do rock, heavy, punk... Como arte-finalista  gráfico/fotógrafo sempre considero a parte visual importante, e a misteriosa  arte do DEVASTATION’S SONGS me deixou curioso, aquele poderia ser invólucro de qual gênero do heavy metal? A primeira faixa, começa com timbres e uma batera que já me ligou ao thrash metal, INTROSPECTIVE com seu 1 minuto de duração cumpre sua meta de preparar o terreno para a marcante faixa THE CAGE, guitarra pesadas e ótimos riffs precedem a surpresa que está por vir, o vocal calçado em uma identidade mais “oitentista”, lembrando bandas como Overkill, Sanctuary, Heathen, Forbidden... uma grata surpresa... Ok, acho que me situei quanto ao estilo que o KADABRA neste disco, é o Heavy/thrash metal, um estilo que eu sempre curti muito! RITE OF DISORDER começa com um “climão” Slayer, mais logo envereda-se por caminhos mais melódicos, algo que lembra o método Anthrax de composição! Gosto sempre de citar bandas clássicas para situar o leitor no som, é claro que a banda tem suas particularidades e isso é apenas algo como tentar descobrir as referências sonoras! CHOSEN FEW é um puta som que é um mix perfeito do Heavy/thrash, o instrumental é muito legal, destaque para a batera muito bem arranjada e para o refrão que gruda na cabeça! BLACK HOME começa calma e rapidamente evolui para um Heavy Metal Tradicional, essa faixa realmente pra mim é um puro heavy metal, e dos bons! Um lance legal é que toda vez que o guitarrista/vocalista Paulo Bertoni faz seus solos, a cozinha formada por Danilo Souza (baixo) e Marcos Frassão fica bem na cara, mostrando muito peso, garra e técnica!

A faixa OBLITERATE é bem influenciada pela Bay Area , os riffs , vocais e levadas vão fazer a festa de que curte um bom e atualíssimo Thrash Metal, ótima faixa com potencial para ser um destaque no disco! PAY THE PRICE segue uma velocidade mais intensa com o Marcos mandando muito bem nos pedais duplos! O Peso acompanhado de momentos mais melódicos nos refrãos parece ser uma marca evidente neste trabalho, em especial nesta 7º faixa que usa muito bem este artificio! Ahhh... solo bem legal, assim como nas outras faixas, sempre melódicos e marcantes! Chegou o momento da faixa que leva o nome do disco.... DEVASTATION’S SONGS mostra um som pesado com riffs e ritmo coesos e compassados. O chimbal aberto ficou muito empolgante, e em um momento no meio da música antecedendo o solo e durante, o baixista Danilo manda ver em uma linha bem legal de baixo, ficou irado!! Tudo isso culmina é uma mistura que realmente faz DEVASTATION’S SONGS uma ótima música para levar o nome do trabalho, pois apresenta a essência do KADABRA. YOU ARE A LIE tem um ótimo trampo de batera, acompanhado por ótimos riffs, a propósito, os timbres e mixagem do disco é bem orgânica e agradável. YOU ARE A LIE não deixa o clima esfriar e é outra grande faixa do disco! 

DEATH PENALTY segue uma vibração totalmente calçada no metal oitentista tanto nos riffs quanto nos vocais, os agudos de Paulo certamente intensificam a ligação com os saudosos mestres do thrash metal! PICTURE OF WAR encerra o disco com grande estilo, é a faixa mais versátil, novamente me fazendo lembrar de SANCTUARY, essa última faixa tem alguns elementos interessantes, gostei muito do timbre vocal no refrão! Enfim, foi um prazer conhecer o som destes caras, hoje em dia que tudo é “extrematizado” é interessante ver algumas bandas como o KADABRA investirem em uma sonoridade despreocupada como as tendências, buscando fazer sua música de forma honesta e empolgante, sem aquela necessidade de ser mais rápido ou pesado ou brutal.... Se você gosta de um Heavy/Thrash  corra atrás do material destes caras! KADABRA!

Por Vitor Carnelossi

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

SÉRIE DISCOS ANTOLÓGICOS: CAMISA DE VÊNUS – CORRENDO O RISCO

A banda Camisa de Vênus adicionou poesia e acidez em doses generosas ao tempero baiano, sendo um dos grandes nomes que aportaram no circuito do rock nacional na década de 80, determinando um espaço precioso na mídia  e público ao lado de bandas como RPM, Ultraje, IRA!, Barão e tantas outras que participaram da efervescência de um momento inspiradíssimo da música brasileira. 

É perfeitamente possível ainda lembrar vários amigos manuseando o vinil Correndo o Risco, com sua capa azul, onde os toca-discos tocavam à exaustão clássicos como Só o Fim, Simca Chambord, Deus me dê Grana.....
Pois bem, Correndo o Risco possui uma produção esmerada, e sucede o disco Batalhões de Estranhos, um discaço que ao conter faixas como Eu não Matei Joana Darc, Gotham City, Lena, acendia o pavio para explosão do Camisa, consagrando Correndo o Risco como um dos grandes discos do rock brasileiro.

Sob a produção de Liminha e Pena Schmidt, os baianos Marcelo Nova, Robério Santana, Karl Hummel, Gustavo Mullem e Aldo Machado executam um repertório de altíssimo nível, com a veia metafórica das letras de Marcelo recebendo pitadas das posições contestadoras e sarcásticas que sempre acompanharam o trabalho da banda.
Petardos como Morte ao Anoitecer, Mão Católica, Tudo ou Nada e a Ferro e Fogo sacramentam  a riqueza das composições deste disco.
O tempo e  destino transformaram alguns de seus integrantes em praticamente inimigos, nos tempos atuais, inclusive com disputas judiciais sobre execução de repertório pelas formações que pleiteam o nome Camisa de Vênus.
Nada, porém, absolutamente nada, seria capaz de apagar a importância de um disco como Correndo o Risco, sua mágica, atmosfera, poesia, e veneno.
Nossa sugestão? Ouça Alto!!!

Um GRANDE abraço!!
Marcão Azevedo. 



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segunda-feira, 20 de março de 2017

SÉRIE DISCOS ANTOLÓGICOS – QUEEN: THE WORKS

Decisões mudam uma vida. Discos mudam uma carreira. A partir de agora os leitores do blog ColoradoHeavyMetal são convidados a compartilhar conosco discos antológicos da música ao redor do mundo, e obviamente com créditos de sobra ao eterno rock. Tomaremos a liberdade de conduzí-los a revisitar discos memoráveis de grandes bandas gringas e brasileiras. Ninguém nasceu grande. A explosão ocorreu em dado momento, e é o núcleo, o exato momento desta explosão, que convidamos você leitor do blog ColoradoHeavyMetal a embarcar conosco nesta deliciosa viagem pelo tempo com riffs marcantes, hinos da música, capas consagradas, enfim, tudo o que um verdadeiro amante da música aprecia.

Nosso disco de estréia data dos idos de 1984........bandas pop como Alphaville, Modern Talking disputavam os clips do Fantástico com bandas como Van Halen, Scorpions, Twisted Sister e Queen........QUEEN???
Sim – você realmente acha que o Queen nasceu aos acordes de Radio GA GA?? Saibamos, então, que The Works foi gravado à meio uma das maiores crises de relacionamento entre os integrantes do Queen, a ponto de, Bryan May, o guitarrista, ter se considerado fora da banda por várias vezes. As razões? Várias, porém o fracasso do disco antecessor, Hot Space, parecia ser de digestão quase impossível, aumentando a temperatura entre todos da banda e seus staffs.
Eis que, maior que tudo isso, vem à luz The Works, um disco extraordinário e indispensável ao acervo de todo amente do rock. O convite é desviarmos a atenção da hipnose provocada, e não poderia ser diferente, por faixas como Radio GA GA, I Want to Break Free, e mergulhar em faixas espetaculares como Its a Hard Life, Man on the Prowl, Keep Passing the Open Window,Hammer to Fall.....


Ouça Tear It Up – uma faixa 100% rock n´roll, com solo inspiradíssimo de Bryan May na introdução, ataques precisos de Roger Taylor nos pratos, vocais singulares de Freddie Mercury e o baixo preciso, soberbo, como sempre, de John Deacon.
Ok – o tempo anda corrido, o relógio é implacável....sabemos de tudo isso.....mas colocar The Works para ouvir após muito tempo é uma experiência maravilhosa, nostálgica, que remete o ouvinte à uma época onde a música primava pelo qualidade, e discos antológicos foram então concebidos.
Nossa dica?? Aumente o som!!!!!!


Um GRANDE abraço!!

Marcão Azevedo.


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terça-feira, 14 de março de 2017

ÁLBUNS QUE MERECEM SUA ATENÇÃO!!!

A matéria aqui é o seguinte, você que por acaso estiver passando pelo blog e decidiu ler esse breve material, esses são alguns discos que vale apena conferir! Fiz uma pequena lista de alguns álbuns de bandas nacionais conhecidas, que por algum motivo não tiveram grande recepção ou resultados, porém são geniais! Confiram!

PENTACROSTIC – MOMENT OF THE AFFLICTIONS

A Banda de Osasco pode ser considerada uma pioneira do metal nacional, sempre envolvida com uma sonoridade obscura e altamente soturna, em muitos momentos da carreira flertou perfeitamente o Death Metal com o Doom, tendo o exemplo o clássico “PAIN/TEARS”. Em “MOMENT OF THE AFFLICTIONS” contamos com um “trampo” melódico e muito bem equilibrado! Faixas como; “DARKNESS”, “ IMMORTALITY”, “LOST TIME”, são exemplos e um prato cheio para que gosta de música com aquele sentimento lúgubre e pesado! Vale apena conhecer esse trabalho, altamente indicado!

GENOCIDIO – THE CLAN

Depois do brutal “REBELLION” (2002), os problemas enfrentados decorrente ao acidente de seu guitarrista W.PERNA, fizeram alguns se questionarem sobre o futuro da banda de vanguarda do metal brasileiro.  Felizmente adaptando-se ao Baixo, W. Perna e Murillo trouxeram o GENOCIDIO a vida, dando abertura a uma nova fase prolifera na carreira desses Paulistas.... “THE CLAN” provavelmente é o meu álbum favorito dessa galera! Peso, melodia, densidade e elementos do Death, Doom, Gothic, Thrash permeiam as grandes composições deste “play”... Tudo isso com uma maturidade e homogeneidade de quem sabe o que faz... O Disco possui canções fantásticas, tais como a thrash e empolgante “Metal Barrel Wasted”, a melancólica e bela “Settimia”, a hipnótica “Thou shalt not decry”... essa porra vicia, escutem atentos e comprovem!

THE MIST – ASHES TO ASHES, DUST TO DUST

Quando Korg deixou o altamente promissor THE MIST,  Marcelo Dias, Christiano Sales e Jairo Guedz decidiram mudar o direcionamento sonoro da banda, criando um trabalho bem diferente do que a banda já havia desenvolvido. Thrash Metal Industrial... Confesso que já torci o nariz, mais escutando isso hoje em dia sem comparação com o material de Korg, é de “pagar pau”. Aqui temos um pioneiro de elementos industriais difundidos de maneira bem agradável e empregada... Jairo Gueds, regeu tudo com extrema competência, provando ser um grande guitarrista além do SEPULTURA! “CROSS CHILD”, “ ESCAPE TO THE ARMS LORDS”, “BLIND”... entre outras tem aquela pegada seca, “vocalzão robótico”, e uma batera muito bem definida!! Disco fudido!!!

CHAKAL -  DEATH IS A LONELY BUSINNES


Quando o CHAKAL voltou em atividade em meados dos anos 2000, a primeira coisa que me veio à mente foi: “será que vão tocar Death is a lonely businnes”... Korg e a galera deixaram esse material de lado, diga-se de passagem, para mim um dos melhores álbuns de thrash do mundo.... O vocalista Sérgio C. tinha um vocal bem legal que era nervoso, mais não era gutural, e isso agrada bastante neste trabalho. As Guitarras, baixo e batera dão uma aula de thrash metal, o tal de “Wiz” era um gênio nos pedais duplos. Além da qualidade das músicas como “Before it´s too late’’, “Panic in fast Food”, “beholder” outra coisa que chama a atenção... A qualidade da gravação é foda! Quando peguei o vinilzão de um colega falei “uhhhhaaaaaall”, gravação e mixagem fodásticas.... o cabeceira do CHAKAL, genial!

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sexta-feira, 3 de março de 2017

NOSSO DEATH METAL EM OUTRAS TERRAS

Nesta matéria de hoje vamos relembrar algumas bandas de Death Metal que criaram a identidade do Brasil junto ao exterior com o seu espirito polêmico e inovador para o metal extremo. A postura agressiva e contestadora do Death Metal teve sua identidade formada por jovens de outrora, que na sua maioria buscava velocidade e horror em meio a uma sociedade que sempre discriminou o “rock pauleira”. O Brasil perpetuou-se por sua participação nesse período de formação do metal da morte, músicos do mundo todo pesquisam as insanidades violentas gravadas por aqui. O Death Metal Brasileiro pode ser considerado um tesouro escondido aos olhos da nação.

SEPULTURA – MORBID VISIONS


Na fase inicial da carreira, o grupo ramificou seus contatos mundo afora sobre se solidificando com a bandeira do Death Metal. Trocando materiais (TAPE TRADERS) com bandas que emergiam no movimento, MORBID ANGEL, DEATH entre outras... A banda se tornou pioneira e venerada por todos que gostam do som “duro e ríspido” dos baluartes do death metal. Com a saída do Jairo o próximo lançamento abriria novos caminhos para o SEPULTURA, deixando o Metal da morte de lado e escalando o Underground até o topo ameaçando dividir a coroa com Slayer e Metallica....

SARCOFAGO – I.N.R.I.

Ódio, violência e um espirito sujo e caótico nasceram em formato de música. “D.D. Crazy” ditaria o ritmo insano e inovador da forma mais extrema que um baterista poderia fazer... É fato que o SEPULTURA (desafeto eterno) conquistou o mundo e ser tornou gigante, mais uma coisa eles não conseguiram tirar e Vagner & CIA, o status de “cult”.... O Tempo passa e o que o SARCOFAGO fez neste disco continua a fazer novos fãs e influenciar músicos dos trópicos aos mais gélidos lugares do planeta. Além na sonoridade que já sugeria tendências obscuras do Black Metal, o visual da banda pode ser um dos mais copiados do planeta underground. Incrível!

SEXTRASH – SEXUAL CARNAGE

Luxúria, álcool e terror, a cabecinha destes meninos não eram das mais puras! Novamente com o ataque fulminante do criador da “metranca”, “D.D. Crazy”, SEXTRASH projeta Belo Horizonte para o mundo, o que será que tinha nesta água de B.H. heim! “Osvaldo Pussy Ripper” inovou a cena com seus vocais ultra guturais e letras lascivas de cunho sexual, uma festividade lírica para aterrorizar os mais tradicionalistas.

HOLOCAUSTO – CAMPO DE EXTERMÍNIO

Mais uma banda mineira na área, não tem jeito, as tendências musicais extremas de B.H. foram predominantes nesta primeira leva de “bandas sanguinárias made in brazil”. O HOLOCAUSTO, criou um som esporrento, caótico... não era propriamente Death Metal, mais era não cortante quanto os amiguinhos conterrâneos... Além de polêmico e brutal o disco também consegue cunhar um novo termo para o metal, o tal de WAR METAL... os gringos vão ter que nos engolir, acho que essa galera saiu na frente!

KRISIUN – BLACK FORCE DOMAIN

Bem mais recente que a galera acima, porém não menos importante, a gauchada do KRISIUN projetou um novo “reboliço” na cena investindo em um som voraz e cru... Na época em que o black metal com elementos sinfônicos era uma tendência, os irmãos botaram pra fritar... Sinônimo de extremismo sonoro o KRISIUN sem dúvidas, goste ou não, é o grande representante do Brasil em termos de metal. BLACK FORCE DOMAIN é um capitulo primordial na história do Death Metal.

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